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Polidactilia em cães e gatos

A polidactilia, condição caracterizada pela presença de dedos extras nas patas de cães, é um fenômeno fascinante e relativamente raro que desperta curiosidade tanto em tutores quanto em profissionais da área de veterinária.



Embora mais comum em gatos, principalmente em raças como o Maine Coon, a polidactilia também pode ocorrer em cães, onde é geralmente considerada uma anomalia benigna, mas que pode ter implicações na ortopedia veterinária.


Polidactilia é uma condição genética onde o cão possui um ou mais dedos extras nas patas. Isso pode ocorrer tanto nas patas dianteiras quanto nas traseiras, mas é mais comum nas dianteiras. Os dedos adicionais variam em termos de desenvolvimento: alguns são completamente formados e funcionais, enquanto outros podem ser rudimentares e não funcionais.

A causa da polidactilia é geralmente uma mutação genética. Em muitos casos, essa condição é hereditária, passando de pais para filhotes. No entanto, a expressão genética que resulta em dedos extras pode variar, tornando a herança da polidactilia um tanto imprevisível.

Embora muitos cães com polidactilia não apresentem desconforto ou dificuldades de locomoção, a condição pode causar problemas ortopédicos, especialmente se os dedos extras interferirem na marcha normal do animal ou se forem propensos a lesões. Nesses casos, um ortopedista veterinário pode ser consultado para avaliar a necessidade de intervenção.

O tratamento para polidactilia em cães pode variar dependendo da severidade dos sintomas e do potencial de complicações. Em muitos casos, não é necessário tratamento, principalmente se os dedos extras não afetarem negativamente a vida do animal. No entanto, se houver problemas como atrito constante, dor, ou risco de lesões, a remoção cirúrgica dos dedos extras pode ser recomendada.

A cirurgia, quando necessária, é geralmente simples e os cães tendem a se recuperar rapidamente, com cuidados pós-operatórios básicos. Importante é que qualquer decisão sobre a remoção cirúrgica seja feita com base em uma avaliação cuidadosa do benefício potencial para a qualidade de vida do animal.

Devido à natureza genética da polidactilia, é crucial que criadores responsáveis considerem os aspectos genéticos ao selecionar animais para reprodução. Embora a polidactilia não seja tipicamente uma condição prejudicial, a ética na criação sugere evitar a propagação de traços genéticos anômalos sem propósito claro.

A polidactilia em cães é uma peculiaridade genética que, embora rara e muitas vezes benigna, requer atenção especial em certos casos para garantir que não comprometa a saúde ou o bem-estar do animal. Para tutores de cães com essa condição, é recomendável uma avaliação regular com um veterinário, preferencialmente um especialista em ortopedia, para assegurar que seu pet mantenha uma vida saudável e confortável.

Em resumo, enquanto a polidactilia pode ser uma mera curiosidade biológica para muitos, para o mundo da ortopedia veterinária representa um importante ponto de interesse e estudo, reforçando a necessidade de uma abordagem informada e cuidadosa no manejo desses casos especiais.


Referências bibliográficas


Metzger, Julia & Pfahler, Sophia & Distl, Ottmar. (2016). Variant detection and runs of homozygosity in next generation sequencing data elucidate the genetic background of Lundehund syndrome. BMC Genomics. 17. 10.1186/s12864-016-2844-6.


Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta presencial ou consultoria on-line pelo whatsapp (11)91258-5102.

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