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Alzheimer canino: a síndrome da disfunção cognitiva

Síndrome da disfunção cognitiva canina Definição A síndrome da disfunção cognitiva canina é o equivalente canino da doença de Alzheimer em humanos. Nessa doença, o cérebro do cão degenera gradualmente, levando a comportamentos anormais e senis que refletem o declínio da função cognitiva (percepção, atenção, compreensão e aprendizado). Predisposição O Alzheimer canino ocorre em cães mais velhos, geralmente após os 8 ou 9 anos de idade, e pode acometer cães de qualquer raça e sexo. Etiologia (causa) Nesses animais há o acúmulo de uma substância tóxica para o cérebro chamada proteína beta-amilóide. Essa substância vem de uma proteína maior encontrada na membrana gordurosa que envolve as células nervosas. A beta-amilóide é quimicamente "pegajosa" e se junta aos poucos formando placas. Nessa doença, ocorrem também outras mudanças no cérebro, tais como redução do fluxo sanguíneo e disfunção dos neurônios. Sinais clínicos (sintomas) Os sinais clínicos mais comuns em cães com essa doença são: desorientação, interações anormais, perturbações do ciclo vigília (sono), urinar e defecar em locais anormais, menos interação com os tutores, e diminuição do interesse em comer. Diagnóstico Para diagnosticar o Alzheimer canino, além dos sinais clínicos, histórico e avaliação física, a ressonância magnética permite avaliar anormalidades no cérebro do cão, tais como a atrofia de hipocampo (região importante para aprendizagem, memória, etc). Tratamento Existem vários tratamentos que podem retardar a progressão da doença e aliviar alguns dos sintomas do cão. A mudança na dieta pode auxiliar com antioxidantes, gorduras e ácidos graxos que podem proteger e promover células saudáveis. Os triglicerídeos de cadeia média fornecem energia para o cérebro do cão, uma vez que o cérebro é menos capaz de usar a glicose nessa doença. Alguns medicamentos que aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro também podem ajudar cães com Alzheimer. O enriquecimento cognitivo também pode ser utilizado para o tratamento e consiste em exercícios, interações sociais, fornecer novos brinquedos e ensinar novos comandos ao seu cão. Prognóstico Infelizmente cães com Alzheimer tem a progressão da doença, no entanto, caso ela seja detectada precocemente e tratada de forma eficaz, o cão poderá viver uma vida com qualidade. Alguns casos graves de Alzheimer podem ter um prognóstico pior e um avanço mais rápido. Referências bibliográficas 1. Posadas, Laura & Hançerlioğlu, Sadık & Fountouki, Antigoni & Theofanidis, Dimitrios. (2019). Dog therapy for people with dementia: a systematic review. Health & Research Journal. 5. 99. 10.12681/healthresj.21000. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Artrite imunomediada em cães e gatos: causas, sintomas e tratamento

Etiologia Os fatores que iniciam a reação imunológica causando a artrite imunomediada são infecções, como por exemplo é visto em cães portadores de leishmaniose visceral canina ou com erliquiose. A artrite imunomediada é causada pela deposição de imunocomplexos nas articulações (devido a uma reação de hipersensibilidade tipo III), ativação do complemento e atração de um grande número de neutrófilos para as articulações. Esse processo gera uma sinovite crônica, que pode ser pouco ou muito grave, com ou sem destruição da cartilagem e do tecido ósseo, além de presença de derrame sinovial. Geralmente, esse grupo de doenças afeta várias articulações, embora não seja descartada a presença de acometimento em uma única articulação. Raças predispostas Há relatos que cães da raça Setter, Pastor Alemão e Spaniels adultos jovens tem maior predisposição para a doença. Classificação A artrite imunomediada por ser distinguida em dois grupos de acordo com as lesões líticas na cartilagem e/ou osso: a artrite imunomediada erosiva e não erosiva. Entre as artrites erosivas mediadas por imunocomplexos, está como artrite reumatóide, uma doença rara em cães e extremamente rara em gatos. Esse tipo de artrite causa sinovite em várias articulações, sendo o principal fator causador o vírus da cinomose, embora a etiologia seja multifatorial. Outro tipo de artrite erosiva é a poliartrite periosteal (poliartrite progressiva crônica felina), e afeta as articulações do tarso e do carpo com uma reação periosteal acentuada. Esse tipo de artrite é mais frequente em adultos jovens e machos castrados. A FeLV está relacionada na apresentação desta doença, pois induz a formação de imunocomplexos. Existe também uma segunda variedade que afeta gatos mais velhos, causando deformidades articulares graves. Enquanto isso, a artrite imunomediada não erosiva, pode estar relacionada com o lúpus eritematoso sistêmico: a poliartrite é mais uma condição de todas as que podem ocorrer nesta doença (anemia imunomediada, trombocitopenia, leucopenia, glomerulonefrite, dermatite e polimiosite). Nesses casos, não há lesões na superfície da cartilagem ou no osso. Sinais clínicos Os sinais clínicos mais comuns são claudicação intermitente, podendo afetar várias extremidades, rigidez generalizada, edema articular, deformidade, crepitação, atrofia muscular, ligamentos rompidos. Sinais sistêmicos como depressão, febre e anorexia podem ocorrer ocasionalmente. Prognóstico Na maioria dos casos, o prognóstico é reservado, sendo o tratamento limitado a controlar os sinais de do, mas é medicação é sempre necessária. Tratamento Para a artrite reumatoide e poliartrite perióstica, nos estágios iniciais, elas podem ser tratadas com AINEs, mas o tratamento mais eficaz é prednisona/olona em doses imunossupressoras com ou sem ciclofosfamida. Para casos de artrite idiopática, o tratamento é realizado com prednisona/olona, ciclofosfamida ou azatioprina. Referências Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Kimura, Tohru. (2017). Canine rheumatoid arthritis characterized by hyperprolactinemia. Veterinary Science Development. 7. 10.4081/vsd.2017.6463. Kerwin, Sharon. (2010). Osteoarthritis in Cats. Topics in companion animal medicine. 25. 218-23. 10.1053/j.tcam.2010.09.004. Perry, Karen. (2017). Inflammatory Joint Disease in Cats. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Artrose em cães e gatos

