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Lesão meniscal tardia após TPLO

A TPLO estabiliza funcionalmente o joelho com deficiência do ligamento cruzado cranial, mas não torna o menisco imune a lesões futuras. Uma ruptura diagnosticada depois da cirurgia é chamada lesão meniscal subsequente ou tardia.

Médico-veterinário examinando o joelho de um cão Labrador com cicatriz de TPLO e suspeita de lesão meniscal tardia

O menisco medial é o mais vulnerável porque permanece firmemente ligado à tíbia e pode ser comprimido durante o movimento. Uma fissura já presente, porém oculta na primeira cirurgia, também pode tornar-se sintomática mais tarde.

O sinal típico é retorno súbito ou progressivo da claudicação após um período de melhora. Dor na face medial do joelho, derrame e, ocasionalmente, clique audível ou palpável podem ocorrer, mas o clique não está presente em todos os casos.

Infecção do implante, falha ou soltura da placa, fratura, tendinopatia patelar, progressão de osteoartrite e nova lesão no outro membro também causam claudicação após TPLO. Por isso, não é seguro diagnosticar menisco apenas pelo histórico.

O exame ortopédico e radiografias avaliam consolidação da osteotomia, implantes, efusão e outras complicações. Ultrassonografia pode ajudar, mas artroscopia oferece inspeção direta e é uma das formas mais confiáveis de confirmar e tratar a lesão.

Ressonância magnética é menos usada no joelho canino pós-operatório por disponibilidade, artefato e custo. A ausência de alteração em radiografia não exclui ruptura meniscal, pois o menisco não é diretamente visível nesse exame.

Quando a ruptura causa dor, a porção instável é removida seletivamente por artroscopia ou artrotomia, preservando o máximo possível de tecido funcional. Meniscectomia total aumenta a perda de distribuição de carga e não é realizada sem necessidade.

A liberação meniscal preventiva na TPLO permanece controversa e não elimina completamente o risco de ruptura subsequente. Estudos mostram taxas relativamente baixas e resultados influenciados pela qualidade da inspeção inicial.

Após tratamento, o cão precisa de restrição temporária, analgesia e retorno gradual ao exercício. Febre, secreção na cicatriz, inchaço intenso ou incapacidade de apoiar exigem avaliação urgente para excluir infecção ou falha mecânica.

O prognóstico costuma ser bom após remoção do fragmento instável, embora osteoartrite pré-existente possa manter rigidez. Controle de peso e condicionamento reduzem carga excessiva, mas não garantem prevenção.

Referência: Thieman KM, Tomlinson JL, Fox DB, Cook C, Cook JL. Effect of meniscal release on rate of subsequent meniscal tears and owner-assessed outcome in dogs with cruciate disease treated with tibial plateau leveling osteotomy. Veterinary Surgery. 2006;35(8):705-710. PMID:17187632.

Referência: Fitzpatrick N, Solano MA. Predictive variables for complications after TPLO with stifle inspection by arthrotomy in 1000 consecutive dogs. Veterinary Surgery. 2010;39(4):460-474. doi:10.1111/j.1532-950X.2010.00663.x.

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