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A importância da consulta prévia com o cirurgião do seu cão ou gato

A consulta com o cirurgião antes da cirurgia do seu cão ou gato desempenha um papel crucial no cuidado de saúde do seu animal de estimação. É um momento essencial onde você e o cirurgião podem discutir detalhes importantes sobre o procedimento planejado, bem como avaliar a condição de saúde do seu pet e esclarecer dúvidas ou preocupações que você possa ter. Antes de continuarmos, convido você a conhecer meu curso on-line "A Jornada da Recuperação: Dicas para Tutores de Cães e Gatos do Pré ao Pós-operatório", um guia completo para ajudar você a passar com tranquilidade pelo pré e pós-operatório da cirurgia do seu pet. Clique na imagem abaixo para adquirir o produto. Voltando ao nosso tópico, um dos aspectos mais importantes dessa consulta é a avaliação da condição do animal. O cirurgião veterinário realizará uma revisão completa do histórico médico do seu animal de estimação, incluindo qualquer condição médica pré-existente, alergias a medicamentos ou problemas de saúde recentes. Além disso, um exame físico minucioso será realizado para garantir que seu pet esteja em condições adequadas para passar pela cirurgia. Se necessário, exames complementares, como radiografias, ultrassonografias ou exames de sangue, podem ser solicitados para fornecer uma avaliação mais completa da saúde do animal. Durante a consulta, o cirurgião explicará detalhadamente o procedimento cirúrgico planejado. Isso inclui uma descrição dos objetivos da cirurgia, os passos envolvidos no procedimento e os resultados esperados. É importante que você entenda completamente o que será feito durante a cirurgia e por que ela é necessária para o bem-estar do seu animal de estimação. Qualquer dúvida ou preocupação que você tenha sobre o procedimento deve ser discutida abertamente com o cirurgião neste momento. Outro aspecto crucial da consulta é a discussão sobre os riscos e benefícios da cirurgia. O cirurgião fornecerá informações detalhadas sobre os possíveis riscos associados ao procedimento, como reações à anestesia, infecções, sangramento excessivo e complicações pós-operatórias. Ao mesmo tempo, os benefícios esperados da cirurgia serão destacados, como alívio da dor, melhora na qualidade de vida e resolução de problemas de saúde. É importante pesar cuidadosamente os riscos e benefícios da cirurgia para tomar uma decisão informada sobre o cuidado do seu animal de estimação. Durante a consulta, o cirurgião também explorará as opções de tratamento disponíveis para o problema de saúde do seu animal de estimação. Em alguns casos, pode haver mais de uma opção de tratamento viável, e o cirurgião ajudará você a entender as vantagens e desvantagens de cada uma. Essa discussão permitirá que você tome uma decisão informada sobre o melhor curso de ação para o seu animal de estimação, levando em consideração fatores como custo, eficácia e impacto na qualidade de vida. Além disso, a consulta com o cirurgião é uma oportunidade para se preparar adequadamente para a cirurgia do seu animal de estimação. O cirurgião fornecerá orientações específicas sobre como preparar seu pet para o procedimento, incluindo instruções sobre jejum prévio, interrupção de medicamentos específicos e outras precauções necessárias para garantir uma cirurgia segura e bem-sucedida. Seguir essas orientações cuidadosamente ajudará a minimizar os riscos e maximizar as chances de sucesso da cirurgia. A consulta com o cirurgião é uma oportunidade para estabelecer expectativas claras sobre o processo cirúrgico e o resultado esperado. O cirurgião explicará o que esperar antes, durante e após a cirurgia, incluindo o tempo de recuperação e os cuidados pós-operatórios necessários. Estabelecer expectativas realistas desde o início ajudará a evitar surpresas desagradáveis e garantirá que você esteja preparado para cuidar adequadamente do seu animal de estimação durante o período de recuperação. Em resumo, a consulta com o cirurgião antes da cirurgia do seu cão ou gato é uma etapa essencial no processo de cuidados veterinários. É um momento onde você e o cirurgião podem trabalhar juntos para garantir a saúde e o bem-estar do seu animal de estimação, discutindo detalhes importantes sobre o procedimento, avaliando a condição de saúde do animal, explorando opções de tratamento e estabelecendo expectativas claras para o processo cirúrgico e de recuperação. Ao tomar o tempo para se informar e se preparar adequadamente, você estará dando ao seu animal de estimação a melhor chance possível de uma cirurgia segura e bem-sucedida. Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta presencial ou consultoria on-line pelo whatsapp (11)91258-5102.