Doença articular degenerativa, osteoartrose A osteoartrose, também conhecida como doença articular degenerativa, é uma doença crônica, muito dolorosa, degenerativa e inflamatória que afeta as articulações sinoviais e acaba causando perda de mobilidade. É muito comum em cães mais velhos e ainda não há cura definitiva. Pode originar-se de instabilidade, inflamação crônica, incongruência na articulação. No cão, muitas vezes se origina de desgastes mecânicos de diferentes causas. Em seguida, começa uma ruptura física da superfície da cartilagem, que por sua vez causará o início de alterações bioquímicas que afetarão toda a articulação, degradando os tecidos articulares. O tratamento pode ser feito por meio de cirurgia veterinária, mas existem outras alternativas. A abordagem terapêutica terá como objetivo melhorar a qualidade de vida do cão, eliminando ou reduzindo a dor e a inflamação, conforme o ganho de mobilidade. Tendo em conta que a doença é degenerativa e progressiva, é aconselhável iniciar o tratamento o mais cedo possível. O tratamento não cirúrgico deve ser a primeira escolha, pois em muitos casos é bem sucedido. Qualquer tratamento deve ser abordado na perspectiva integral dos componentes da articulação: cartilagem, osso e cápsula sinovial. O primeiro ponto é o uso de anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) para reduzir a inflamação e para o alívio da dor sintomática. Estes irão inibir a via inflamatória da cicloxigenase (COX I e COX II), e os inibidores seletivos da COX II. O alívio da dor deve ser feito também com analgésicos. O segundo passo é a restrição da ingestão alimentar para diminuir o início e a progressão da artrose. Em cães com excesso de peso, a redução de peso como único tratamento demonstrou aliviar a dor e melhorar a função dos membros com dor nas articulações. Nestes pacientes, caminhadas diárias com guia são recomendadas. Exercícios leves e de curta duração (natação, caminhadas) são ideais para promover a saúde física e o controle do peso do cão. Como consequência de tudo isso, os membros vão suportar uma carga menor, facilitando a mobilidade da articulação. Ao mesmo tempo essa terapia contribui para a manutenção do peso corporal, reverte a atrofia muscular presente. Uma boa abordagem nutricional pode ajudar a reduzir a carga de medicamentos no tratamento da artrose, ao reduzir os efeitos adversos que acarretam. As evidências existentes suportam que a prescrição de dietas com grandes quantidades de ácidos graxos ômega-3 são eficazes nessa doença. São suplementos amplamente utilizados na medicina humana, que também apresentam evidências na medicina veterinária. O uso de condroprotetores: a combinação de glucosamina e sulfato de condroitina estimula o metabolismo da cartilagem , inibindo sua degradação, reduzindo os sintomas clínicos, tanto em pacientes com OA como em condições pós-cirúrgicas veterinárias. O ácido hialurônico administrado por via oral é absorvido no intestino e depositado nas articulações. Sua suplementação melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes com sintomas de artrose. Além disso, a ingestão de vitamina K evita a perda óssea, o risco de fraturas e a incidência de osteoartrite por meio do aumento da mineralização óssea, formação de osso/cartilagem e inibição da calcificação da cartilagem. Portanto, com a dieta, é possível combinar nutrientes que visam modificar as diferentes estruturas articulares (osso, cartilagem, o líquido sinovial), que são afetados pela artrose e modificar suas vias bioquímicas patológicas (anti-inflamatórias e antioxidantes) para ajudar a retardar a progressão da doença e aliviar o quadro clínico. Esse tratamento, em combinação com a redução de peso e a fisioterapia veterinária (para alívio da dor e fortalecimento muscular), tem apresentado bons resultados no tratamento não cirúrgico de pacientes com a doença articular degenerativa (artrose). Referências Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Pettitt, Rob & German, Alexander. (2015). Investigation and management of canine osteoarthritis. In Practice. 37. 1-8. 10.1136/inp.h5763. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Avulsão da tuberosidade da tíbia em cães: etiologia, diagnóstico e tratamento

