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Lipoma em cães

Os lipomas são tumores benignos compostos principalmente por células de gordura, conhecidos cientificamente como adipócitos. Eles são comuns em cães, especialmente em raças de porte médio a grande, e tendem a surgir em animais de meia-idade a idosos.



Embora os lipomas sejam geralmente inofensivos e de crescimento lento, sua localização e tamanho podem, em alguns casos, causar desconforto significativo e até dificuldades de locomoção para o animal.


Os lipomas se formam debaixo da pele e são tipicamente moles, redondos e móveis ao toque. Na maioria dos casos, eles não causam dor e não representam uma ameaça direta à saúde do cão. No entanto, quando esses tumores benignos crescem em áreas críticas do corpo, como nas proximidades das articulações, na região do pescoço ou próximo à coluna vertebral, podem interferir na movimentação normal do cão. Por exemplo, um lipoma grande localizado perto de uma articulação pode exercer pressão sobre os músculos, nervos e tendões, limitando a amplitude de movimento e causando desconforto ou dor ao andar, correr ou subir escadas.


Em casos mais graves, o crescimento excessivo desses tumores pode levar a uma alteração na maneira como o cão distribui seu peso corporal, resultando em uma marcha irregular ou claudicação. A dificuldade de locomoção pode também ser exacerbada se o cão tentar compensar a pressão ou dor causada pelo lipoma, o que pode resultar em tensão muscular ou outras lesões secundárias.


Outro aspecto a considerar é a possível inflamação ou infecção secundária ao redor do lipoma, que pode ocorrer se o cão morder, lamber ou coçar incessantemente a área afetada. Tal comportamento pode causar irritação na pele e nos tecidos subjacentes, agravando o desconforto e contribuindo para a dificuldade de locomoção.


Os sinais de que um lipoma está afetando a mobilidade de um cão incluem relutância em se mover, dificuldade para levantar-se, mancar, ou alterações na forma como o cão caminha ou corre. Os tutores devem estar atentos a esses sintomas e procurar a orientação de um veterinário se observarem qualquer mudança significativa no comportamento ou na mobilidade do seu animal de estimação.


O diagnóstico de um lipoma geralmente é feito por meio de um exame físico, em conjunto com técnicas de imagem, como radiografias ou ultrassonografias, e uma aspiração por agulha fina para confirmar a natureza do tumor. Embora a maioria dos lipomas não exija tratamento, intervenções médicas podem ser necessárias se o tumor estiver causando problemas significativos. A remoção cirúrgica do lipoma é a opção mais comum nesses casos, e a decisão de proceder com a cirurgia depende da localização, do tamanho do lipoma e do estado geral de saúde do cão.


Em casos onde a cirurgia não é viável ou o lipoma não está causando sérios problemas, o manejo pode incluir monitoramento regular para avaliar o crescimento do tumor e intervenções paliativas para aliviar qualquer desconforto que o cão possa estar experimentando. É essencial que os tutores mantenham uma comunicação aberta com seu veterinário para garantir que qualquer alteração na condição do lipoma seja abordada prontamente.


Em resumo, enquanto os lipomas em cães são tipicamente benignos e não ameaçam diretamente a saúde do animal, sua localização e tamanho podem, em alguns casos, levar a dificuldades de locomoção.


Referências bibliográficas


Subramanian, Subapriya & Vairamuthu, S & Natesan, Pazhanivel & Sundar, Ravi & Marudhamuthu, Gokulakrishnan. (2020). Cutaneous lipoma in dogs.


Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta presencial ou consultoria on-line por vídeo pelo whatsapp (11)91258-5102.

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