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A osteotomia dupla de pelve para cães filhotes com displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é uma doença comum em cães, especialmente em filhotes de raças grandes e gigantes.
A displasia coxofemoral afeta as articulações do quadril, resultando em dor, claudicação e dificuldade de locomoção. Felizmente, a medicina veterinária oferece diversas opções de tratamento, sendo a osteotomia dupla de pelve uma das técnicas mais eficazes para cães filhotes com displasia coxofemoral.
A osteotomia dupla de pelve é uma cirurgia ortopédica que tem como objetivo melhorar a congruência e estabilidade da articulação do quadril, proporcionando alívio da dor e restauração da função normal. Essa cirurgia é especialmente indicada para cães filhotes, pois visa corrigir o problema antes que se desenvolvam alterações degenerativas irreversíveis na articulação.
O procedimento cirúrgico envolve duas osteotomias, ou seja, cortes no osso da pelve. A primeira osteotomia é realizada no ílio, onde uma porção do osso é realinhada para melhorar a cobertura da cabeça do fêmur. Isso permite uma maior estabilidade e reduz o desgaste da articulação. A segunda osteotomia é realizada no púbis, com o objetivo de reposicionar a inserção do músculo pectíneo, melhorando a cobertura da cabeça do fêmur e promovendo uma distribuição mais equilibrada das forças na articulação. A osteotomia dupla de pelve é uma cirurgia complexa que requer habilidade e experiência por parte do cirurgião veterinário. É realizada sob anestesia geral e exige cuidados pós-operatórios adequados, incluindo repouso estrito, medicação para controle da dor e fisioterapia.
Os resultados da osteotomia dupla de pelve em cães filhotes com displasia coxofemoral são geralmente excelentes. A maioria dos animais submetidos a essa cirurgia experimenta uma melhora significativa na qualidade de vida, com redução da dor e retorno à atividade normal.

É importante ressaltar que a recuperação completa pode levar algumas semanas ou meses, e é fundamental seguir todas as orientações do veterinário para garantir o sucesso do procedimento.
Em resumo, a osteotomia dupla de pelve é uma opção eficaz de tratamento para cães filhotes com displasia coxofemoral. Essa cirurgia ortopédica permite corrigir a má formação da articulação do quadril, proporcionando uma vida mais saudável e confortável para o animal.

Se o seu cãozinho apresenta sinais de displasia coxofemoral, consulte um ortopedista veterinário para avaliar a melhor abordagem terapêutica e discutir a possibilidade da osteotomia dupla de pelve. Referências bibliográficas Bartolomeu Santos et al. "Double pelvic osteotomy for treatment of hip dysplasia in dogs: 32 cases (1995-2007)." Journal of the American Veterinary Medical Association, 2009. Piermattei, Donald L., and Johnson, Kenneth A. "Pelvic osteotomies for the management of hip dysplasia." Veterinary Surgery, 2013. Sobre o autor
Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Acupuntura em cães

A acupuntura veterinária é um tipo de terapia que submete os cães à aplicação de agulhas finas em pontos específicos do corpo, sendo uma prática de terapia chinesa utilizada para tratar diversas doenças e tem ganhado espaço desde que estudos científicos comprovaram sua eficácia. Atualmente, a acupuntura para cães é um excelente meio auxiliar os pacientes acometidos por doenças ortopédicas, especialmente no auxílio do controle da dor. Indicação A acupuntura veterinária é uma terapia que apresenta excelente benefícios para o alívio da dor em pacientes em recuperação de cirurgias ortopédicas, assim como reduz a dor de cães acometidos por doenças articulares, como a osteoartrite , e também auxilia na analgesia de pacientes acometidos com problemas de coluna como as hérnias de disco . Os resultados da aplicação das agulhas finas em pontos específicos incluem a liberação de endorfinas para ajudar no bloqueio da dor, melhora da função nervosa, na circulação sanguínea e no desempenho do sistema imunológico. Na Ortho for Pets , clínica especializada em ortopedia, as sessões de acupuntura duram cerca de 30 minutos, e é bem aceita pela maioria dos pacientes, alguns pacientes chegam até a dormir durante as sessões. O número de sessões são determinadas por nossa veterinária acupunturista e variam de acordo com a necessidade de redução da dor em cada caso, mas geralmente variam entre 8 e 10 sessões. Lesões agudas geralmente exigem um programa de tratamento mais curto, enquanto um plano mais longo e menos intensivo pode ser mais adequado para animais de estimação com problemas crônicos. Em caso de interesse no tratamento com acupuntura, entre em contato com nossa equipe pelo whatsapp (11)91258-5102 para consultar e estabelecer um plano de tratamento para o seu pet. Referências bibliográficas Dias, Mirella & Barbosa, Mirian & Silva, Vanessa & Sá, Fabrício & Lima, Evilda. (2015). Clinical effect of acupuncture in dogs with neurological disorders. Revista Neurociências. 23. 562-566. 10.4181/RNC.2015.23.04.1054.05p. Habacher, Gabriele & Pittler, Max & Ernst, Edzard. (2006). Effectiveness of Acupuncture in Veterinary Medicine: Systematic Review. Journal of veterinary internal medicine / American College of Veterinary Internal Medicine. 20. 480-8. 10.1892/0891-6640(2006)20[480:EOAIVM]2.0.CO;2. Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Alzheimer em cães: a síndrome da disfunção cognitiva