Definição A tuberosidade da tíbia é uma apófise (saliência), onde localiza-se a inserção da musculatura do quadríceps, através do tendão patelar. Etiologia (causa) Quando o joelho é flexionado com força excessiva, o resultado pode ser a avulsão dessa tuberosidade. O deslocamento pode ser mínimo ou grave, resultando em descolamento da tuberosidade e deslocamento proximal da patela. Raças predispostas Essa é uma fratura comum em filhotes, uma vez que as placas de crescimento estão abertas, e a região está em um período de menor resistência. Cães de raça grande e com musculatura bastante desenvolvida, também podem fazer avulsão da tuberosidade mais facilmente. Diagnóstico Os pacientes com avulsão costumam não conseguir apoiar o membro acometido devido a força exercida pela musculatura do quadríceps na região. A palpação da tuberosidade costuma ser dolorosa. Além disso, radiografias da tíbia acometida e da contralateral podem ser úteis para confirmar o diagnóstico e determinar o grau de deslocamento do lado afetado, uma vez que a placa de crescimento pode se apresentar larga normalmente na tíbia imatura. Tratamento O manejo conservador usando uma coaptação externa com uma tala ou gesso pode ser o tratamento eleito nos casos em que haja um mínimo deslocamento e claudicação leve. A coaptação externa também pode ser escolhida nos casos mais crônicos devido ao diagnóstico tardio, uma vez que a redução aberta pode ser um desafio se a cirurgia for atrasada por longos períodos. Nos casos cirúrgicos, onde há deslocamento grave, em pacientes pequenos é possível realizar a fixação com dois fios de kirschner, pinos de steinmann ou com parafuso compressivo. Na maioria dos casos, um pino e banda de tensão é a técnica recomendada. Pós-operatório

A restrição de exercícios deve ser recomendada até a primeira radiografia, e o acompanhamento radiográfico deverá ser realizado novamente em 3-4 semanas. Em animais com potencial de maior crescimento, os implantes devem ser removidos, uma vez que a cura radiográfica é evidente normalmente em 3-6 semanas. Prognóstico O prognóstico para o retorno total à função é bom. Possíveis complicações Entre as principais complicações estão: migração dos pinos; falha dos pinos, fios de kirschner ou parafuso, além de lesões induzidas pelos implantes. Referências bibliográficas FOSSUM, T.W. Cirurgia de pequenos animais, 4a ed. Elsevier, 2014. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Biomecânica de fraturas em cães e gatos

Em sequência ao tema de classificação de fraturas (você consegue acessar a postagem clicando aqui), hoje falaremos sobre a biomecânica de fraturas, e como elas são originadas de acordo com a força de trauma atuante. Quando um osso quebra, isso ocorre devido a alguma força em excesso realizada sobre ele, que supera sua capacidade de deformação. Na figura abaixo é possível observar os vários tipos de forças que podem atuar em um osso. A fratura geralmente está associada com quedas, chutes, pisões e atropelamentos.

Nessas ocasiões, o osso não aguenta a carga que é aplicada sobre ele, e quebra. Conheça abaixo as forças que podem atuar sobre os ossos: Forças que podem atuar no osso no momento do trauma As forças atuantes no osso longo no momento de um trauma podem ser de: compressão axial, dobramento (flexão), torção, tração, cisalhamento ou tensão. Força de compressão axial As forças de compressão axial são aplicadas no eixo central do osso, e resultam em fraturas oblíquas. Força de dobramento As forças de dobramento atuam realizando a flexão do osso. No lado de tensão, a força de dobramento tende a criar uma fratura transversa, e dependendo da intensidade, cria pequenas fraturas oblíquas no lado onde há compressão. Força de compressão axial + dobramento Em fraturas em que há forças de compressão axial e dobramento atuando em conjunto, geralmente temos duas fraturas obliquas resultando em um fragmento borboleta, ou seja, uma fratura cominutiva redutível. Forças de rotação Em casos onde há forças de rotação, podem ocorrer fraturas do tipo espiral. Forças de tensão e tração Casos onde há forças de tensão, há fraturas por avulsão. Em locais geralmente onde há tendões, como no caso de fraturas por avulsão da tuberosidade da tíbia. Forças de cisalhamento A força de cizalhamento envolve um tipo de tensão gerada por forças aplicadas em sentidos iguais ou opostos, em direções semelhantes, mas com intensidades diferentes, e geram fraturas transversas. Importância A principal razão é que a biomecânica da fratura influencia na escolha da fixação que será realizada, uma vez que, a fixação de escolha deverá ser capaz de neutralizar essas forças. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Cirurgia de TPLO: Osteotomia de Nivelamento do Platô Tibial