A osteotomia dupla de pelve para cães filhotes com displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é uma doença comum em cães, especialmente em filhotes de raças grandes e gigantes.
A displasia coxofemoral afeta as articulações do quadril, resultando em dor, claudicação e dificuldade de locomoção. Felizmente, a medicina veterinária oferece diversas opções de tratamento, sendo a osteotomia dupla de pelve uma das técnicas mais eficazes para cães filhotes com displasia coxofemoral.
A osteotomia dupla de pelve é uma cirurgia ortopédica que tem como objetivo melhorar a congruência e estabilidade da articulação do quadril, proporcionando alívio da dor e restauração da função normal. Essa cirurgia é especialmente indicada para cães filhotes, pois visa corrigir o problema antes que se desenvolvam alterações degenerativas irreversíveis na articulação.
O procedimento cirúrgico envolve duas osteotomias, ou seja, cortes no osso da pelve. A primeira osteotomia é realizada no ílio, onde uma porção do osso é realinhada para melhorar a cobertura da cabeça do fêmur. Isso permite uma maior estabilidade e reduz o desgaste da articulação. A segunda osteotomia é realizada no púbis, com o objetivo de reposicionar a inserção do músculo pectíneo, melhorando a cobertura da cabeça do fêmur e promovendo uma distribuição mais equilibrada das forças na articulação. A osteotomia dupla de pelve é uma cirurgia complexa que requer habilidade e experiência por parte do cirurgião veterinário. É realizada sob anestesia geral e exige cuidados pós-operatórios adequados, incluindo repouso estrito, medicação para controle da dor e fisioterapia. Os resultados da osteotomia dupla de pelve em cães filhotes com displasia coxofemoral são geralmente excelentes. A maioria dos animais submetidos a essa cirurgia experimenta uma melhora significativa na qualidade de vida, com redução da dor e retorno à atividade normal.

É importante ressaltar que a recuperação completa pode levar algumas semanas ou meses, e é fundamental seguir todas as orientações do veterinário para garantir o sucesso do procedimento.
Em resumo, a osteotomia dupla de pelve é uma opção eficaz de tratamento para cães filhotes com displasia coxofemoral. Essa cirurgia ortopédica permite corrigir a má formação da articulação do quadril, proporcionando uma vida mais saudável e confortável para o animal.

Se o seu cãozinho apresenta sinais de displasia coxofemoral, consulte um ortopedista veterinário para avaliar a melhor abordagem terapêutica e discutir a possibilidade da osteotomia dupla de pelve. Referências bibliográficas Bartolomeu Santos et al. "Double pelvic osteotomy for treatment of hip dysplasia in dogs: 32 cases (1995-2007)." Journal of the American Veterinary Medical Association, 2009. Piermattei, Donald L., and Johnson, Kenneth A. "Pelvic osteotomies for the management of hip dysplasia." Veterinary Surgery, 2013. Sobre o autor
Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Acidente vascular cerebral (AVC) em cães

O acidente vascular cerebral (AVC) em cães é uma condição que ocorre quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, resultando em danos neurais. O AVC pode acontecer devido a diferentes causas, como um coágulo sanguíneo, ruptura de um vaso sanguíneo ou até mesmo uma hemorragia no cérebro do cão. Assim como em humanos, essa condição pode ocorrer devido a diferentes etiologias, incluindo trombose arterial, embolia, hemorragia intracraniana ou doença vascular cerebral primária.
Os sintomas de um AVC em cães podem variar dependendo da localização e da gravidade do evento. Alguns sinais comuns incluem fraqueza súbita em um lado do corpo, dificuldade para andar ou se equilibrar, desorientação, inclinação da cabeça para um lado (head-tilt), falta de coordenação, alterações no comportamento e até convulsões. É importante notar que esses sintomas podem se manifestar rapidamente e exigem atenção veterinária imediata. O diagnóstico de um AVC em cães pode ser desafiador, pois os sintomas podem ser semelhantes a outras condições neurológicas. O veterinário pode realizar uma variedade de testes, incluindo exames neurológicos, exames de imagem como ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) e exames de sangue para descartar outras causas subjacentes.
O tratamento de um AVC em cães visa estabilizar o animal, prevenir complicações secundárias e promover a recuperação neurológica. Dependendo da gravidade do AVC, o tratamento pode incluir terapias de suporte, como fluidoterapia, controle da pressão arterial, oxigenoterapia e manejo da dor. Além disso, o veterinário pode prescrever medicamentos para prevenir coágulos sanguíneos, reduzir a inflamação e proteger o cérebro contra danos adicionais.
A recuperação de um AVC em cães pode variar significativamente de um caso para outro e pode depender de vários fatores, incluindo a extensão do dano cerebral, a rapidez do diagnóstico e tratamento, a idade e a saúde geral do animal. Alguns cães podem se recuperar completamente e retornar às atividades normais, enquanto outros podem enfrentar complicações crônicas.
É fundamental fornecer apoio com terapias de reabilitação, modificações no ambiente doméstico para garantir a segurança do animal e medicamentos de acompanhamento conforme necessário. Além disso, é importante monitorar de perto o cão em recuperação e estar atento a quaisquer sinais de deterioração ou novos sintomas.
Prevenir um AVC em cães nem sempre é possível, já que algumas causas, como malformações congênitas ou predisposição genética, podem estar além do nosso controle.

No entanto, há medidas que os tutores podem tomar para reduzir o risco de eventos vasculares cerebrais em seus cães, como manter uma dieta balanceada, promover exercícios regulares, controlar condições médicas subjacentes, como hipertensão e diabetes, e evitar exposição a toxinas ambientais.
Em conclusão, o AVC em cães é uma condição séria que requer atenção veterinária imediata. Com um diagnóstico precoce, tratamento adequado e cuidados de suporte, muitos cães podem ter uma recuperação significativa e retornar a uma boa qualidade de vida.

No entanto, é essencial estar ciente dos sinais e sintomas de um AVC em cães e procurar ajuda veterinária assim que possível se houver suspeita de que o animal esteja sofrendo dessa condição. Referências bibliográficas
Garosi, Laurent. (2010). Cerebrovascular Disease in Dogs and Cats. The Veterinary clinics of North America. Small animal practice. 40. 65-79. 10.1016/j.cvsm.2009.09.001. Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta presencial ou consultoria on-line pelo whatsapp (11)91258-5102.

Acromegalia em cães

A acromegalia é uma condição endócrina rara em cães, caracterizada pelo aumento excessivo da produção do hormônio do crescimento (GH) após o fechamento das placas de crescimento. Essa condição é geralmente causada por um tumor na glândula pituitária, embora em alguns casos possa estar relacionada a tumores em outros locais que secretam GH ou fatores de crescimento semelhantes ao GH. Os sinais clínicos da acromegalia em cães podem variar amplamente e muitas vezes são insidiosos, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Alguns dos sintomas mais comuns incluem aumento do tamanho e da espessura dos ossos e tecidos moles, mandíbula proeminente, aumento da circunferência da cabeça, articulações mais espessas, polifagia (aumento do apetite) e polidipsia e poliúria (aumento da sede e produção de urina). O diagnóstico de acromegalia em cães pode ser desafiador e muitas vezes requer uma combinação de exames clínicos, exames de imagem, como radiografias e ultrassonografia, e testes laboratoriais, incluindo a dosagem dos níveis de GH e de outros hormônios relacionados.
O tratamento da acromegalia em cães geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo manejo dos sintomas e tratamento do tumor causador.

O tratamento cirúrgico para remover o tumor pituitário é uma opção em alguns casos, embora possa ser difícil devido à localização e à invasividade do tumor. A terapia medicamentosa, como a administração de medicamentos que inibem a secreção de GH ou reduzem o tamanho do tumor, também pode ser utilizada. Além disso, o manejo dos sintomas, como controle da alimentação e tratamento de condições relacionadas, como diabetes mellitus, pode ser necessário para melhorar a qualidade de vida do cão afetado. Em resumo, a acromegalia é uma condição endócrina rara em cães que pode ter consequências significativas para a saúde do animal. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para ajudar a gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do cão afetado. Referências bibliográficas Fracassi, Federico & Gandini, Gualtiero & Diana, A & Preziosi, R & van den Ingh, Ted & Bergamini, P & Kooistra, Hans. (2006). Acromegaly due to a somatotrophs adenoma in a dog. Sobre o autor

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Acupuntura em cães

A acupuntura veterinária é um tipo de terapia que submete os cães à aplicação de agulhas finas em pontos específicos do corpo, sendo uma prática de terapia chinesa utilizada para tratar diversas doenças e tem ganhado espaço desde que estudos científicos comprovaram sua eficácia. Atualmente, a acupuntura para cães é um excelente meio auxiliar os pacientes acometidos por doenças ortopédicas, especialmente no auxílio do controle da dor. Indicação A acupuntura veterinária é uma terapia que apresenta excelente benefícios para o alívio da dor em pacientes em recuperação de cirurgias ortopédicas, assim como reduz a dor de cães acometidos por doenças articulares, como a osteoartrite , e também auxilia na analgesia de pacientes acometidos com problemas de coluna como as hérnias de disco . Os resultados da aplicação das agulhas finas em pontos específicos incluem a liberação de endorfinas para ajudar no bloqueio da dor, melhora da função nervosa, na circulação sanguínea e no desempenho do sistema imunológico. Na Ortho for Pets , clínica especializada em ortopedia, as sessões de acupuntura duram cerca de 30 minutos, e é bem aceita pela maioria dos pacientes, alguns pacientes chegam até a dormir durante as sessões. O número de sessões são determinadas por nossa veterinária acupunturista e variam de acordo com a necessidade de redução da dor em cada caso, mas geralmente variam entre 8 e 10 sessões. Lesões agudas geralmente exigem um programa de tratamento mais curto, enquanto um plano mais longo e menos intensivo pode ser mais adequado para animais de estimação com problemas crônicos. Em caso de interesse no tratamento com acupuntura, entre em contato com nossa equipe pelo whatsapp (11)91258-5102 para consultar e estabelecer um plano de tratamento para o seu pet. Referências bibliográficas Dias, Mirella & Barbosa, Mirian & Silva, Vanessa & Sá, Fabrício & Lima, Evilda. (2015). Clinical effect of acupuncture in dogs with neurological disorders. Revista Neurociências. 23. 562-566. 10.4181/RNC.2015.23.04.1054.05p. Habacher, Gabriele & Pittler, Max & Ernst, Edzard. (2006). Effectiveness of Acupuncture in Veterinary Medicine: Systematic Review. Journal of veterinary internal medicine / American College of Veterinary Internal Medicine. 20. 480-8. 10.1892/0891-6640(2006)20[480:EOAIVM]2.0.CO;2. Sobre o autor

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Alzheimer em cães: a síndrome da disfunção cognitiva

Síndrome da disfunção cognitiva canina.
Definição A síndrome da disfunção cognitiva canina é o equivalente canino da doença de Alzheimer em humanos. Nessa doença, o cérebro do cão degenera gradualmente, levando a comportamentos anormais e senis que refletem o declínio da função cognitiva (percepção, atenção, compreensão e aprendizado). Predisposição O Alzheimer canino ocorre em cães mais velhos, geralmente após os 8 ou 9 anos de idade, e pode acometer cães de qualquer raça e sexo. Etiologia (causa) Nesses animais há o acúmulo de uma substância tóxica para o cérebro chamada proteína beta-amilóide. Essa substância vem de uma proteína maior encontrada na membrana gordurosa que envolve as células nervosas. A beta-amilóide é quimicamente "pegajosa" e se junta aos poucos formando placas. Nessa doença, ocorrem também outras mudanças no cérebro, tais como redução do fluxo sanguíneo e disfunção dos neurônios. Sinais clínicos (sintomas) Os sinais clínicos mais comuns em cães com essa doença são: desorientação, interações anormais, perturbações do ciclo vigília (sono), urinar e defecar em locais anormais, menos interação com os tutores, e diminuição do interesse em comer. Diagnóstico Para diagnosticar o Alzheimer canino, além dos sinais clínicos, histórico e avaliação física, a ressonância magnética permite avaliar anormalidades no cérebro do cão, tais como a atrofia de hipocampo (região importante para aprendizagem, memória, etc). Tratamento Existem vários tratamentos que podem retardar a progressão da doença e aliviar alguns dos sintomas do cão. A mudança na dieta pode auxiliar com antioxidantes, gorduras e ácidos graxos que podem proteger e promover células saudáveis. Os triglicerídeos de cadeia média fornecem energia para o cérebro do cão, uma vez que o cérebro é menos capaz de usar a glicose nessa doença. Alguns medicamentos que aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro também podem ajudar cães com Alzheimer. O enriquecimento cognitivo também pode ser utilizado para o tratamento e consiste em exercícios, interações sociais, fornecer novos brinquedos e ensinar novos comandos ao seu cão. Prognóstico Infelizmente cães com Alzheimer tem a progressão da doença, no entanto, caso ela seja detectada precocemente e tratada de forma eficaz, o cão poderá viver uma vida com qualidade. Alguns casos graves de Alzheimer podem ter um prognóstico pior e um avanço mais rápido. Referências bibliográficas 1. Posadas, Laura & Hançerlioğlu, Sadık & Fountouki, Antigoni & Theofanidis, Dimitrios. (2019). Dog therapy for people with dementia: a systematic review. Health & Research Journal. 5. 99. 10.12681/healthresj.21000. Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Amantadina para cães com dores articulares

A amantadina é um medicamento que tem sido investigado no tratamento da dor em cães, incluindo dores articulares associadas a condições como osteoartrite e artrite.
Embora originalmente tenha sido desenvolvida como um antiviral para o tratamento da gripe em humanos, a amantadina demonstrou ter propriedades analgésicas significativas em estudos clínicos e pré-clínicos.

A amantadina atua como um antagonista dos receptores de N-metil-D-aspartato (NMDA), bloqueando a atividade excessiva desses receptores e, consequentemente, reduzindo a sensibilização central e a percepção da dor.

Além disso, a amantadina pode modular a liberação de neurotransmissores, como noradrenalina, serotonina e dopamina, que desempenham papéis importantes na modulação da dor e na regulação do humor. Estudos clínicos em cães demonstraram que a amantadina pode ser eficaz no controle da dor associada a várias condições, incluindo osteoartrite, dor neuropática e dor pós-operatória.

Em um estudo, cães com osteoartrite foram tratados com amantadina por um período de seis semanas. Os resultados mostraram uma melhora significativa na pontuação da dor e na qualidade de vida dos cães, com poucos efeitos colaterais relatados. Outros estudos relatam resultados semelhantes em cães com diferentes formas de dor crônica, sugerindo que a amantadina pode ser uma opção terapêutica valiosa para o manejo da dor em cães. Além de seu potencial analgésico, a amantadina também tem sido investigada por seus efeitos moduladores na função motora e na recuperação neurológica em cães com lesões da medula espinhal.

Estudos sugerem que a amantadina pode melhorar a mobilidade e a função locomotora em cães com paraplegia ou tetraplegia, possivelmente através de sua capacidade de modular a transmissão de sinais neurais e facilitar a plasticidade neuronal. Em termos de segurança, a amantadina geralmente é bem tolerada em cães quando administrada corretamente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem sedação, agitação, anorexia e distúrbios gastrointestinais. No entanto, esses efeitos são geralmente leves e transitórios, e podem ser minimizados com uma cuidadosa titulação da dose e monitoramento do paciente. É importante ressaltar que o uso de amantadina em cães deve ser supervisionado por um veterinário qualificado, que pode avaliar a necessidade do medicamento com base na condição clínica do animal, história médica e resposta ao tratamento. A amantadina não deve ser usada como tratamento único para condições dolorosas complexas, mas sim como parte de um plano de manejo multimodal que inclui outras terapias, como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), analgésicos, fisioterapia, controle de peso e modificações ambientais. Em resumo, a amantadina tem o potencial de ser uma ferramenta valiosa no tratamento da dor em cães, incluindo dores articulares associadas a condições como osteoartrite. Seus efeitos analgésicos e moduladores na função motora podem ajudar a melhorar a qualidade de vida de cães afetados por condições dolorosas crônicas e debilitantes. Referências bibliográficas
1. Hay, K. R., & Nettifee-Osborne, J. (2018). "Amantadine as a Multimodal Analgesic in Dogs: A Literature Review." Topics in Companion Animal Medicine, 33(2), 60-64.
2. Steagall, P. V., & Monteiro, B. P. (2017). "Multimodal analgesia for perioperative pain management in veterinary patients." Veterinary Clinics: Small Animal Practice, 47(6), 1145-1165.
Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Amicacina como antibioticoterapia em cães

A amicacina é um antibiótico aminoglicosídeo amplamente utilizado na medicina veterinária para tratar infecções bacterianas em cães.
Este medicamento é especialmente eficaz contra bactérias Gram-negativas e algumas Gram-positivas, o que o torna uma escolha valiosa em casos de infecções graves ou resistentes a outros antibióticos. No entanto, o uso de amicacina deve ser cuidadosamente monitorado devido ao seu potencial de toxicidade, particularmente em relação aos rins e ao sistema auditivo. A administração de amicacina em cães é geralmente realizada por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea. A dosagem precisa ser ajustada de acordo com o peso do animal e a gravidade da infecção. Em muitos casos, o tratamento começa com uma dose inicial alta, seguida de doses de manutenção mais baixas. Isso ajuda a atingir rapidamente níveis terapêuticos no sangue, combatendo eficazmente a infecção. A farmacocinética da amicacina envolve uma rápida absorção e distribuição no organismo após a administração. O medicamento se liga minimamente às proteínas plasmáticas, o que permite sua ampla distribuição pelos tecidos corporais, incluindo os rins, onde pode exercer efeitos nefrotóxicos. A eliminação ocorre predominantemente através da filtração glomerular nos rins, o que requer atenção especial em animais com função renal comprometida. A meia-vida da amicacina é relativamente curta, o que pode demandar administrações frequentes para manter os níveis terapêuticos. Devido à potencial nefrotoxicidade e ototoxicidade, é crucial monitorar a função renal e auditiva dos cães durante o tratamento com amicacina. Exames de sangue e urina regulares ajudam a avaliar a saúde renal, enquanto observações comportamentais podem indicar problemas auditivos. A hidratação adequada do animal é essencial para minimizar o risco de toxicidade renal, e ajustes na dosagem podem ser necessários para cães com insuficiência renal. A eficácia da amicacina contra patógenos resistentes é um de seus maiores benefícios. Este antibiótico é frequentemente utilizado quando outros tratamentos falham, especialmente em infecções hospitalares ou adquiridas na comunidade que envolvem bactérias resistentes a múltiplos medicamentos. As infecções comuns tratadas com amicacina incluem infecções do trato urinário, infecções respiratórias, infecções de pele e tecidos moles, e infecções ósseas e articulares. Embora a amicacina seja uma ferramenta poderosa na luta contra infecções bacterianas em cães, seu uso indiscriminado pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana. Portanto, é imperativo que o uso de amicacina seja baseado em cultura bacteriana e testes de sensibilidade sempre que possível. O tratamento empírico deve ser reservado para situações em que o atraso no início da antibioticoterapia possa ser prejudicial ao animal. Em conclusão, a amicacina é um antibiótico essencial na medicina veterinária, especialmente para tratar infecções bacterianas graves em cães. Seu uso requer monitoramento cuidadoso devido ao potencial de toxicidade renal e auditiva, e deve ser baseado em testes de sensibilidade bacteriana para evitar a resistência antimicrobiana. A administração adequada e o monitoramento contínuo garantem a eficácia do tratamento e a segurança do paciente. Referências bibliográficas 1. Boothe, D. M. (2012). Antimicrobial therapy in veterinary medicine. Blackwell Publishing.
2. Plumb, D. C. (2018). Plumb's Veterinary Drug Handbook. Wiley-Blackwell. Sobre o autor
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Anestesia para cães e gatos: Como funciona?

A anestesia em cães e gatos é uma componente crucial no tratamento veterinário que possibilita a realização de procedimentos cirúrgicos e diagnósticos sem causar dor ou desconforto ao animal. Tanto em procedimentos simples quanto em cirurgias complexas, como as ortopédicas, a anestesia é indispensável para garantir a segurança e o bem-estar do pet durante toda a intervenção. Em animais de estimação, a anestesia pode ser administrada de duas formas principais: geral e local. A anestesia geral é mais abrangente, fazendo com que o animal perca a consciência, tenha um melhor controle de dor e não reaja ao procedimento cirúrgico.

Em contrapartida, a anestesia local é aplicada apenas na área específica onde a cirurgia será realizada, permitindo que o animal permaneça acordado, mas insensível à dor na região afetada e pode ser realizada no caso de microcirurgias. A escolha entre anestesia geral e local depende de diversos fatores, incluindo o tipo de procedimento, a saúde geral do animal, sua idade e peso, além de condições médicas pré-existentes que podem afetar a segurança da anestesia. Antes de continuarmos, convido você a conhecer meu curso on-line "A Jornada da Recuperação: Dicas para Tutores de Cães e Gatos do Pré ao Pós-operatório", um guia completo para ajudar você a passar com tranquilidade pelo pré e pós-operatório da cirurgia do seu pet. Clique na imagem abaixo para adquirir o produto. Voltando ao nosso tópico, em casos de cirurgias ortopédicas, por exemplo, a escolha é anestesia geral devido à necessidade de uma completa imobilização e um controle mais rigoroso da dor durante procedimentos invasivos e delicados.
Antes de submeter um animal à anestesia, é imprescindível realizar uma avaliação pré-anestésica minuciosa. Esta avaliação inclui exames físicos detalhados e testes laboratoriais para verificar a saúde do pet e identificar qualquer condição que possa complicar o uso de anestésicos. Este cuidado prévio ajuda a customizar o plano anestésico para cada animal, aumentando a segurança do procedimento.
Durante a administração da anestesia, é vital monitorar continuamente os sinais vitais do animal, como a frequência cardíaca, a respiração, a pressão arterial e a oxigenação do sangue. Este monitoramento é essencial para garantir que o animal permaneça estável durante toda a cirurgia e permite intervenções imediatas caso ocorram alterações inesperadas. A anestesia em cães e gatos deve ser realizada por um profissional anestesista capacitado.
Após o procedimento, o acompanhamento do animal é igualmente crucial. A fase de recuperação da anestesia causar desorientação para os pets, que muitas vezes apresentam ataxia ou confusão temporária.

Durante este período, é importante que eles estejam em um ambiente tranquilo e confortável para recuperar-se plenamente e sem estresse.

Além disso, o manejo da dor pós-operatória é um aspecto fundamental do cuidado, com a administração de analgésicos conforme necessário para aliviar o desconforto que pode surgir após a cirurgia.
Em conclusão, a anestesia desempenha um papel essencial na medicina veterinária moderna, oferecendo condições para que procedimentos necessários sejam realizados sem dor para o animal.

Com os avanços na tecnologia e na farmacologia, os procedimentos anestésicos em cães e gatos tornaram-se mais seguros, promovendo uma recuperação mais rápida e eficaz.

Os veterinários e sua equipe têm como prioridade a segurança e o conforto do animal, garantindo que a anestesia seja administrada de forma responsável e com o maior cuidado possível. Referências bibliográficas Tacke, Sabine & Nagel, M.-L. (2008). Local anaesthesia in dogs and cats. Tierarztliche Praxis Ausgabe K: Kleintiere - Heimtiere. 36. 271-276. Zoff, Aurora & Thompson, Kate & Senior, Mark. (2016). Anaesthesia and drug interactions in dogs and cats. In Practice. 38. 167-175. 10.1136/inp.i1477. Sobre o autor  

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Antiinflamatórios não esteroidais ou corticóides para dor articular?

A escolha entre antiinflamatórios não esteroidais (AINEs) e corticosteróides para o manejo da dor articular é uma questão frequentemente discutida na medicina veterinária, e a decisão depende de vários fatores, incluindo a condição clínica específica do animal, a duração do tratamento, e os possíveis efeitos colaterais de cada classe de medicamentos. Os AINEs, como carprofeno, meloxicam, e firocoxib, são amplamente utilizados no manejo da dor e inflamação associadas a doenças articulares em animais. Eles atuam inibindo a enzima ciclooxigenase (COX), que é responsável pela conversão do ácido araquidônico em prostaglandinas, substâncias que promovem inflamação, dor e febre. Existem duas isoformas principais da enzima COX: COX-1, que está envolvida na proteção da mucosa gastrointestinal e na função renal, e COX-2, que é induzida em resposta a processos inflamatórios. A maioria dos AINEs utilizados na veterinária são seletivos para COX-2, o que teoricamente reduz o risco de efeitos colaterais gastrointestinais e renais, mas não elimina completamente esses riscos. Os corticosteróides, como prednisona, dexametasona, e metilprednisolona, também têm potentes efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores. Eles agem em um nível mais alto na cascata inflamatória do que os AINEs, inibindo a fosfolipase A2 e, consequentemente, a produção de ácido araquidônico, o precursor das prostaglandinas e leucotrienos. Além disso, os corticosteróides suprimem a ativação de células inflamatórias e a liberação de citocinas pró-inflamatórias. A principal vantagem dos AINEs em relação aos corticosteróides é a sua segurança a longo prazo. Os AINEs são geralmente considerados seguros para uso crônico, desde que o paciente seja monitorado adequadamente para sinais de toxicidade gastrointestinal, hepática e renal. Em contraste, os corticosteróides são geralmente reservados para uso a curto prazo ou em situações onde outros tratamentos falharam, devido aos seus efeitos colaterais significativos com o uso prolongado, incluindo supressão adrenal, imunossupressão, e efeitos metabólicos como hiperglicemia e redistribuição de gordura. A eficácia dos AINEs e corticosteróides no manejo da dor articular varia dependendo da condição subjacente. Para condições como osteoartrite, os AINEs são frequentemente preferidos devido ao seu perfil de segurança e eficácia na redução da dor e inflamação. Em situações agudas ou exacerbadas de doenças autoimunes articulares, como artrite reumatoide ou lupus eritematoso sistêmico, os corticosteróides podem ser mais eficazes devido à sua ação potente e abrangente no controle da inflamação. A escolha do medicamento também deve considerar a resposta individual do paciente e a presença de comorbidades. Por exemplo, em animais com histórico de doenças gastrointestinais ou renais, os AINEs devem ser usados com cautela, e pode-se considerar a utilização de inibidores de bomba de prótons ou antagonistas dos receptores H2 para proteger a mucosa gástrica. Nos casos onde os corticosteróides são necessários, a estratégia de desmame gradual é crucial para evitar insuficiência adrenal secundária. Portanto, a decisão entre AINEs e corticosteróides deve ser individualizada, considerando-se a condição clínica específica, o histórico médico do paciente, e a resposta ao tratamento. É fundamental o monitoramento contínuo para ajustar a terapia conforme necessário e minimizar os riscos de efeitos adversos. O manejo multidisciplinar, incluindo fisioterapia e mudanças no estilo de vida, pode complementar o tratamento medicamentoso, proporcionando uma abordagem mais abrangente e eficaz para o manejo da dor articular em animais. Referências bibliográficas 1. Lees, P., Landoni, M. F., Giraudel, J., & Toutain, P. L. (2004). Pharmacodynamics and pharmacokinetics of nonsteroidal anti-inflammatory drugs in species of veterinary interest. Journal of Veterinary Pharmacology and Therapeutics, 27(6), 479-490.
2. MacFarlane, P. D., & Maddison, J. E. (2006). Nonsteroidal anti-inflammatory drugs in cats and dogs. Australian Veterinary Journal, 84(7), 222-223.
Sobre o autor
Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta presencial pelo whatsapp (11)91258-5102  ou uma consultoria on-line por vídeo.

Aprenda a lidar com a ansiedade do seu cão ou gato antes da cirurgia

A ansiedade antes da cirurgia é uma situação comum em cães e gatos no período que antecede a cirurgia.
Além disso, assim como os humanos, os animais de estimação também podem experimentar uma variedade de emoções antes de passarem por um procedimento cirúrgico, incluindo ansiedade, medo e estresse. Compreender e reconhecer essas emoções é essencial para garantir uma experiência menos traumática para o animal e para ajudar a prepará-lo da melhor forma possível para a cirurgia. Existem várias razões pelas quais os cães e gatos podem ficar ansiosos antes da cirurgia. Uma delas é a separação de seus tutores ou de seus companheiros animais devido à necessidade de permanecerem no hospital veterinário antes e depois do procedimento. Os animais são sociais e podem experimentar estresse e ansiedade quando separados de seus lares e de suas famílias. Antes de continuarmos, convido você a conhecer e-book "A Jornada da Recuperação: Dicas para Tutores de Cães e Gatos do Pré ao Pós-operatório", um guia completo para ajudar você a passar com tranquilidade pelo pré e pós-operatório da cirurgia do seu pet. Voltando ao nosso tópico, essa separação pode ser especialmente difícil para animais mais apegados aos seus tutores ou que não estão acostumados a passar tempo longe de casa. Além disso, o ambiente hospitalar em si pode ser uma fonte de ansiedade para os animais e tutores. Odores, sons e visões desconhecidas podem ser assustadores para os animais, especialmente se não estão acostumados a ambientes clínicos. O contato com outros animais desconhecidos também pode aumentar o estresse e a ansiedade, especialmente se o animal não for socializado ou se for sensível à presença de outros animais. O desconhecimento do que está por vir também pode contribuir para a ansiedade antes da cirurgia em cães e gatos. Os animais não entendem o motivo pelo qual estão sendo levados ao hospital veterinário ou por que estão sendo submetidos a procedimentos médicos invasivos. Isso pode levar a um estado de apreensão e preocupação à medida que se aproximam do momento da cirurgia. O medo da dor ou do desconforto pós-operatório também pode ser uma fonte significativa de ansiedade para os animais. Mesmo que os tutores recebam informações detalhadas sobre o procedimento cirúrgico e o plano de manejo da dor, os animais não têm a capacidade de compreender completamente o que esperar durante a recuperação. Isso pode levar a preocupações e medos sobre o que está por vir e como eles vão se sentir após a cirurgia. Para ajudar a reduzir a ansiedade do pet antes da cirurgia, os tutores e os médicos veterinários podem adotar várias estratégias. Uma delas é fornecer um ambiente familiar e confortável para o animal antes de levá-lo ao hospital veterinário. Isso pode incluir trazer brinquedos, cobertores ou outros objetos familiares que ajudem a acalmar o animal e a reduzir o estresse da separação. Além disso, cabe ao médico veterinário fornecer informações e tranquilidade aos tutores sobre o procedimento cirúrgico e o plano de recuperação. Os veterinários devem estar disponíveis para responder a quaisquer perguntas ou preocupações dos tutores e oferecer orientações sobre como ajudar o animal a se preparar para a cirurgia. Isso pode incluir instruções sobre jejum pré-operatório, restrições alimentares ou medicamentos prescritos antes do procedimento. O uso de técnicas de manejo da dor e da ansiedade, como medicamentos pré-anestésicos ou terapia comportamental, pode ser benéfico para ajudar a reduzir o estresse do animal antes da cirurgia. Os medicamentos ansiolíticos podem ser prescritos para animais particularmente ansiosos ou sensíveis, ajudando a acalmá-los e a reduzir o desconforto emocional antes do procedimento. Em resumo, a ansiedade antes da cirurgia é uma preocupação válida para os tutores e médicos veterinários quando se trata de cães e gatos. Compreender as causas potenciais da ansiedade e adotar estratégias eficazes para reduzi-la são fundamentais para garantir uma experiência menos estressante e mais tranquila para o animal antes do procedimento cirúrgico. Com cuidados para amenizar a ansiedade, é possível ajudar os animais a se sentirem mais seguros e confortáveis durante esse período desafiador. Sobre o autor  

