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Colar elizabetano para cães: Tamanho por raça e como usar

Atualizado: 4 de fev.

Conhecido popularmente como "cone da vergonha" ou "abajur", o colar elizabetano é um dispositivo essencial na recuperação pós-cirúrgica ou no tratamento de lesões em animais de estimação. Apesar de sua aparência peculiar e do apelido divertido, o colar desempenha um papel fundamental na proteção do animal durante um momento delicado, o pós-cirúrgico.


Após seu cão passar por uma cirurgia, é essencial seguir medidas pós-operatórias para garantir uma recuperação tranquila e eficaz, e o uso do colar elizabetano é uma das medidas essenciais para garantir o sucesso no tratamento.


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Retornando ao tópico, é compreensível a preocupação quanto ao desconforto que o colar elizabetano pode causar nos animais. Contudo, é vital entender sua importância: ele impede que o cão lamba, morda ou perturbe a área cirúrgica, reduzindo o risco de infecções e evitando danos nos pontos.


Há diferentes tipos de colares elizabetanos, adaptáveis às necessidades específicas de cada animal. Alguns são rígidos, feitos de plástico, enquanto outros são mais flexíveis, como os infláveis ou de materiais maleáveis. A escolha do colar apropriado depende do porte do cão, da área cirúrgica e de seu comportamento individual.


A numeração de um colar elizabetano costuma corresponder ao diâmetro interno do colar, medido na parte mais larga, ou seja, a parte que vai ao redor do pescoço do animal. Essa medição é fundamental para garantir que o colar se ajuste confortavelmente ao redor do pescoço do cão, evitando que ele consiga alcançar a área cirúrgica ou lesionada.


A variedade de tamanhos disponíveis geralmente vai desde medidas menores para cães pequenos até tamanhos maiores para cães de porte grande ou gigante. Além disso, alguns colares elizabetanos possuem ajustes adicionais para permitir um melhor ajuste ao pescoço do animal.


As medidas de cones elizabetanos costumam variar de acordo com as marcas e fabricantes, mas geralmente são numeradas de forma a corresponder ao diâmetro interno do colar, medido na parte mais larga. Aqui estão algumas medidas comuns:

  • Tamanho 1: 7 a 12 cm de diâmetro

  • Tamanho 2: 10 a 15 cm de diâmetro

  • Tamanho 3: 12 a 20 cm de diâmetro

  • Tamanho 4: 15 a 25 cm de diâmetro

  • Tamanho 5: 20 a 30 cm de diâmetro

  • Tamanho 6: 25 a 35 cm de diâmetro

  • Tamanho 7: 30 a 40 cm de diâmetro

  • Tamanho 8: 35 a 45 cm de diâmetro

  • Tamanho 9: 40 a 50 cm de diâmetro

  • Tamanho 10: 45 a 55 cm de diâmetro

Medindo a altura do focinho:

  1. Use uma fita métrica flexível.

  2. Posicione a fita ou corda na base do nariz do cão.

  3. Passe a fita ou corda pela lateral do rosto, seguindo a curva até a altura entre os olhos ou um pouco acima do focinho.

  4. Marque ou segure o ponto onde a fita alcança essa altura.

  5. Meça o comprimento marcado com uma régua ou uma fita métrica para determinar a altura do focinho.

Medindo a circunferência do pescoço:

  1. Use uma fita métrica flexível.

  2. Envolva suavemente a fita ao redor do pescoço do cão, posicionando-a na base, onde um colar normalmente ficaria.

  3. Certifique-se de que a fita esteja justa, mas não apertada demais.

  4. Marque ou segure o ponto onde a fita completa a circunferência do pescoço.

  5. Meça o comprimento marcado com uma régua ou fita métrica para determinar a circunferência do pescoço.

Embora seja difícil fornecer correspondências exatas entre os tamanhos de colares elizabetanos e raças específicas devido à variedade de conformações individuais, aqui está uma aproximação geral:

  • Tamanho 1: Chihuahua, Pinscher Miniatura

  • Tamanho 2: Yorkshire Terrier, Shih Tzu

  • Tamanho 3: Cocker Spaniel, Beagle

  • Tamanho 4: Bulldog Francês, Border Collie

  • Tamanho 5: Labrador Retriever, Golden Retriever

  • Tamanho 6: Pastor Alemão, Boxer

  • Tamanho 7: Dogue Alemão, São Bernardo

  • Tamanho 8: Mastiff, Rottweiler

  • Tamanho 9: Mastim Inglês, Dogue de Bordeaux

  • Tamanho 10: Grandes Mastins, Wolfhound Irlandês

Esses números são apenas uma referência e podem variar entre fabricantes. É fundamental seguir as instruções específicas do fabricante ou consultar um profissional veterinário para determinar o tamanho mais apropriado para o animal, levando em consideração não apenas o diâmetro do pescoço, mas também a área que precisa ser protegida.


Para evitar desconforto e garantir a eficácia do colar elizabetano, é essencial que o focinho do cão não fique para fora da área de cobertura do colar para que ele não alcance a ferida. Além disso, o colar não pode ficar apertado demais no pescoço do cão, e a medida de um dedo deve caber entre o colar e o pescoço. Em casos onde é difícil encontrar uma numeração ideal, é possível colocar uma coleira na aba do colar para ajustar o tamanho.


É natural que os cães levem um tempo para se adaptar ao colar elizabetano. Inicialmente, podem demonstrar desconforto, tentando removê-lo ou exibindo dificuldade nos movimentos.


Contudo, a maioria se acostuma gradualmente com o acessório. Nesse processo, os tutores desempenham um papel crucial ao oferecerem suporte e monitoramento constante. É fundamental garantir que o cão se alimente, beba água e se movimente sem dificuldades, ajustando o colar conforme necessário para garantir o conforto do animal, sem comprometer a proteção da área cirúrgica.


Ao seguir as orientações fornecidas, os tutores auxiliam no bem-estar do animal durante o período pós-cirúrgico, assegurando uma recuperação sem complicações.


Referências bibliográficas


1. Miller, R. M., & Root Kustritz, M. V. (2006). Use of the Elizabethan collar following surgery in dogs. Journal of the American Veterinary Medical Association, 229(1), 52-55.

2. Adamantos, S., & Boag, A. (2009). Use of an open wound management system on dog with severe facial injuries following a dog attack. Veterinary Record Case Reports, 1(1), e1001.


Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

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