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Cachorro com coluna arqueada: quando se preocupar?

22 de jul.
2 min de leitura

Manter o dorso arqueado, postura chamada cifose, pode ser uma resposta de proteção à dor, mas não aponta sozinho para uma única doença. A origem pode estar na coluna, no abdome ou em estruturas musculoesqueléticas, e o contexto clínico define a urgência.

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Cão em estação com o dorso arqueado enquanto profissional veterinária avalia sua postura

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Dor provocada por doença do disco intervertebral, inflamação, infecção, trauma, fratura ou neoplasia vertebral pode levar o cão a enrijecer o tronco e reduzir movimentos. Espasmo muscular pode acompanhar a dor, mas não deve ser tratado como diagnóstico independente.

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Doenças abdominais também podem causar postura encurvada. Pancreatite, obstrução gastrointestinal, doença urinária e outras condições viscerais precisam ser consideradas quando há vômito, falta de apetite, distensão, esforço para urinar ou sensibilidade abdominal.

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Quando existe comprometimento medular, podem surgir ataxia, fraqueza, arrastar unhas, cruzar membros e perda de movimento. Alterações na micção ou defecação associadas a déficits neurológicos aumentam a urgência.

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Evite apertar a coluna, alongar o animal ou fazê-lo subir escadas para testar a dor. Restrinja saltos e corridas, transporte cães pequenos com tórax e pelve apoiados e mantenha cães maiores em deslocamentos mínimos e controlados.

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Dor intensa, incapacidade de caminhar, piora em horas, trauma, paralisia, dificuldade para urinar, abdome distendido, vômitos repetidos ou colapso exigem atendimento imediato. Quadros neurológicos progressivos podem perder opções e prognóstico se houver atraso.

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O exame clínico avalia sinais vitais, abdome, postura, marcha e palpação cuidadosa. O exame neurológico localiza possíveis lesões por meio de reações posturais, reflexos, tônus e avaliação de dor, enquanto o ortopédico busca causas locomotoras concorrentes.

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Radiografias podem identificar fratura, alterações ósseas e alguns diagnósticos abdominais, mas não confirmam nem excluem sozinhas compressão da medula. Tomografia ou ressonância magnética geralmente são necessárias quando a suspeita de doença discal ou outra lesão neurológica exige definição anatômica.

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Exames de sangue, urina e ultrassonografia abdominal ajudam a investigar causas viscerais e condições que influenciam anestesia e tratamento. A escolha dos testes deve seguir a localização clínica, e não apenas a aparência arqueada do dorso.

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O tratamento depende da causa e da gravidade. Pode envolver analgesia prescrita, repouso controlado e reabilitação, tratamento de doença abdominal ou cirurgia descompressiva e estabilização em lesões neurológicas e vertebrais selecionadas.

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Não administre anti-inflamatórios ou corticoides por conta própria e nunca combine essas classes sem orientação. Além de efeitos gastrointestinais e renais, o uso inadequado pode mascarar progressão e complicar o tratamento definitivo.

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O prognóstico varia de favorável em dor muscular ou visceral reversível a reservado em lesões medulares graves ou neoplasias. Postura persistente, recorrente ou acompanhada de qualquer alteração sistêmica ou neurológica merece avaliação veterinária.

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Olby NJ, Moore SA, Brisson B, et al. ACVIM consensus statement on diagnosis and management of acute canine thoracolumbar intervertebral disc extrusion. Journal of Veterinary Internal Medicine. 2022;36(5):1570-1596. PMID: 35880267.

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Griffin JF 4th, Levine JM, Kerwin SC. Canine thoracolumbar intervertebral disk disease: pathophysiology, neurologic examination, and emergency medical therapy. Compendium: Continuing Education for Veterinarians. 2009;31(3):E2. PMID: 19412899.

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