Síndrome da disfunção cognitiva canina.
Definição A síndrome da disfunção cognitiva canina é o equivalente canino da doença de Alzheimer em humanos. Nessa doença, o cérebro do cão degenera gradualmente, levando a comportamentos anormais e senis que refletem o declínio da função cognitiva (percepção, atenção, compreensão e aprendizado). Predisposição O Alzheimer canino ocorre em cães mais velhos, geralmente após os 8 ou 9 anos de idade, e pode acometer cães de qualquer raça e sexo. Etiologia (causa) Nesses animais há o acúmulo de uma substância tóxica para o cérebro chamada proteína beta-amilóide. Essa substância vem de uma proteína maior encontrada na membrana gordurosa que envolve as células nervosas. A beta-amilóide é quimicamente "pegajosa" e se junta aos poucos formando placas. Nessa doença, ocorrem também outras mudanças no cérebro, tais como redução do fluxo sanguíneo e disfunção dos neurônios. Sinais clínicos (sintomas) Os sinais clínicos mais comuns em cães com essa doença são: desorientação, interações anormais, perturbações do ciclo vigília (sono), urinar e defecar em locais anormais, menos interação com os tutores, e diminuição do interesse em comer. Diagnóstico Para diagnosticar o Alzheimer canino, além dos sinais clínicos, histórico e avaliação física, a ressonância magnética permite avaliar anormalidades no cérebro do cão, tais como a atrofia de hipocampo (região importante para aprendizagem, memória, etc). Tratamento Existem vários tratamentos que podem retardar a progressão da doença e aliviar alguns dos sintomas do cão. A mudança na dieta pode auxiliar com antioxidantes, gorduras e ácidos graxos que podem proteger e promover células saudáveis. Os triglicerídeos de cadeia média fornecem energia para o cérebro do cão, uma vez que o cérebro é menos capaz de usar a glicose nessa doença. Alguns medicamentos que aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro também podem ajudar cães com Alzheimer. O enriquecimento cognitivo também pode ser utilizado para o tratamento e consiste em exercícios, interações sociais, fornecer novos brinquedos e ensinar novos comandos ao seu cão. Prognóstico Infelizmente cães com Alzheimer tem a progressão da doença, no entanto, caso ela seja detectada precocemente e tratada de forma eficaz, o cão poderá viver uma vida com qualidade. Alguns casos graves de Alzheimer podem ter um prognóstico pior e um avanço mais rápido. Referências bibliográficas 1. Posadas, Laura & Hançerlioğlu, Sadık & Fountouki, Antigoni & Theofanidis, Dimitrios. (2019). Dog therapy for people with dementia: a systematic review. Health & Research Journal. 5. 99. 10.12681/healthresj.21000. Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Artrite imunomediada em cães e gatos: causas, sintomas e tratamento

Os fatores que iniciam a reação imunológica causando a artrite imunomediada são infecções, como por exemplo é visto em cães portadores de leishmaniose visceral canina ou com erliquiose.

