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Cachorro que parou de subir no sofá: sinal de dor ou envelhecimento?

19 de jul.
3 min de leitura

Quando um cachorro que costumava subir no sofá deixa de fazê-lo, a mudança não deve ser explicada apenas como envelhecimento. Saltar exige força, coordenação, mobilidade articular e ausência de dor, e a redução dessa capacidade pode ser um dos primeiros sinais de doença musculoesquelética ou neurológica.

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Cão diante de um sofá baixo enquanto profissional veterinária observa sua postura e disposição para subir

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A osteoartrite é uma causa comum de dor crônica e perda funcional. A inflamação e a degeneração da articulação podem reduzir a amplitude de movimento, favorecer rigidez após repouso e tornar desconfortáveis tarefas como levantar, subir degraus, entrar no carro ou alcançar o sofá.

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Lesões do ligamento cruzado cranial, luxação de patela, displasia coxofemoral, doença do cotovelo, dor muscular e problemas nas patas também podem reduzir o impulso necessário para saltar. Alguns cães não mancam de maneira evidente porque deslocam peso e modificam discretamente a forma de se mover.

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Dor na coluna ou compressão de estruturas nervosas pode causar relutância, fraqueza ou perda de coordenação. Arrastar unhas, cruzar os membros, arquear o dorso, reagir ao toque da coluna ou apresentar dificuldade para urinar aumenta a preocupação com comprometimento neurológico.

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O envelhecimento normal pode reduzir condicionamento e potência muscular, mas não deve ser usado como diagnóstico. Sarcopenia, excesso de peso, doença cardíaca, respiratória, endócrina ou visual também podem diminuir atividade e precisam ser diferenciados de dor.

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Observe se a mudança é súbita ou gradual, se ocorre também em escadas e passeios e se há rigidez ao levantar, escorregões, lambedura de uma articulação ou alteração de apetite e sono. Vídeos de atividades espontâneas em casa permitem comparar a função ao longo do tempo sem obrigar o cão a saltar.

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Não teste repetidamente a capacidade colocando o animal diante de um obstáculo. Disponibilize rampa firme, degraus baixos ou acesso restrito ao móvel, use tapetes antiderrapantes e evite saltos até que a causa seja esclarecida.

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O exame veterinário inclui marcha, postura, palpação da coluna e das articulações, amplitude de movimento, massa muscular e avaliação neurológica. A combinação entre relato do tutor e exame é essencial porque intensidade da dor e alterações radiográficas nem sempre apresentam correspondência perfeita.

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Radiografias podem demonstrar osteoartrite, displasia, fraturas ou outras alterações ósseas. Ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética e exames laboratoriais são escolhidos conforme a suspeita e não substituem a localização clínica cuidadosa do problema.

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O manejo da osteoartrite é multimodal e individualizado, podendo incluir controle de peso, exercício terapêutico dosado, adaptação ambiental, reabilitação e medicamentos prescritos. Lesões instáveis ou doenças específicas do quadril, joelho e coluna podem ter indicação cirúrgica.

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Não ofereça analgésicos ou anti-inflamatórios humanos por conta própria. A escolha de medicamentos veterinários depende do histórico, das comorbidades, da função renal e hepática e do acompanhamento da resposta e dos efeitos adversos.

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Procure atendimento imediato se houver dor intensa, incapacidade de ficar em pé, paralisia, trauma, perda de controle urinário ou piora rápida. Nos demais casos, avaliação precoce tende a melhorar o conforto e evita que uma limitação tratável seja confundida com consequência inevitável da idade.

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Cachon T, Frykman O, Innes JF, et al. COAST Development Group's international consensus guidelines for the treatment of canine osteoarthritis. Frontiers in Veterinary Science. 2023;10:1137888. PMID: 37601753.

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Hercock CA, Pinchbeck G, Giejda A, Clegg PD, Innes JF. Validation of the Liverpool Osteoarthritis in Dogs clinical metrology instrument and comparison to two other instruments. PLoS One. 2013;8(3):e58125. PMID: 23505459.

Horário: Segunda à sexta, 11h às 18h. Sábados 10:00 às 14:00
Whatsapp: (11)97522-5102
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