Confira nosso artigo completo sobre ruptura do ligamento cruzado cranial em cães clicando aqui. Entre as lesões mais comuns do membro pélvico do cão, está a ruptura do ligamento cruzado cranial, atualmente mais conhecida como insuficiência do ligamento cruzado cranial. Quando o ligamento está nessas condições, o cão claudica (manca), uma vez que a articulação torna-se instável e a tíbia desliza cranialmente em relação fêmur. Além disso, realizam uma rotação interna excessiva. Muitos cães com ruptura de ligamento apresentam impotência funcional do membro, pisam em "pinça" ou "andam em ovos". O diagnóstico da ruptura de ligamento cruzado cranial pode ser realizado pelo teste de gaveta cranial (clique aqui e confira nosso artigo sobre o tema) ou pelo teste de compressão tibial. Em alguns casos, também é possível obter o diagnóstico radiográfico, no qual a tíbia apresenta deslocamento excessivo em relação ao fêmur. Nesses casos, a estabilização cirúrgica da articulação do joelho é necessária para retornar o membro à função, reduzindo assim a dor, desconforto e reduzindo a evolução do processo degenerativo da articulação. Existem inúmeras técnicas para a estabilização da articulação, entretanto, hoje falaremos sobre um pouco sobre a TPLO. De uma forma simplificada, a TPLO muda o ângulo da tíbia em relação ao fêmur. O objetivo da cirurgia é reduzir o deslocamento da tíbia cranialmente durante o andar do cão. Para a cirurgia de TPLO, é feito um cálculo prévio do ângulo do platô tibial através da avaliação radiográfica em um posicionamento adequado. Após a osteotomia (corte semicircular do osso), giro e fixação da placa na nova posição, esse permanecerá em uma nova angulação, que deverá ser em torno de 5 graus. Confira no vídeo abaixo uma cirurgia animada de TPLO. O realinhamento das superfícies ósseas ajuda a fornecer estabilidade durante o andar do cão, reduzindo assim a inflamação articular e um processo precoce de artrose, que ocorrerá cedo sem nenhum tipo de cirurgia. Complicações Entre as possíveis complicações da TPLO, estão: infecção, fraturas por avulsão da tuberosidade da tíbia, falha do implante e não união óssea. Embora essas complicações sejam possíveis e descritas, as taxas de complicação são baixas. Recuperação e pós-operatório Depois da cirurgia, o controle de dor (analgesia) e a administração dos medicamentos é fundamental para uma boa recuperação, assim como o repouso (restrição de espaço e de exercícios físicos) por parte do tutor. A fisioterapia no período pós-operatório permite ao cão uma recuperação mais rápida. Radiografias serão realizadas para avaliar a cicatrização/consolidação óssea na nova posição durante o período pós-operatório. Após o procedimento, os cães tendem a ter um retorno precoce da função do membro. Cerca de 24 horas após a cirurgia, metade dos pacientes começa a apoiar o membro que antes não utilizava. Além disso, após 6 meses de cirurgia, a maioria dos cães consegue retornar a atividade física normal. Referências bibliográficas Lee, Jae & Kim, Joong-Hyun & Lee, Won-Guk & Han, Tae & Cho, Kirae & Han, Hyun-Jung & Kang, Seong & Kim, Gonhyung & Choi, Sang-Hoon. (2007). Scintigraphic evaluation of TPLO and CTWO in canine osteoarthritis. In vivo (Athens, Greece). 21. 855-9. Palmer, Ross. (2005). Understanding tibial plateau leveling osteotomies in dogs. Veterinary Medicine -Bonner Springs then Edwardsville-. 100. 426-+. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Classificação de fraturas de Salter- Harris

Dando continuidade ao conteúdo sobre classificação de fraturas, o tema de hoje são as fraturas de Salter Harris. Caso você queira acompanhar o conteúdo sobre classificação geral de fraturas. Acesse a matéria clicando aqui. Definição As fraturas de Salter Harris, são fraturas fisárias, ou seja, fraturas do disco epifisário (placa de crescimento ósseo), portanto, são encontradas apenas em filhotes e acontecem após um trauma (queda, pisão, ou atropelamento). A fratura de Salter Tipo l, ocorre ao longo da própria fise, já as fraturas de Salter do Tipo ll, ocorrem ao longo da fise e em uma porção da metáfise (sendo a mais comum de ocorrer). Em casos onde há fraturas do tipo lll, há separação na fise e em epífise. No tipo IV, há fraturas em fise, metáfise e epífise. E por fim, a Salter do Tipo V, são lesões compressivas da fise não visíveis em radiografias, e que se tornam evidentes várias semanas depois quando a função da fise para. Há ainda uma classificação de Salter do Tipo VI, onde há o fechamento fisário parcial resultante de lesões a porções da fise, e o fechamento fisário assimétrico. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Colocefalectomia em gatos

Ostectomia da cabeça e colo femoral, excisão artroplástica da cabeça e colo femoral, excisão da cabeça e colo femoral. Definição A colocefalectomia é um procedimento cirúrgico que visa restaurar a mobilidade do gato, reduzindo a dor de uma articulação coxofemoral danificada, através da remoção da cabeça e o colo (pescoço) do fêmur. Anatomia O quadril normal é uma articulação esférica. O acetábulo, que é uma parte da pelve, compõe a cavidade da articulação. A cabeça do fêmur, projeção do osso longo localizado entre o quadril e o joelho, compõe a esfera que cabe dentro do encaixe. A cabeça do fêmur se ajusta ao acetábulo, permitindo que o quadril se mova livremente em todas as direções. No entanto, se o acetábulo e a cabeça do fêmur não se encaixarem adequadamente, esse ajuste inadequado pode influenciar o grau de movimento que a articulação pode atingir. Além disso, o ajuste deficiente da articulação pode causar dor crônica e inflamação (artrite).