A artrite imunomediada é causada pela deposição de imunocomplexos nas articulações (devido a uma reação de hipersensibilidade tipo III), ativação do complemento e atração de um grande número de neutrófilos para as articulações. Esse processo gera uma sinovite crônica, que pode ser pouco ou muito grave, com ou sem destruição da cartilagem e do tecido ósseo, além de presença de derrame sinovial. Geralmente, esse grupo de doenças afeta várias articulações, embora não seja descartada a presença de acometimento em uma única articulação. Raças predispostas
Há relatos que cães da raça Setter, Pastor Alemão e Spaniels adultos jovens tem maior predisposição para a doença. Classificação A artrite imunomediada por ser distinguida em dois grupos de acordo com as lesões líticas na cartilagem e/ou osso: a artrite imunomediada erosiva e não erosiva. Entre as artrites erosivas mediadas por imunocomplexos, está a artrite reumatóide, uma doença rara em cães e extremamente rara em gatos.
Esse tipo de artrite causa sinovite em várias articulações, sendo o principal fator causador o vírus da cinomose, embora a etiologia seja multifatorial. Outro tipo de artrite erosiva é a poliartrite periosteal (poliartrite progressiva crônica felina), e afeta as articulações do tarso e do carpo com uma reação periosteal acentuada. Esse tipo de artrite é mais frequente em adultos jovens e machos castrados. A FeLV está relacionada na apresentação desta doença, pois induz a formação de imunocomplexos. Existe também uma segunda variedade que afeta gatos mais velhos, causando deformidades articulares graves. Enquanto isso, a artrite imunomediada não erosiva, pode estar relacionada com o lúpus eritematoso sistêmico: a poliartrite é mais uma condição de todas as que podem ocorrer nesta doença (anemia imunomediada, trombocitopenia, leucopenia, glomerulonefrite, dermatite e polimiosite). Nesses casos, não há lesões na superfície da cartilagem ou no osso. Sinais clínicos Os sinais clínicos mais comuns são claudicação intermitente, podendo afetar várias extremidades, rigidez generalizada, edema articular, deformidade, crepitação, atrofia muscular, ligamentos rompidos. Sinais sistêmicos como depressão, febre e anorexia podem ocorrer ocasionalmente. Prognóstico Na maioria dos casos, o prognóstico é reservado, sendo o tratamento limitado a controlar os sinais de do, mas é medicação é sempre necessária. Tratamento Para a artrite reumatoide e poliartrite perióstica, nos estágios iniciais, elas podem ser tratadas com AINEs, mas o tratamento mais eficaz é prednisona/olona em doses imunossupressoras com ou sem ciclofosfamida. Para casos de artrite idiopática, o tratamento é realizado com prednisona/olona, ciclofosfamida ou azatioprina. Referências Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Kimura, Tohru. (2017). Canine rheumatoid arthritis characterized by hyperprolactinemia. Veterinary Science Development. 7. 10.4081/vsd.2017.6463. Kerwin, Sharon. (2010). Osteoarthritis in Cats. Topics in companion animal medicine. 25. 218-23. 10.1053/j.tcam.2010.09.004. Perry, Karen. (2017). Inflammatory Joint Disease in Cats. Sobre o autor

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Artrite reumatóide em cães e gatos

Confira nosso artigo completo sobre artropatias clicando aqui.
Definição A artrite reumatóide é um doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico do animal produz anticorpos que atacam diretamente suas articulações. Esse tipo de artrite é do tipo erosiva, causando erosões na superfície articular (destruição da cartilagem e do osso subcondral). Nessa doença, o sistema autoimune lesa principalmente a articulação rádio-cárpica (punho) em ambos os lados. Etiologia (causa) Não se sabe ao certo o que leva um cão a ter artrite reumatóide, entretanto, fatores hereditários tem sido considerados como a causa base da doença. Raças predispostas A artrite reumatóide é rara em cães e extremamente rara em gatos e não há predisposição racial, embora tenha sido mais relatada em Poodles e Greyhounds. O início da doença costuma ocorrer entre 2 e 4 anos de idade e não há predisposição por sexo. Sinais clínicos Os sinais clínicos de pacientes com artrite reumatóide são variáveis, e incluem:
Dor articular Edema articular Febre Anorexia Frouxidão articular Claudicação
Diagnóstico O diagnóstico da artrite reumatóide pode ser feito através da avaliação do fator reumatóide. Além das alterações em exame físico, na radiografia é possível observar edema periarticular, derrame, colapso articular e destruição do osso subcondral. A biópsia da articulação e análise de líquido sinovial também podem ser realizados. Tratamento Para o tratamento da artrite reumatóide o médico veterinário poderá indicar medicamentos como corticóides e quimioterápicos (como ciclofosfamida e azatioprina). Prognóstico Infelizmente o prognóstico da artrite reumatóide é reservado, entretanto, é possível trabalhar na qualidade de vida dos pacientes. Referências bibliográficas Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Kimura, Tohru. (2017). Canine rheumatoid arthritis characterized by hyperprolactinemia. Veterinary Science Development. 7. 10.4081/vsd.2017.6463. Kerwin, Sharon. (2010). Osteoarthritis in Cats. Topics in companion animal medicine. 25. 218-23. 10.1053/j.tcam.2010.09.004. Perry, Karen. (2017). Inflammatory Joint Disease in Cats. Sobre o autor

