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Doença de Legg-Calvé-Perthes em cães pequenos: o guia completo

29 de jul.
2 min de leitura

A doença de Legg-Calvé-Perthes é uma necrose asséptica da cabeça e do colo do fêmur em cães jovens. A interrupção do suprimento sanguíneo enfraquece o osso subcondral, que pode colapsar e deformar a articulação. Não é infecção e geralmente não resulta de um acidente único.

Veterinário examinando o quadril de um cão pequeno jovem

Yorkshire Terrier, Poodle toy, Pinscher miniatura e outras raças pequenas estão predispostas, normalmente antes de um ano de idade. O envolvimento costuma ser unilateral, embora ambos os quadris possam adoecer. Existe componente hereditário, por isso animais afetados não devem ser usados na reprodução.

O sinal mais comum é claudicação progressiva do membro pélvico, acompanhada de dor, relutância para brincar e atrofia da coxa. O cão pode apoiar cada vez menos e reagir à extensão ou abdução do quadril. Em alguns casos o início parece súbito após atividade porque uma cabeça femoral já fragilizada se deforma.

O exame ortopédico localiza dor no quadril e compara comprimento, massa muscular e amplitude. Luxação patelar, displasia, trauma e alterações neurológicas são diferenciais. Manipulação excessiva de um quadril muito dolorido é evitada.

Radiografias da pelve mostram aumento do espaço articular, irregularidade, achatamento, fragmentação e colapso da cabeça e do colo femoral conforme a fase. Os dois quadris devem ser incluídos e sedação pode melhorar posicionamento. Exames avançados raramente são necessários quando história e radiografia são típicas.

Analgésicos e atividade controlada aliviam sintomas, mas não restauram uma cabeça femoral colapsada. Manejo conservador pode ser considerado em alterações muito iniciais e leves, com acompanhamento radiográfico, porém dor persistente e deformidade frequentemente exigem cirurgia. Esperar perda muscular intensa torna a recuperação mais difícil.

A excisão da cabeça e do colo femoral remove o contato ósseo doloroso e permite formar uma pseudoarticulação fibrosa. A técnica precisa eliminar adequadamente o colo para evitar impacto residual. Prótese total de quadril pode ser considerada em alguns pacientes, mas porte, disponibilidade, custo e anatomia influenciam.

Reabilitação após excisão é essencial para recuperar movimento e massa muscular. Analgesia adequada permite uso precoce controlado, seguido de exercícios progressivos; repouso absoluto prolongado favorece rigidez. Cães pequenos costumam adaptar-se bem, embora recuperação completa leve semanas a meses.

O prognóstico funcional após cirurgia geralmente é bom, mas não significa anatomia normal. Obesidade, atrofia grave, excisão incompleta e doença simultânea do joelho ou coluna podem manter claudicação. Reavaliações distinguem dor residual de fraqueza em recuperação.

Um cão pequeno jovem que manca por vários dias ou perde músculo deve ser radiografado, não apenas observado. Não administre anti-inflamatórios humanos e não force alongamentos. Diagnóstico precoce controla a dor e evita que meses de desuso compliquem o resultado.

Referência bibliográfica: Brenig B, Leeb T, Jansen S, Kopp T. Analysis of blood clotting factor activities in canine Legg-Calvé-Perthes disease. Journal of Veterinary Internal Medicine. 1999;13(6):570-573. doi:10.1892/0891-6640(1999)013<0570:AOB CFA>2.3.CO;2.

Referência bibliográfica: Lee R, Fry PD. Some observations on the occurrence of Legg-Calvé-Perthes disease (coxaplana) in the dog, and an evaluation of excision arthroplasty as a method of treatment. Journal of Small Animal Practice. 1969;10(5):309-317.

Horário: Segunda à sexta, 11h às 18h. Sábados 10:00 às 14:00
Whatsapp: (11)97522-5102
Endereço: Alameda dos Guaramomis, 1067, Moema, São Paulo, SP

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