Uma colocefalectomia restaura a mobilidade do quadril removendo a cabeça e o pescoço do fêmur, pois evita o atrito constante de uma articulação deslocada ou irregular. Após a cirurgia, os músculos do membro pélvico seguram o fêmur no lugar e, com o tempo, o tecido cicatricial se forma entre o acetábulo e o fêmur para fornecer um amortecimento que é conhecido como uma "falsa articulação". Embora essa articulação seja anatomicamente muito diferente de uma articulação do quadril normal, ela fornece mobilidade sem dor na maioria dos pacientes.

Indicação cirúrgica Este procedimento é comumente recomendado em gatos e cães de raça pequena, especialmente aqueles que estão com um peso adequado.

Gatos ativos geralmente apresentam melhores resultados com colocefalectomia do que os felinos menos ativos. A massa muscular que foi construída através da atividade ajuda a estabilizar a articulação, permitindo que o paciente recupere a mobilidade sem dor mais rapidamente do que os que realizam pouca atividade física. Por outro lado, os animais inativos tem menos massa muscular ao redor da articulação, tornando a articulação menos estável no pós-operatório e levando a um maior tempo de recuperação. O objetivo principal da cirurgia de colocefalectomia é remover o contato osso com osso, restaurando a mobilidade sem dor. Os motivos mais comuns para indicar essa cirurgia incluem: Fraturas envolvendo o quadril: Quando uma fratura envolve a articulação do quadril e não pode ser reparada cirurgicamente (devido a considerações do paciente ou financeiras para o proprietário), uma colocefalectomia pode fornecer a melhor opção para uma mobilidade sem dor. Luxação/subluxação do quadril (por trauma ou displasia grave do quadril): Em alguns casos, uma cabeça do fêmur deslocada pode não ser realocada de forma fechada ou aberta (por correção cirúrgica). O reparo cirúrgico da luxação do quadril nem sempre bem-sucedido. Artrite severa do quadril: Na artrite crônica em estágio terminal, a cartilagem que protege tanto a cabeça do fêmur quanto o acetábulo pode sofrer erosão, causando dor nos ossos sempre que o quadril for movimentado. A realização de um excisão de cabeça e colo femoral pode remover esse ponto de contato e aliviar a dor. Doença de Legg-Perthes (também conhecida como necrose avascular da cabeça femoral). Essa condição incomum faz com que o osso dentro da cabeça do fêmur comece a morrer em idade precoce. O osso entra em colapso devido a essas alterações degenerativas, causando dor intensa. A remoção da cabeça e colo femoral elimina a fonte de dor para o gato, uma vez que remove o atrito entre as partes ósseas. Cuidados após a cirurgia

Os cuidados com os gatos que realizaram a colocefalectomia variam de acordo com as necessidades do paciente específico, mas em geral, a recuperação pode ser dividida em duas fases. Nos primeiros dias de pós-operatório, o gato estará se recuperando do procedimento cirúrgico. Como ossos e músculos são incisados durante o procedimento, o foco nesse período será o controle da dor, sendo necessário a administração da medicação.

Durante os primeiros dias de pós-operatório, é recomendada a restrição das atividades, sendo importante restringir o espaço e evitar o acesso a locais altos. A fase seguinte consiste em introduzir atividades físicas leves, o que trará benefícios após uma semana de cirurgia. Durante esse período de recuperação, o foco muda para a reconstrução da massa muscular e da força do paciente.

A maioria dos gatos mostra sinais de recuperação completa aproximadamente seis semanas após a cirurgia. Nesse período, provavelmente ele poderá retomar suas atividades normais. A cura pode ser mais rápida nos felinos com função normal até pouco antes da colocefalectomia, e pode ser mais lenta naqueles com problemas crônicos, devido à atrofia muscular. Caso não ocorra melhora significativa em seis semanas após a cirurgia, a reabilitação por um programa de fisioterapia deve ser considerada. Além disso, quando iniciada logo após a retirada dos pontos, a fisioterapia auxilia também em uma recuperação mais rápida. Prognóstico A maioria dos gatos se recupera totalmente após a cirurgia e recupera a função normal do membro afetado. Entretanto, gatos com colocefalectomia podem ter o membro com uma amplitude de movimento levemente diminuída, assim como o comprimento do membro discretamente reduzido após a cirurgia. Esses impactos são mínimos e tendem a não afetar a qualidade de vida dos felinos. Referências bibliográficas Yap, Fui & Dunn, Andrew & Garcia-Fernandez, Paloma & Brown, Gordon & Allan, Ross & Calvo, Ignacio. (2014). Femoral head and neck excision in cats: medium- to long-term functional outcome in 18 cats. Journal of feline medicine and surgery. 17. 10.1177/1098612X14556848. Liska, William & Doyle, N & Marcellin-Little, Denis & Osborne, J. (2009). Total hip replacement in three cats: Surgical technique, short-term outcome and comparison to femoral head ostectomy. Veterinary and comparative orthopaedics and traumatology : V.C.O.T. 22. 505-10. 10.3415/VCOT-08-09-0087. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Como cuidar do seu gato depois de uma cirurgia