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Artrite séptica em cães

A artrite séptica em cães é uma inflamação das articulações causada por uma infecção bacteriana. Pode ocorrer em qualquer idade, raça ou sexo de cães, embora seja mais comum em cães jovens e filhotes.

A artrite séptica é geralmente causada pela disseminação de bactérias através da corrente sanguínea, devido a uma infecção em outra parte do corpo, como infecções dentárias, de ouvido ou de pele, ou como resultado de uma cirurgia ou trauma. Também pode ocorrer quando as bactérias entram diretamente na articulação, como resultado de uma ferida penetrante. Alguns fatores de risco para a artrite séptica em cães incluem a presença de outras doenças ou lesões que podem enfraquecer o sistema imunológico do animal, tais como diabetes, doenças hepáticas ou renais, e imunossupressão. Os sintomas de artrite séptica em cães incluem claudicação (mancar), rigidez articular, inchaço e calor na articulação afetada, dor ao toque, letargia e febre. A artrite séptica em cães também pode causar uma diminuição na mobilidade e atividade geral do cão, uma vez que a dor e a inflamação nas articulações afetadas podem ser muito intensas. Em casos graves, a artrite séptica pode causar danos permanentes às articulações e até mesmo causar a morte do animal se a infecção se espalhar para outras partes do corpo. O diagnóstico da artrite séptica é feito por meio de cultura e antibiograma. O tratamento da artrite séptica em cães envolve a administração de antibióticos apropriados e analgésicos para aliviar a dor. Às vezes, pode ser necessária a drenagem cirúrgica do líquido sinovial para aliviar o inchaço.

A fisioterapia também pode ser necessária com exercícios leves para ajudar a prevenir a rigidez articular e a manter a função muscular adequada. Em resumo, a artrite séptica em cães é uma inflamação das articulações causada por uma infecção bacteriana. Como a artrite séptica é uma condição grave, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para minimizar os danos às articulações e melhorar as chances de recuperação. Em geral, o prognóstico para a artrite séptica em cães é melhor quando a condição é diagnosticada precocemente e tratada rapidamente. Referências bibliográficas Soontornvipart, Kumpanart & Kohout, P. & Proks, Pavel. (2003). Septic Arthritis in Dogs: A Retrospective Study of 20 Cases (2000-2002). Acta Veterinaria Brno. 72. 405-413. 10.2754/avb200372030405. Sobre o autor

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Artrodese de punho em cães

A artrodese de punho, ou atrodese pancarpal é um procedimento cirúrgico realizado em cães para imobilizar a articulação do carpo (punho) quando há instabilidade ou doença articular grave. Esta cirurgia é indicada em casos de lesões crônicas, instabilidade articular grave, fraturas intra-articulares complexas, ou em situações em que outras opções de tratamento não foram eficazes. A artrodese pancarpal em cães envolve a fusão cirúrgica dos ossos do rádio, carpo e metacarpos, criando uma união permanente entre os ossos adjacentes através do uso de placas ósseas e parafusos, e em ocasiões menos comuns, fixadores esqueléticos externos. Algumas das condições que podem levar à recomendação de artrodese de punho incluem:
Artrite grave:  Doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, ou formas degenerativas de artrite, podem danificar as articulações do punho, causando dor intensa e limitação funcional.
Lesões traumáticas:  Fraturas intra-articulares, luxações recorrentes ou outras lesões graves que resultam em instabilidade crônica e perda de função podem justificar a artrodese para estabilizar a articulação.
Artrose avançada:  A degeneração progressiva das cartilagens nas articulações do punho pode levar à artrose avançada, causando dor e limitando o movimento.
Instabilidade ligamentar crônica:  Lesões nos ligamentos do punho que não respondem adequadamente ao tratamento conservador podem resultar em instabilidade persistente, justificando a artrodese para proporcionar estabilidade. Falha de procedimentos anteriores:  Caso procedimentos anteriores, como cirurgias de reconstrução óssea, não tenham sido eficazes ou tenham levado a complicações, a artrodese pode ser considerada como uma opção para aliviar a dor e melhorar a estabilidade. A artrodese de punho, que envolve a fusão cirúrgica das articulações do punho, resulta na imobilização dessa articulações. Como resultado, a principal função afetada é a capacidade de realizar movimentos de flexão e extensão do punho. A artrodese de punho limita a amplitude de movimento nessas direções porque as articulações são fixadas cirurgicamente, impedindo-as de se moverem de forma independente. A rigidez resultante é geralmente considerada necessária para corrigir problemas como instabilidade crônica, lesões graves ou doenças articulares progressivas. Embora a fusão articular restrinja a flexão e extensão, outras funções, como a rotação do antebraço e os movimentos dos dedos, geralmente não são diretamente afetadas pela artrodese de punho. No entanto, é importante considerar que a perda de mobilidade nas articulações do punho pode impactar indiretamente a funcionalidade de outras partes do membro torácico dos cães. O período pós-operatório é crucial para garantir uma recuperação adequada. Os cães geralmente requerem restrição de atividade, fisioterapia e acompanhamento veterinário regular para monitorar a cicatrização e ajustar a terapia conforme necessário.
É importante notar que a decisão de realizar uma artrodese pancarpal em um cão deve ser baseada em uma avaliação completa do histórico médico, exames físicos, exames de imagem e discussões detalhadas entre o veterinário e o tutor do animal. O prognóstico e a recuperação podem variar dependendo da condição específica do paciente. Referências bibliográficas Buote, Nicole & McDonald, Daryl & Radasch, Robert. (2009). Pancarpal and Partial Carpal Arthrodesis. Compendium (Yardley, PA). 31. 180-92. D.V.M, ROBERT & D.V.M, S. & D.V.M, ALIDA. (2008). Pancarpal Arthrodesis in the Dog: A Review of Forty‐five Cases. Veterinary Surgery. 10. 35 - 43. 10.1111/j.1532-950X.1981.tb00627.x. Sobre o autor

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Artrose em cães e gatos

Doença articular degenerativa, osteoartrose.