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Artrite imunomediada em cães e gatos: causas, sintomas e tratamento

Os fatores que iniciam a reação imunológica causando a artrite imunomediada são infecções, como por exemplo é visto em cães portadores de leishmaniose visceral canina ou com erliquiose.

A artrite imunomediada é causada pela deposição de imunocomplexos nas articulações (devido a uma reação de hipersensibilidade tipo III), ativação do complemento e atração de um grande número de neutrófilos para as articulações. Esse processo gera uma sinovite crônica, que pode ser pouco ou muito grave, com ou sem destruição da cartilagem e do tecido ósseo, além de presença de derrame sinovial. Geralmente, esse grupo de doenças afeta várias articulações, embora não seja descartada a presença de acometimento em uma única articulação. Raças predispostas
Há relatos que cães da raça Setter, Pastor Alemão e Spaniels adultos jovens tem maior predisposição para a doença. Classificação A artrite imunomediada por ser distinguida em dois grupos de acordo com as lesões líticas na cartilagem e/ou osso: a artrite imunomediada erosiva e não erosiva. Entre as artrites erosivas mediadas por imunocomplexos, está a artrite reumatóide, uma doença rara em cães e extremamente rara em gatos.
Esse tipo de artrite causa sinovite em várias articulações, sendo o principal fator causador o vírus da cinomose, embora a etiologia seja multifatorial. Outro tipo de artrite erosiva é a poliartrite periosteal (poliartrite progressiva crônica felina), e afeta as articulações do tarso e do carpo com uma reação periosteal acentuada. Esse tipo de artrite é mais frequente em adultos jovens e machos castrados. A FeLV está relacionada na apresentação desta doença, pois induz a formação de imunocomplexos. Existe também uma segunda variedade que afeta gatos mais velhos, causando deformidades articulares graves. Enquanto isso, a artrite imunomediada não erosiva, pode estar relacionada com o lúpus eritematoso sistêmico: a poliartrite é mais uma condição de todas as que podem ocorrer nesta doença (anemia imunomediada, trombocitopenia, leucopenia, glomerulonefrite, dermatite e polimiosite). Nesses casos, não há lesões na superfície da cartilagem ou no osso. Sinais clínicos Os sinais clínicos mais comuns são claudicação intermitente, podendo afetar várias extremidades, rigidez generalizada, edema articular, deformidade, crepitação, atrofia muscular, ligamentos rompidos. Sinais sistêmicos como depressão, febre e anorexia podem ocorrer ocasionalmente. Prognóstico Na maioria dos casos, o prognóstico é reservado, sendo o tratamento limitado a controlar os sinais de do, mas é medicação é sempre necessária. Tratamento Para a artrite reumatoide e poliartrite perióstica, nos estágios iniciais, elas podem ser tratadas com AINEs, mas o tratamento mais eficaz é prednisona/olona em doses imunossupressoras com ou sem ciclofosfamida. Para casos de artrite idiopática, o tratamento é realizado com prednisona/olona, ciclofosfamida ou azatioprina. Referências Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Kimura, Tohru. (2017). Canine rheumatoid arthritis characterized by hyperprolactinemia. Veterinary Science Development. 7. 10.4081/vsd.2017.6463. Kerwin, Sharon. (2010). Osteoarthritis in Cats. Topics in companion animal medicine. 25. 218-23. 10.1053/j.tcam.2010.09.004. Perry, Karen. (2017). Inflammatory Joint Disease in Cats. Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

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