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Instabilidade atlantoaxial em cães pequenos: sinais e riscos neurológicos

3 de ago.
2 min de leitura

A instabilidade atlantoaxial afeta a articulação entre o atlas, primeira vértebra cervical, e o áxis, segunda vértebra cervical. Malformação ou ausência do processo odontoide, frouxidão ligamentar, fratura ou trauma podem permitir movimento anormal e compressão da medula cervical. A forma congênita é mais reconhecida em cães jovens de raças pequenas e miniatura.

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Veterinária avaliando o pescoço de um cão pequeno com suporte delicado

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Yorkshire Terrier, Chihuahua, Poodle toy e Lulu da Pomerânia estão entre as raças frequentemente representadas, mas outros cães também podem ser afetados. Uma queda pequena ou movimento brusco pode revelar uma instabilidade preexistente. A intensidade do trauma não prediz sozinha a gravidade neurológica.

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Dor cervical, cabeça baixa ou rígida, relutância para mover-se e choro ao ser carregado são apresentações comuns. Compressão medular pode causar ataxia, fraqueza, alterações proprioceptivas e tetraparesia; casos graves podem perder a marcha e comprometer a respiração. Déficit súbito ou progressivo é uma emergência.

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O pescoço não deve ser flexionado para testar dor em casa. O exame neurológico precisa ser delicado, com estabilização manual e manipulação mínima, porque movimentos forçados podem agravar a compressão. Até a avaliação, use peitoral, apoie todo o corpo no transporte e impeça saltos e escadas.

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Radiografias podem mostrar aumento do espaço atlantoaxial e alterações do odontoide, mas projeções em flexão extrema são perigosas quando há instabilidade. Tomografia define anatomia óssea e corredores seguros para implantes; ressonância avalia compressão, edema, malácia e outras alterações da junção craniocervical. Os achados de imagem devem corresponder aos sinais clínicos.

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Tratamento conservador com restrição rigorosa e imobilização externa pode ser considerado em pacientes selecionados, sobretudo com sinais leves, mas pode falhar, recidivar e causar lesões de pele. Analgesia não estabiliza a articulação. Déficits importantes, recorrência ou instabilidade marcada geralmente levam à discussão de estabilização cirúrgica.

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A cirurgia busca reduzir e estabilizar C1-C2 até a fusão, por abordagem ventral ou dorsal escolhida conforme anatomia e experiência da equipe. É tecnicamente exigente devido ao tamanho dos ossos e à proximidade de medula, raízes nervosas e vasos vertebrais. Tomografia e planejamento individual reduzem, mas não eliminam, riscos.

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O prognóstico depende do estado neurológico, duração dos sinais, idade e lesão intramedular. Em uma série de 46 cães operados, início até 24 meses, sinais por até 10 meses e déficits pré-operatórios mais leves estiveram associados a resultados melhores. Recuperação é possível mesmo em casos graves, porém não pode ser garantida.

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No pós-operatório, restrição, controle da ferida, analgesia prescrita e reavaliações de implantes e fusão são essenciais. Coleira no pescoço, brincadeiras bruscas e quedas devem ser evitadas até liberação. Disfagia, tosse, alteração respiratória, dor crescente ou piora da marcha exigem contato imediato.

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Um cão pequeno com dor cervical ou perda de coordenação deve ser mantido quieto e examinado rapidamente. Não faça massagem, alongamento ou manipulação cervical. Diagnóstico cuidadoso e estabilização adequada diminuem o risco de dano neurológico causado por movimentos cotidianos.

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Referência bibliográfica: Beaver DP, Ellison GW, Lewis DD, et al. Risk factors affecting the outcome of surgery for atlantoaxial subluxation in dogs: 46 cases (1978-1998). Journal of the American Veterinary Medical Association. 2000;216(7):1104-1109. doi:10.2460/javma.2000.216.1104. PMID:10754672.

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Referência bibliográfica: Stalin C, Gutierrez-Quintana R, Faller K, et al. A review of canine atlantoaxial joint subluxation. Veterinary and Comparative Orthopaedics and Traumatology. 2015;28(1):1-8. doi:10.3415/VCOT-14-05-0064.

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