O momento após a cirurgia é fonte de dúvidas e preocupações para a maioria dos tutores de cães e gatos. Inclusive, você sabia que os cuidados nesse período são essenciais para o sucesso do procedimento? Confira abaixo os principais cuidados: 1) Repouso Depois de chegar em casa, você deve manter seu gato aquecido e confortável fornecendo uma cama limpa, de preferência em um quarto silencioso e sem correntes de ar e a uma temperatura agradável. Nesse período, é essencial evitar que ele corra, pule e que realize outras atividades extenuantes, e que possam causar tensão excessiva na ferida cirúrgica. Para a maioria dos procedimentos, a atividade deve ser restringida por uma semana inteira após a cirurgia. Além disso, em hipótese alguma ele poderá sair de casa. 2) Alimentação

Algumas horas depois de chegar em casa, você pode oferecê-lo aproximadamente metade da alimentação normal. Caso ele coma e a quantidade fornecida e ainda aparente estar com fome, você pode oferecer o resto da refeição uma hora depois. Alguns gatos sentem náuseas após a anestesia geral, portanto, dividir a refeição em porções menores pode diminuir o risco de náuseas e vômitos. 3) Água Ao menos que você seja instruído de outra forma, o acesso a água não deve ser restringido. 4) Sonolência Por ter recebido uma anestesia geral, esses medicamentos podem levar várias horas para sair do organismo e podem fazer com que alguns pacientes fiquem sonolentos por um dia ou mais. Nas próximas 24 horas, o comportamento dele deve retornar gradualmente ao normal, no entanto, contate o médico veterinário caso você esteja preocupado(a).

5) Tosse Durante a anestesia, o gato poderá ser entubado para administração de oxigênio e gás anestésico e isso pode causar uma leve irritação na traquéia, causando tosse. A tosse pós-cirúrgica geralmente diminuirá nos próximos dias, mas, caso a tosse persista ou piore, entre em contato com o veterinário.

6) Cuidados com a ferida cirúrgica É importante ressaltar que você deve colocar em seu gato um colar protetor do tipo elizabetano (também chamado de “cone”) para evitar o contato da boca do animal com os pontos. A princípio muitos gatos acham os colares estranhos e tentam removê-los ou ficam imóveis. No entanto, após um curto período, a maioria dos gatos se acalma e tolera o uso do colar. Não deixe ele sem o colar, mesmo caso apresente um comportamento estranho no primeiro momento. É importante manter o colar o tempo todo, ao invés de colocá-lo e tirá-lo. Leva apenas alguns segundos para o gato remover os pontos ou danificar o local da cirurgia.

Se o seu gato conseguir remover os pontos, vá para o hospital o mais rápido possível. A incisão deve ser estar limpa e as bordas devem estar unidas. A pele ao redor da incisão deve ser de uma cor normal ou rosa-avermelhada. Em gatos de pele clara, hematomas podem ser vistos ao redor do local da cirurgia. Eles podem não aparecer até alguns dias após a cirurgia e, em alguns casos, o hematoma pode surgir grande demais em comparação com o tamanho da incisão. O hematoma ocorre devido à infiltração de sangue sob as bordas da pele e é uma ocorrência normal. Em alguns casos, uma pequena quantidade de sangue pode vazar de uma nova incisão por até vinte e quatro horas, especialmente se o animal for muito ativo. Caso você note alguma alteração no local da cirurgia, você entrar em contato com o hospital imediatamente, fique de olho em mudanças como: drenagem contínua ou excessiva do sangue, vazamento intermitente de sangue que continua por mais de vinte e quatro horas, inchaço em excesso ou vermelhidão da pele, e cheiros desagradáveis ​​ou secreção. 7) Cuidado com os pontos

O cuidado com os pontos é essencial no período pós-operatório. Aqui no site há uma publicação somente sobre o assunto, e você pode acessá-la clicando aqui. 8) Remoção dos pontos

Em geral, a maioria dos pontos de pele ou suturas são removidos e de sete a quatorze dias após a cirurgia; o tempo real depende do tipo de procedimento.

Em alguns casos, o veterinário pode usar suturas que não necessitem remoção (suturas absorvíveis). Esses fios são colocados sob a pele do animal e serão dissolvidos nas próximas semanas.

Se você tiver alguma dúvida sobre os pontos, entre em contato com o seu veterinário.

9) Retorno às atividades normais

O retorno às atividades dependerá do tipo de cirurgia que seu gato foi submetido. Na maioria dos casos, a atividade precisará ser restringida por pelo menos uma a duas semanas ou até que as suturas sejam removidas. Cirurgias ortopédicas por exemplo, podem necessitar de uma período de repouso maior, como oito semanas, ou até mais.

Durante o tempo com a sutura, é importante limitar a atividade do seu gato para evitar que a incisão se abra.

Evitar banhos durante esse período também é essencial, uma vez que a umidade pode ajudar a introduzir bactérias na ferida e causar infecções. 10) Medicações do pós-operatório

Após a cirurgia, medicamentos para a dor ou outros medicamentos orais podem ser recomendados para casa. Se você recebeu qualquer receita para administrar, leia com atenção e certifique-se de administrar todos os medicamentos conforme as instruções.

Se você estiver tendo problemas para administrar o remédio, entre em contato com a equipe responsável pela cirurgia para receber instruções de como fornecer a medicação ou da possibilidade para realizar a medicação por injeção, caso possível. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Como fazer o teste de gaveta: ruptura do ligamento cruzado cranial

Movimento de gaveta, teste de gaveta anterior O que é o teste de gaveta? O teste de gaveta é um exame de palpação realizado para a avaliar o joelho de cães e gatos, sendo possível, através dele, verificar se o ligamento cruzado cranial está exercendo sua função de evitar o movimento cranial excessivo da tíbia. Em qual posição o examinador deve ficar? Para realizar o teste, o paciente necessita permanecer em decúbito lateral, e o veterinário permanecer em pé atrás dele. Qual é a posição e o movimento correto das mãos? O polegar de uma mão deverá ficar na fabela, enquanto o indicador da mesma deverá ser posicionado na patela. Os demais dedos devem envolver o quadríceps. A outra mão deverá ser posicionada na tíbia, com o polegar atrás da cabeça da fíbula, e o indicador na crista da tíbia. A mão do fêmur deve se manter estabilizada, enquanto a mão da tíbia deve ser movimentada para frente. A pressão para mover a tíbia deve ser aplicada pelo polegar atrás da cabeça da fíbula. Em qual posição o membro deve permanecer? Importante que o teste seja realizado no ângulo normal do joelho, em extensão, e com flexão de 90 graus, sempre comparando com o membro oposto. Teste de gaveta positivo em felino com ruptura do ligamento cruzado cranial O quanto de amplitude de movimento é considerado normal? O teste é considerado positivo quando tem uma amplitude de movimento maio que 2mm. Em pacientes jovens, o normal é considerado entre 4 a 5mm, e nesse caso confirma-se o teste por uma ausência de parada abrupta no movimento. Em casos onde há ruptura parcial, a amplitude de movimento poderá ter de 2 a 3mm e nenhuma com o joelho em extensão. Quais desafios podem ser encontrados ao realizá-lo? Entre os desafios, o médico veterinário pode ter dificuldade nos casos em que o paciente não esteja com adequado relaxamento muscular, o nível de dor e o temperamento do paciente também são fatores que podem influenciar na avaliação. Nesses casos, quando houver grande suspeita de insuficiência no ligamento cruzado cranial, a sedação evita a tensão muscular o desconforto no momento do exame. Fiquei na dúvida, e agora? O teste de compressão tibial deve ser associado sempre ao teste de gaveta, para auxiliar no diagnóstico. Ambos os testes, quando positivos, confirmam a insuficiência do ligamento cruzado cranial. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Como prevenir lesões no ligamento cruzado cranial em cães

Prevenir lesões nos ligamentos cruzados craniais é possível. A prevenção deve ser feita mesmo em casos de cães que já tiveram a ruptura em um dos membros. Confira nosso artigo completo sobre ruptura do ligamento cruzado cranial em cães. Definição

Os ligamentos cruzados craniais são encontrados na articulações dos joelhos dos cães e conectam a parte superior da tíbia (o osso maior abaixo do joelho) à parte inferior do fêmur (ou osso da coxa).

Esses ligamentos são feitos de tecido conjuntivo e são responsáveis por estabilizar a articulação do joelho. Portanto, lesões nos ligamentos cruzados craniais podem causar problemas significativos de sustentação de peso, levando a um processo de artrite, e posterior artrose (desgaste) do joelho.

Etiologia (causa)

Os acidentes que ocorrem durante os exercícios são os que mais causam a ruptura do ligamento cruzado em cães, mas algumas patologias subjacente geralmente estão presentes, como a luxação de patela e a displasia coxofemoral.

A ruptura ocorre quando é levada à sua amplitude extrema de movimento, em alguns casos, esse ligamento também pode romper parcialmente, ou apenas ficar mais frouxo, caracterizando uma insuficiência do ligamento cruzado cranial. Predisposição

Entre os fatores que predispõem a ruptura do ligamento estão: conformação óssea, excesso de peso, seguido por movimentos e impactos repentinos.

Os cães podem sofrer esses tipos de lesões após pular, derrapar, virar ou se contorcer de forma rápida e desajeitada.

Prevenção 1) Mantenha uma dieta balanceada

Fornecer ração ou comida caseira balanceada por um veterinário especializado em nutrologia é importante para garantir uma quantidade adequada de proteínas para o crescimento e reparação dos tecidos. O uso de ômega-3 auxilia no cuidado das articulações. 2) Realize exercícios físicos regulares O desenvolvimento da musculatura é essencial para evitar lesões, uma vez que os músculos fortes e flexíveis auxiliam no apoio e sustentação da articulação. O auxílio por parte de um profissional especializado em fisiatria veterinária pode ser essencial nesse processo. 3) Evite o excesso de peso

Cães mais pesados ​​têm maior probabilidade de sofrer lesão do ligamento cruzado, em parte devido ao aumento da pressão sobre as articulações durante o movimento. Essa é outra razão para manter um cão devidamente exercitado, pois irá ajudá-lo a queimar o excesso de calorias e manter o peso baixo. 4) Não exagere nos exercícios Caso você exercite pouco seu cão durante a semana, mas saia para caminhadas ou corridas extenuantes nos finais de semana, ele poderá romper o ligamento com maior facilidade. A quantidade de exercício que seu cão faz deve ser constante e de intensidade moderada. Caso contrário, seu corpo não estará preparado para o estresse extra e isso pode resultar em danos ao músculos, articulações e ligamentos. Referências bibliográficas FOSSUM, T.W. Cirurgia de pequenos animais, 4a ed. Elsevier, 2014 Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.

Condroprotetores para cães

Protetor articular para cães Entre os suplementos nutricionais que podem ser usados ​​em animais, os condroprotetores naturais estão entre os mais usados ​​no dia a dia, por isso seu conhecimento e estudo são interessantes. Quais são os principais tipos de condroprotetores naturais para cães? Os condroprotetores são suplementos alimentares (nutracêuticos) com efeitos benéficos para as articulações. Os principais componentes incluem substâncias que se encontram naturalmente no corpo do animal, portanto seu uso não tem efeitos adversos. Entre esses componentes, aqueles mais frequentemente usados ​​por seus efeitos benéficos são: Glucosamina: é um dos principais componentes da cartilagem articular. Está relacionada à formação dos glicosaminoglicanos, compostos presentes no líquido sinovial e na cartilagem articular, que possui função é proteger os ossos e suas articulações. Ácido hialurônico: é o glicosaminoglicano mais importante e conhecido de todos. Desempenha papel fundamental na manutenção da integridade do líquido sinovial, essencial para que o animal possa exercer uma boa mobilidade articular em qualquer fase de sua vida. Condroitina: confere propriedades mecânicas e elásticas à cartilagem, tendões e ligamentos. Em suplementos nutricionais é incorporado em sua forma sulfatada, sulfato de condroitina ou sulfato de condroitina. Vitamina E: essa vitamina tem função preventiva contra condropatias, ou seja, doenças articulares. Inibe a formação de radicais livres que fazem parte do mecanismo patológico da artrite e da osteoartrite. Por que os condroprotetores são tão utilizados na medicina veterinária? O uso de condroprotetores em medicina veterinária está em alta devido aos bons resultados que proporcionam e podem ser usados ​​tanto em animais idosos como em cães jovens. O principal uso desses produtos é na manutenção e proteção das articulações de animais com afecções musculoesqueléticas, sejam elas alterações produzidas por degeneração articular relacionada à idade ou doenças congênitas como a displasia de quadril ou a luxação de patela. Da mesma forma, esses produtos estão sendo utilizados como complemento às terapias de reabilitação de animais submetidos a intervenções traumáticas. Esses nutracêuticos também podem ser utilizados em animais de trabalho, atletas ou pets ativos que praticam muitos exercícios físicos, pois reduzem o desgaste da articulação associado a exercícios intensos, como é o caso dos cães de busca e salvamento. Além disso, cães de crescimento rápido, como Dogue Alemão, Pastor Alemão, etc, podem se beneficiar de suplementação nutricional e alimentos preparados ricos em glucosamina e condroitina, sempre sob a supervisão de um médico veterinário. Há alimentos com efeito condroprotetor? A primeira coisa a se ter em mente ao prescrever alimentos condroprotetores a um animal é que eles geralmente não estão na forma e concentração corretas para obter um efeito terapêutico. Por exemplo, a glucosamina é degradada e transformada durante a digestão e chega ao corpo em uma concentração muito baixa em comparação com a do próprio animal naturalmente. Entretanto, a condroitina e o ácido hialurônico podem ser encontrados em diversos alimentos, como na cartilagem de animais como as vacas, principalmente na traqueia. A Vitamina E está presente em muitos vegetais como espinafre, tomate, pimentão entre outros. A forma mais confortável, econômica e, acima de tudo, eficaz de fornecer condroprotetores aos cães que os necessitem, é por meio de suplementos nutricionais ou de alimentos preparados e desenvolvidos cientificamente. Referências Beynen, Anton. (2016). Glucosamine and chondroitin in mobility foods for dogs. 10.13140/RG.2.2.11357.41446. Maxwell, Lara & Regier, Penny & Achanta, Satya. (2016). Comparison of Glucosamine Absorption After Administration of Oral Liquid, Chewable, and Tablet Formulations to Dogs. Journal of the American Animal Hospital Association. 52. 10.5326/JAAHA-MS-6267. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico veterinário (CRMV/SP 39.972) e atua na área de ortopedia e cirurgia de cães e gatos em São Paulo e cidades da região. Realiza consultas em domicílio para tutores e serviço terceirizado para clínicas e hospitais veterinários. Você pode agendar uma consulta pelo whatsapp (11)95049-1549.