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Doença de Lyme em cães

A doença de Lyme, uma das mais conhecidas doenças transmitidas por carrapatos, também afeta cães além de ser bastante comum em seres humanos. Esta doença é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, que é transmitida principalmente pelo carrapato-de-patas-pretas ou carrapato-de-veado (Ixodes scapularis e Ixodes pacificus na América do Norte, e Ixodes ricinus na Europa).



Em cães, a doença de Lyme é uma infecção bacteriana que pode causar uma série de sintomas, principalmente problemas articulares e, em casos mais graves, complicações renais. A transmissão ocorre quando um carrapato infectado pela bactéria pica um cão e permanece fixado por um período prolongado, geralmente mais de 36 a 48 horas.


A principal causa da doença de Lyme em cães é a picada de um carrapato infectado com a bactéria Borrelia burgdorferi. É importante destacar que nem todos os carrapatos são vetores desta doença, sendo apenas algumas espécies específicas que têm essa capacidade.


Os sintomas da doença de Lyme em cães podem incluir:

  • Febre;

  • Perda de apetite;

  • Letargia;

  • Linfadenopatia (inchaço dos linfonodos);

  • Rigidez ou dor nas articulações, levando a dificuldades de movimento;

  • Mancar que pode migrar de uma perna para outra.

A manifestação mais comum da doença de Lyme nos cães em termos ortopédicos é a artrite, caracterizada pela inflamação das articulações. Isso pode levar a sintomas como mancar, dor ao movimento, inchaço articular e dificuldade no caminhar. Esses sintomas geralmente são intermitentes e podem afetar uma ou várias articulações.


Em alguns casos, a doença pode progredir para problemas mais sérios, como a nefrite Lyme, uma complicação renal que pode ser fatal.


O tratamento para a doença de Lyme em cães geralmente envolve o uso de antibióticos, como a doxiciclina, por um período de várias semanas. É essencial que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível após o diagnóstico para evitar complicações graves. Além dos antibióticos, o tratamento sintomático para dor e inflamação pode ser necessário.


A prevenção da doença de Lyme em cães é centrada no controle de carrapatos. Isso inclui:

  • Uso regular de produtos antiparasitários recomendados pelo veterinário;

  • Verificação frequente da presença de carrapatos nos cães, especialmente após passeios em áreas de risco;

  • Manutenção de jardins e áreas ao redor da residência para reduzir a presença de carrapatos.

Vacinas contra a doença de Lyme também estão disponíveis em alguns países e podem ser recomendadas em áreas onde a doença é endêmica.

Embora a doença de Lyme seja comum em regiões da América do Norte, Europa e Ásia, no Brasil, casos confirmados da doença são raros e, muitas vezes, controversos. Existem relatos e estudos sobre possíveis casos de "Lyme-símile" no Brasil, causados por espécies diferentes de Borrelia, mas a situação epidemiológica ainda não é clara. Devido a isso, a prevenção de doenças transmitidas por carrapatos continua sendo uma prática importante, mesmo que a doença de Lyme conforme conhecida em outras regiões não seja uma preocupação principal no país.


Referências bibliográficas

Appel, Max & Allan, Sandra & Jacobson, Richard & Lauderdale, Tsai-Ling & Chang, Yung-Fu & Shin, Sang & Thomford, John & Todhunter, Rory & Summers, Brian. (1993). Experimental Lyme Disease in Dogs Produces Arthritis and Persistent Infection. The Journal of infectious diseases. 167. 651-64. 10.1093/infdis/167.3.651.


Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta presencial ou consultoria on-line pelo whatsapp (11)91258-5102.

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