Cão grande mancando da pata traseira: o que pode indicar?
- Felipe Garofallo

- 16 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de abr.
Um cão mancando da pata traseira é um sinal inconfundível de desconforto, e na Ortho for Pets, entendemos a importância de identificar as causas e oferecer soluções ortopédicas precisas para restaurar a qualidade de vida do seu pet.

Vamos explorar três das principais condições ortopédicas que podem levar à claudicação nas patas traseiras: a ruptura de ligamento cruzado cranial, a luxação medial de patela e a displasia coxofemoral.
1. Ruptura de Ligamento Cruzado Cranial: A ruptura do ligamento cruzado cranial é uma das lesões ortopédicas mais comuns em cães, especialmente em raças de médio e grande porte. Esta condição ocorre quando o principal ligamento localizado no joelho se rompe, resultando em instabilidade articular e dor intensa.
Os sintomas incluem mancar, inchaço e dificuldade para apoiar o peso na pata afetada. O tratamento eficaz muitas vezes envolve cirurgia, como a técnica de TPLO (osteotomia de nivelamento da placa tibial), visando restabelecer a estabilidade e promover uma recuperação completa.
2. Luxação Medial de Patela: A luxação medial de patela é uma condição em que a patela (rótula) desloca-se para dentro da articulação do joelho, causando desconforto e claudicação. Isso é mais comum em raças pequenas e de porte médio.
Os sinais incluem saltitar ou pular, mancar intermitente e resistência em esticar completamente a perna afetada.
O tratamento pode variar desde terapias conservadoras, como fisioterapia e medicamentos, até procedimentos cirúrgicos para corrigir a posição da patela e restaurar a função normal da articulação.
3. Displasia Coxofemoral: A displasia coxofemoral é uma condição hereditária que afeta a articulação do quadril, resultando em uma má formação que pode levar a dores e dificuldades de movimento. É mais comum em raças grandes e gigantes.
Os sintomas incluem mancar, relutância em se levantar e dificuldade em subir escadas. O tratamento pode envolver manejo conservador com medicamentos, controle de peso e fisioterapia, ou em casos mais graves, intervenções cirúrgicas para melhorar a estabilidade e aliviar a dor.
Referências bibliográficas
FOSSUM, T.W. Cirurgia de pequenos animais, 4a ed. Elsevier, 2014.
Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972) especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades.