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Cachorro com dor ao tocar a pata: o que pode ser?

22 de jul.
2 min de leitura

Dor ao tocar a pata indica que há sensibilidade, mas não localiza automaticamente a lesão. O cão pode reagir por problema na unha ou no coxim, dor em ossos, articulações ou tecidos moles, ou porque a manipulação transmite força a uma região mais proximal.

Profissional veterinário examinando cuidadosamente o membro torácico e a pata de um cão em estação

Unha quebrada, corpo estranho entre os dedos, corte, queimadura, picada, infecção e inflamação do leito ungueal são causas frequentes. Inchaço, calor, secreção, odor, sangramento ou lambedura persistente ajudam a direcionar a inspeção.

Contusões, entorses, fraturas, luxações e lesões de tendões ou ligamentos também produzem dor. Algumas fraturas pequenas não causam deformidade evidente, e lesões de tecidos moles podem não aparecer em radiografias simples.

Doenças articulares e ósseas podem manifestar-se inicialmente como sensibilidade e claudicação. Em cães jovens ou idosos, infecção e neoplasia também entram nos diagnósticos diferenciais conforme histórico, localização e evolução.

Uma reação ao toque pode ainda ter origem neurológica, especialmente quando acompanha fraqueza, arrastar unhas, mudança de reflexos ou dor na coluna. Exame ortopédico e neurológico completos evitam concentrar a investigação apenas no ponto tocado.

Se houver sangramento, aplique pressão suave com gaze limpa; se existir objeto profundamente preso, não tente retirá-lo. Evite apertar, dobrar ou testar o membro repetidamente e impeça corridas, saltos e lambedura traumática até a avaliação.

Incapacidade de apoiar, deformidade, ferida profunda, sangramento persistente, aumento rápido de volume, dor intensa ou trauma importante exigem atendimento imediato. Febre, apatia ou secreção também justificam avaliação breve por possível infecção.

O veterinário observa a marcha e compara as quatro patas, unhas, coxins, espaços interdigitais, ossos, músculos e articulações. Palpação sistemática e testes específicos ajudam a localizar a estrutura sem depender apenas da reação inespecífica do animal.

Radiografias avaliam ossos e articulações; ultrassonografia pode examinar certos tendões e massas superficiais. Tomografia, ressonância, citologia, cultura ou biópsia são reservadas para situações em que exame e testes iniciais não esclarecem a causa.

O tratamento pode incluir limpeza e proteção da ferida, remoção segura de corpo estranho, antimicrobiano quando existe indicação, analgesia prescrita, controle de atividade, reabilitação ou cirurgia. Antibiótico não deve ser usado automaticamente em toda pata dolorida.

Não dê medicamentos humanos ou sobras de tratamento anterior. Além do risco tóxico, reduzir a dor sem estabilizar uma fratura ou limitar atividade pode agravar a lesão e dificultar a avaliação.

O prognóstico é excelente em muitas lesões superficiais tratadas cedo, mas depende da estrutura envolvida. Persistência, recorrência ou aumento da dor exige reavaliação mesmo quando a primeira radiografia não demonstra alteração.

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