A osteoartrose, também conhecida como doença articular degenerativa, é uma doença crônica, muito dolorosa, degenerativa e inflamatória que afeta as articulações sinoviais e acaba causando perda de mobilidade. É muito comum em cães mais velhos e ainda não há cura definitiva. Pode originar-se de instabilidade, inflamação crônica, incongruência na articulação. No cão, muitas vezes se origina de desgastes mecânicos de diferentes causas. Em seguida, começa uma ruptura física da superfície da cartilagem, que por sua vez causará o início de alterações bioquímicas que afetarão toda a articulação, degradando os tecidos articulares. O tratamento pode ser feito por meio de cirurgia veterinária , mas existem outras alternativas. A abordagem terapêutica terá como objetivo melhorar a qualidade de vida do cão, eliminando ou reduzindo a dor e a inflamação, conforme o ganho de mobilidade. Tendo em conta que a doença é degenerativa e progressiva, é aconselhável iniciar o tratamento o mais cedo possível. O tratamento não cirúrgico deve ser a primeira escolha, pois em muitos casos é bem sucedido. Qualquer tratamento deve ser abordado na perspectiva integral dos componentes da articulação: cartilagem, osso e cápsula sinovial. O primeiro ponto é o uso de anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) para reduzir a inflamação e para o alívio da dor sintomática. Estes irão inibir a via inflamatória da cicloxigenase (COX I e COX II), e os inibidores seletivos da COX II. O alívio da dor deve ser feito também com analgésicos. O segundo passo é a restrição da ingestão alimentar para diminuir o início e a progressão da artrose. Em cães com excesso de peso, a redução de peso como único tratamento demonstrou aliviar a dor e melhorar a função dos membros com dor nas articulações. Nestes pacientes, caminhadas diárias com guia são recomendadas. Exercícios leves e de curta duração (natação, caminhadas) são ideais para promover a saúde física e o controle do peso do cão. Como consequência de tudo isso, os membros vão suportar uma carga menor, facilitando a mobilidade da articulação. Ao mesmo tempo essa terapia contribui para a manutenção do peso corporal, reverte a atrofia muscular presente. Uma boa abordagem nutricional pode ajudar a reduzir a carga de medicamentos no tratamento da artrose, ao reduzir os efeitos adversos que acarretam. As evidências existentes suportam que a prescrição de dietas com grandes quantidades de ácidos graxos ômega-3 são eficazes nessa doença. São suplementos amplamente utilizados na medicina humana, que também apresentam evidências na medicina veterinária. O uso de condroprotetores: a combinação de glucosamina e sulfato de condroitina estimula o metabolismo da cartilagem , inibindo sua degradação, reduzindo os sintomas clínicos, tanto em pacientes com OA como em condições pós-cirúrgicas veterinárias. O ácido hialurônico administrado por via oral é absorvido no intestino e depositado nas articulações. Sua suplementação melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes com sintomas de artrose. Além disso, a ingestão de vitamina K evita a perda óssea, o risco de fraturas e a incidência de osteoartrite por meio do aumento da mineralização óssea, formação de osso/cartilagem e inibição da calcificação da cartilagem. Portanto, com a dieta, é possível combinar nutrientes que visam modificar as diferentes estruturas articulares (osso, cartilagem, o líquido sinovial), que são afetados pela artrose e modificar suas vias bioquímicas patológicas (anti-inflamatórias e antioxidantes) para ajudar a retardar a progressão da doença e aliviar o quadro clínico. Esse tratamento, em combinação com a redução de peso e a fisioterapia veterinária (para alívio da dor e fortalecimento muscular), tem apresentado bons resultados no tratamento não cirúrgico de pacientes com a doença articular degenerativa (artrose). Referências Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Pettitt, Rob & German, Alexander. (2015). Investigation and management of canine osteoarthritis. In Practice. 37. 1-8. 10.1136/inp.h5763. Sobre o autor

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Ataxia em cães

A ataxia é um distúrbio neurológico que afeta a coordenação muscular e o equilíbrio dos cães. Ela pode ser causada por uma série de condições, incluindo lesões cerebrais, infecções, tumores, envenenamento, entre outras.
Um cão com ataxia apresenta problemas para andar, e tende a tropeçar ou cair, apresentar movimentos descoordenados, dificuldade para subir ou descer escadas, marcha cambaleante e falta de controle sobre a posição da cabeça e pescoço. O diagnóstico da doença que está causando os sinais de ataxia em cães envolve um exame físico neurológico completo, com o auxílio de exames laboratoriais, incluindo exames de sangue e urina, radiografias e, em alguns casos, ressonância magnética ou tomografia computadorizada. É importante ressaltar que a ataxia é um sinal clínico (sintoma) e não uma doença específica, por isso é crucial identificar a causa subjacente do distúrbio para fornecer o tratamento adequado.
Entre as doenças que podem causar ataxia em cães, estão: Doenças neurológicas: doenças que afetam o sistema nervoso central ou periférico podem causar ataxia em cães. Exemplos incluem a cinomose, doença de disco intervertebral, síndrome de Wobbler, encefalomielite canina, e epilepsia. Intoxicação: substâncias tóxicas, como produtos de limpeza, plantas venenosas, venenos de roedores, e medicamentos, podem causar ataxia em cães. Problemas metabólicos: alguns distúrbios metabólicos, como a hipoglicemia, hipotireoidismo, e doença hepática, podem causar ataxia em cães. Trauma: lesões traumáticas na cabeça, coluna vertebral ou membros podem resultar em ataxia. Tumores cerebrais: tumores que afetam o cérebro podem causar ataxia em cães. Infecções: infecções bacterianas, virais ou fúngicas, como a meningite, encefalite, podem causar ataxia em cães. Problemas genéticos: algumas raças de cães podem estar predispostas a distúrbios genéticos que afetam o sistema nervoso, causando ataxia. O tratamento da ataxia em cães depende da causa subjacente do distúrbio e pode incluir medicação para controlar a inflamação, a dor ou outras condições relacionadas, além de fisioterapia, exercícios específicos, e em alguns casos, cirurgia.
A ataxia pode ser uma condição grave e que requer atenção veterinária imediata. Caso você note quaisquer sinais de ataxia em seu cão, é essencial procurar ajuda profissional o mais rápido possível para ajudar a identificar a causa subjacente e iniciar o tratamento adequado. Referências bibliográficas Chuzel, Thomas & Rivier, P.. (2005). Diagnostic approach to ataxia in dogs and cats. 36. 38-41. Urkasemsin, Ganokon & Olby, Natasha. (2014). Canine Hereditary Ataxia. The Veterinary clinics of North America. Small animal practice. 44. 1075-1089. 10.1016/j.cvsm.2014.07.005. Sobre o autor

