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Fratura por estresse em cães atletas

Fraturas por estresse surgem quando ciclos repetidos de carga produzem microdanos mais rapidamente do que o osso consegue repará-los. Em cães atletas, o problema é especialmente reconhecido nos ossos do tarso de Greyhounds de corrida, embora outras regiões submetidas a carga também possam ser afetadas.

Médico-veterinário examinando diretamente o tarso de um cão Greyhound atleta com suspeita de fratura por estresse

Diferentemente de uma fratura causada por impacto único, a lesão por fadiga pode começar sem queda ou colisão evidente. A adaptação assimétrica ao treino e a repetição de curvas em pistas contribuem para padrões característicos, sobretudo no osso tarsal central direito.

A claudicação pode ser discreta e aparecer apenas depois do exercício, mas tende a piorar se o treino continuar. Dor focal, calor ou inchaço podem existir, e uma fissura incompleta pode progredir para fratura completa e lesão articular.

O exame ortopédico deve localizar a dor e avaliar dedos, metatarso, tarso, tíbia e tecidos moles. Entorse, tendinopatia, osteoartrite, ferida de coxim e fratura traumática entram nos diagnósticos diferenciais.

Radiografias são o primeiro exame, mas alterações iniciais podem ser pouco visíveis. Projeções específicas, repetição controlada do exame, tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem revelar a linha, esclerose, remodelamento e extensão articular.

Uma radiografia inicial normal não autoriza retorno ao esporte quando a suspeita clínica permanece. Manter carga sobre uma lesão oculta aumenta o risco de propagação e torna o tratamento mais complexo.

O tratamento começa com interrupção da atividade de impacto e analgesia prescrita pelo médico-veterinário. Fraturas incompletas estáveis podem consolidar com repouso rigoroso e controles por imagem, desde que não haja deslocamento ou instabilidade.

Fraturas completas, deslocadas, articulares ou de ossos tarsais sujeitos a grandes forças frequentemente requerem redução e fixação interna. Parafusos, placas ou outras construções são escolhidos conforme o padrão, e lesões muito cominutivas têm prognóstico esportivo pior.

A prevenção exige progressão gradual de condicionamento, dias de recuperação, avaliação de pisos, unhas e biomecânica e investigação imediata de claudicação. Não há suplemento capaz de compensar carga excessiva ou repouso insuficiente.

O prognóstico para conforto pode ser bom com diagnóstico precoce, mas o retorno ao desempenho depende do osso, da configuração e da superfície articular. A liberação deve combinar exame, imagem de consolidação e recondicionamento gradual.

Referência: Tomlin JL, Lawes TJ, Blunn GW, Goodship AE, Muir P. Fractographic examination of racing greyhound central tarsal bone failure surfaces using scanning electron microscopy. Calcified Tissue International. 2000;67(3):260-266. doi:10.1007/s002230001129.

Referência: Bergh MS, Piras A, Samii VF, Weisbrode SE, Johnson KA. Fractures in regions of adaptive modeling and remodeling of central tarsal bones in racing Greyhounds. American Journal of Veterinary Research. 2012;73(3):375-380. doi:10.2460/ajvr.73.3.375.

Horário: Segunda à sexta, 11h às 18h. Sábados 10:00 às 14:00
Whatsapp: (11)97522-5102
Endereço: Alameda dos Guaramomis, 1067, Moema, São Paulo, SP

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