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Luxação sacroilíaca em cães: sinais, diagnóstico e tratamento

A luxação sacroilíaca separa a asa do ílio do sacro e geralmente acompanha trauma pélvico de alta energia. A articulação transmite carga do membro pélvico para a coluna, por isso deslocamento pode comprometer apoio e estreitar o canal pélvico. Fraturas do púbis, ísquio, acetábulo e lesões viscerais são comuns em conjunto.

Cão visto por trás sem apoiar um membro pélvico após trauma compatível com luxação sacroilíaca

Antes de focar na pelve, avaliam-se respiração, perfusão, hemorragia, bexiga, uretra e abdômen. Incapacidade de urinar, sangue na urina, choque ou déficit neurológico são prioridades. O padrão ósseo não exclui lesões internas.

O cão pode não apoiar, demonstrar dor e manter o membro em posição anormal. O exame compara simetria pélvica, função do nervo ciático, cauda e períneo e inclui toque retal quando indicado. Manipulação agressiva é evitada para não aumentar dor ou deslocamento.

Radiografias ortogonais mostram direção e magnitude da luxação e outras fraturas, mas exigem paciente estabilizado e posicionamento seguro. Tomografia melhora a avaliação do sacro, do canal pélvico e dos corredores para parafusos. Imagem abdominal é adicionada conforme o trauma.

Tratamento conservador pode ser adequado quando o deslocamento é pequeno, o eixo de carga permanece funcional, não há estreitamento relevante e o cão consegue apoiar. Analgesia, repouso, piso aderente e acompanhamento são obrigatórios. Constipação e função urinária precisam ser monitoradas.

Fixação cirúrgica é considerada com deslocamento importante, instabilidade, dor intensa, incapacidade de apoio, estreitamento pélvico ou lesões bilaterais. Um parafuso compressivo através do ílio para o corpo sacral é técnica comum. O posicionamento deve evitar canal vertebral e raízes nervosas.

Em 13 cães tratados por redução fechada e parafuso percutâneo, a redução média foi superior a 90%, não houve afrouxamento e nove apoiavam no dia seguinte. Esses resultados demonstram viabilidade, mas não garantem o mesmo desfecho em todo padrão de trauma. Planejamento e experiência são essenciais.

O pós-operatório restringe atividade e usa guia curta, superfície antiderrapante e auxílio para levantar. Reavaliações verificam parafuso, consolidação, dor e neurologia. Corridas, saltos e escadas aguardam liberação.

O prognóstico costuma ser bom quando alinhamento e função nervosa são preservados, mas artrose, estreitamento pélvico e lesão do ciático podem deixar sequelas. Fêmeas com canal estreito podem ter implicações reprodutivas futuras. Lesões abdominais influenciam sobrevivência mais que a articulação isolada.

Após atropelamento ou queda, não tente reposicionar a pelve nem puxar a perna. Transporte o cão sobre superfície firme e procure emergência. Avaliação sistêmica e estabilização precedem qualquer decisão ortopédica.

Referência bibliográfica: Tomlinson JL, Cook JL, Payne JT, Anderson CC, Johnson JC. Closed reduction and lag screw fixation of sacroiliac luxations and fractures. Veterinary Surgery. 1999;28(3):188-193. doi:10.1053/jvet.1999.0188. PMID:10338164.

Referência bibliográfica: Leasure CS, Lewis DD, Sereda CW, et al. Limited open reduction and stabilization of sacroiliac fracture-luxations using fluoroscopically assisted placement of a trans-iliosacral rod in five dogs. Veterinary Surgery. 2007;36(7):633-643. doi:10.1111/j.1532-950X.2007.00315.x.

Horário: Segunda à sexta, 11h às 18h. Sábados 10:00 às 14:00
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Endereço: Alameda dos Guaramomis, 1067, Moema, São Paulo, SP

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