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Tratamento de fraturas com talas e bandagens: Quando realizar?

Tratar fraturas em cães pode ser um desafio tanto para os tutores quanto para os veterinários. Uma das opções de tratamento é o uso de tala, que pode ser uma solução eficaz para certos tipos de fraturas, mas é crucial saber quando e como utilizar essa técnica adequadamente.



As talas são materiais que imobilizam uma parte do corpo para permitir a cura de ossos fraturados, promovendo a estabilização e evitando movimentos que possam agravar a lesão.


A decisão de tratar uma fratura com tala depende de vários fatores, incluindo o tipo, a localização e a gravidade da fratura. As fraturas devem estar localizadas em áreas onde a imobilização pode ser eficaz, como nas extremidades dos membros. As fraturas nos ossos longos, como a tíbia, o rádio e a ulna, são exemplos comuns onde as talas podem ser utilizadas.


Outro fator importante na decisão de usar uma tala é a estabilidade da fratura. Fraturas que são consideradas estáveis, onde as extremidades ósseas se alinham bem e não há deslocamento significativo, são ideais para o tratamento com tala. Nestes casos, a tala pode manter os ossos alinhados corretamente, permitindo que o corpo do cão inicie o processo natural de cura. Para fraturas instáveis ou com deslocamento, uma abordagem mais rigorosa, como a cirurgia, pode ser necessária para garantir a correta fixação dos ossos.


O uso de talas é particularmente vantajoso para cães jovens, pois seus ossos tendem a cicatrizar mais rapidamente do que os de cães adultos ou idosos. Além disso, os filhotes possuem uma maior capacidade de regeneração óssea, tornando-os bons candidatos para esse tipo de tratamento, especialmente em fraturas de galho verde (fissuras). No entanto, mesmo em cães jovens, é crucial monitorar a fratura de perto para garantir que a tala esteja promovendo a cura adequada sem causar complicações adicionais.


Antes de aplicar uma tala para tratamento, é essencial que o veterinário realize uma avaliação completa da fratura. Isso geralmente envolve radiografias para determinar a localização exata e a gravidade da lesão. Com base nesses resultados, o veterinário pode decidir se a tala é a melhor opção de tratamento. Se for escolhida, a tala deve ser aplicada de forma que imobilize a articulação acima e abaixo da fratura para evitar qualquer movimento que possa interferir na cura.


Após a aplicação da tala, o cuidado contínuo e a monitorização são fundamentais para o sucesso do tratamento. O cão deve ser mantido em repouso, e a tala deve ser verificada regularmente para garantir que esteja posicionada corretamente e que não esteja causando desconforto ou complicações como inchaço ou escaras. Os tutores devem estar atentos a qualquer sinal de desconforto, como lambedura excessiva na área da tala, claudicação persistente ou mudanças no comportamento do animal.


É importante também manter a tala limpa e seca para evitar infecções. Se a tala se molhar ou sujar, pode ser necessário substituí-la para evitar problemas adicionais. A higiene adequada é crucial para prevenir complicações que poderiam prolongar o tempo de cura ou causar outras condições de saúde.


Além disso, é essencial realizar visitas regulares ao veterinário durante o período de recuperação para avaliar o progresso da cura óssea. O veterinário pode realizar novas radiografias para monitorar o alinhamento dos ossos e ajustar a tala se necessário. Em alguns casos, pode ser preciso trocar a tala para acomodar mudanças no inchaço ou na cicatrização.


O tempo necessário para a cura completa de uma fratura tratada com tala varia dependendo do tipo e da localização da fratura, bem como da idade e saúde geral do cão. Em geral, pode levar de algumas semanas a alguns meses para que a fratura cicatrize completamente. Durante esse período, é vital seguir todas as instruções do veterinário e garantir que o cão não se envolva em atividades que possam comprometer a integridade da tala ou o processo de cura.


Em resumo, tratar fraturas em cães com tala pode ser uma opção eficaz para certos tipos de fraturas, especialmente aquelas que são simples, fechadas e estáveis.


A decisão de usar uma tala deve ser baseada em uma avaliação completa da fratura pelo veterinário, considerando a localização, a gravidade e a saúde geral do cão. Referências bibliográficas

Coşar, ikram & Senocak, Mumin & Ersoz, Ugur & Okur, Sıtkıcan & Yanmaz, Latif. (2019). Bandage techniques in cats and dogs.


Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta presencial ou consultoria on-line por vídeo pelo whatsapp (11)91258-5102.

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