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Síndrome do filhote nadador: quando começar a fisioterapia?

A síndrome do filhote nadador é uma alteração locomotora das primeiras semanas de vida em que um ou mais membros permanecem abduzidos lateralmente. O filhote não consegue sustentar o corpo e faz movimentos de remada sobre o tórax ou abdome.

Profissional apoiando os membros pélvicos abduzidos de um filhote com postura compatível com síndrome do filhote nadador

A causa não está completamente estabelecida e provavelmente é multifatorial. Superfície lisa, conformação corporal, rápido ganho de peso e fatores de desenvolvimento têm sido discutidos, mas não se deve atribuir culpa à mãe ou ao manejo sem avaliação.

O tórax pode ficar achatado pela permanência em decúbito esternal e, em casos graves, a mecânica respiratória pode ser afetada. Feridas por atrito, dificuldade para mamar e deformidades dos membros também precisam ser verificadas.

O diagnóstico é clínico, mas o exame deve excluir fratura, luxação, deformidade congênita, doença neurológica, infecção e alterações nutricionais. Avaliação de irmãos, crescimento, reflexos e respiração ajuda a reconhecer problemas associados.

Respiração difícil, coloração azulada, incapacidade de mamar, apatia, hipotermia ou feridas importantes exigem atendimento imediato. Mesmo sem emergência, intervenção precoce aproveita a rápida plasticidade musculoesquelética do filhote.

O ambiente deve oferecer piso firme e antiderrapante, apoio para tração e cama que não mantenha os membros abertos. O filhote precisa continuar aquecido, alimentado e monitorado quanto a ganho de peso e eliminação.

Fisioterapia pode começar assim que o diagnóstico e a estabilidade geral forem confirmados. Posicionamento, movimentos passivos suaves e estímulo à sustentação são prescritos conforme idade e membros envolvidos, sempre sem causar dor ou fadiga.

Bandagens ou amarrações que aproximam os membros podem ser úteis, mas exigem ajuste profissional e inspeção frequente. Aplicação apertada pode comprometer circulação, pele e crescimento, e uma configuração inadequada pode criar nova deformidade.

A frequência e a progressão dos exercícios são individualizadas, com sessões curtas repetidas e reavaliações. A meta inicial é colocar os membros sob o corpo e permitir apoio funcional, não forçar amplitude máxima.

Radiografias podem avaliar tórax, articulações e ossos quando há deformidade, assimetria ou dúvida diagnóstica. Exames laboratoriais e avaliação cardiorrespiratória são indicados conforme os sinais clínicos.

A maioria dos relatos descreve boa recuperação quando fisioterapia e ambiente são corrigidos cedo, mas a evidência disponível provém principalmente de séries e questionários. Casos com deformidade torácica grave ou tratamento interrompido podem manter sequelas.

O prognóstico costuma ser favorável, e eutanásia não deve ser presumida como única opção. O acompanhamento continua até marcha independente e crescimento adequado, ajustando suporte, alimentação e exercícios.

Anatolitou AA, Krystalli AA, Epaminondas D, et al. A successful outcome in four puppies sustained swimmer puppy syndrome. Veterinary Research Communications. 2024;48(6):4029-4036. PMID: 39361097.

Störk CK, et al. A questionnaire-based investigation of the swimming puppy syndrome: 115 dogs. Frontiers in Veterinary Science. 2023;10:1233277. PMCID: PMC10475558.

Horário: Segunda à sexta, 11h às 18h. Sábados 10:00 às 14:00
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