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Cachorro mancando depois de brincar: quando se preocupar?

Uma mancada que aparece depois de correr ou brincar pode resultar de sobrecarga leve, mas também pode revelar uma lesão que ocorreu durante a atividade. A ausência de queda observada, ferida ou vocalização não permite estimar sozinha a gravidade.

Cão caminhando em ambiente clínico enquanto profissional veterinária observa sua marcha após atividade

Claudicação é uma adaptação para reduzir carga ou movimento doloroso. Distensões, contusões, entorses, lesões de tendões ou ligamentos, unha quebrada, corpo estranho, luxação e fratura estão entre as possibilidades depois de exercício intenso.

Algumas doenças preexistentes tornam-se mais visíveis após esforço. Osteoartrite, displasia, luxação de patela e doença do ligamento cruzado cranial podem produzir rigidez ou mancada que surge ou piora quando o cão aumenta a atividade.

Alterações neurológicas também podem ser confundidas com problema na pata. Tropeços, cruzamento dos membros, arrastar o dorso dos dedos, perda de equilíbrio ou fraqueza sugerem que coluna, medula ou nervos precisam ser avaliados.

Interrompa brincadeiras, corridas, saltos e escadas e mantenha apenas deslocamentos curtos na guia para as necessidades. Não massageie, alongue ou tente localizar a dor repetidamente, pois uma lesão instável pode piorar com manipulação.

Verifique sem forçar se há sangramento, unha partida, objeto superficial, inchaço ou deformidade. Não remova objetos profundamente presos nem faça talas improvisadas; proteja o cão de novos movimentos e procure atendimento.

Incapacidade de apoiar o membro, deformidade, dor intensa, aumento rápido de volume, sangramento persistente, trauma importante, fraqueza ou perda de controle urinário exigem avaliação imediata. Mesmo com apoio parcial, piora progressiva ou persistência por mais de um dia justifica consulta.

O exame veterinário observa marcha e apoio antes de comparar unhas, coxins, ossos, músculos, tendões e articulações. Avaliação neurológica complementar é indicada quando há déficits posturais, reflexos alterados ou dor na coluna.

Radiografias ajudam a identificar fraturas, luxações e doença óssea ou articular, mas podem não mostrar lesões iniciais de tendões, músculos e ligamentos. Ultrassonografia, tomografia, ressonância ou reavaliações seriadas são escolhidas conforme a localização clínica.

O tratamento varia de repouso controlado e analgesia prescrita a reabilitação ou cirurgia. Retornar ao exercício cedo demais pode reabrir uma lesão, enquanto imobilização excessiva e prolongada também pode prejudicar; a progressão deve ser individualizada.

Não ofereça anti-inflamatórios ou analgésicos humanos e não reutilize receitas antigas sem orientação. Dose, duração, função renal e hepática, hidratação e outros medicamentos precisam ser considerados para evitar intoxicação e efeitos adversos.

O prognóstico costuma ser bom nas lesões leves tratadas corretamente, mas rupturas ligamentares, fraturas e doenças articulares podem demandar manejo prolongado. A melhora aparente após repouso não exclui problema se a mancada reaparece sempre que o cão volta a brincar.

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