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Atrofia muscular em cães

Condição comum em cães idosos, a atrofia muscular ocorre quando há enfraquecimento e perda do volume muscular devido à diminuição do tamanho das células musculares.
Em cães com problemas articulares, tais como: displasia coxofemoral , displasia de cotovelo , ruptura de ligamento cruzado cranial , luxação de patela e pacientes submetidos à cirurgia, a atrofia muscular está presente com frequência, uma vez que os pacientes poupam o membro acometido pela doença devido à dor e ao desconforto, deslocando o peso para os membros saudáveis. Etiologia (causa) Existem três tipos mais comuns de atrofia muscular em cães: 1) Atrofia por desuso: Ocorre como consequência da falta de atividade do tecido muscular, esse tipo de atrofia é a mais comum e geralmente afeta cães sedentários, idosos ou ocorre de forma secundária a alguma doença ortopédica, como citado anteriormente. 2) Atrofia muscular neurogênica: Esse tipo de atrofia muscular ocorre por lesão em algum nervo que se conecta ao músculo, sendo uma forma mais severa e repentina de atrofia. Ocorre por exemplo, em caso de neoplasias de origem nervosa. 3) Doença imunomediada. Esse tipo de atrofia muscular acontece como consequência de uma resposta imunomediada do organismo, que atua contra as próprias fibras musculares, como ocorre na miosite dos músculos mastigatórios. Tratamento Em atrofias por desuso, o principal objetivo no tratamento da atrofia muscular é causar a hipertrofia, uma vez que a musculatura saudável permite ao paciente sobrecarregar menos o tecido ósseo e articular danificado. Nos casos mais comuns de atrofia muscular, a prática de exercícios físicos direcionados por meio de fisioterapia veterinária permitem a recuperação da musculatura, sendo a hidroterapia indicada com frequência para esses casos. O tratamento com eletroestimulação também pode ser realizado para esses pacientes.
A mudança da dieta tem uma importante função no ganho muscular de pacientes atrofiados por desuso. Em casos de atrofia muscular por doença imunomediada, o tratamento pode ser realizado através do uso de imunossupressores. Referências bibliográficas Fantinati, Marco & Priymenko, Nathalie. (2019). Global and localized muscle atrophy score for dogs and cats. Sobre o autor

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Aumento de fosfatase alcalina (FA) em cães com problemas ortopédicos

O aumento da fosfatase alcalina (FA) em cães pode ser observado em diversas condições, e problemas ortopédicos não são uma causa direta comum de elevação da FA. A fosfatase alcalina é uma enzima encontrada em diversos tecidos, incluindo ossos, fígado, intestinos e rins. Portanto, alterações nos níveis de fosfatase alcalina podem estar associadas a várias condições, incluindo aquelas que afetam o sistema musculoesquelético. A principal função da fosfatase alcalina é catalisar a hidrólise de grupos fosfato de diferentes moléculas, agindo em um ambiente alcalino (pH mais elevado). Alguns motivos pelos quais a fosfatase alcalina pode estar elevada em cães com problemas ortopédicos incluem:
Crescimento ósseo ativo: Em cães jovens em crescimento, é normal ter níveis elevados de fosfatase alcalina devido à atividade óssea. Problemas ortopédicos que afetam o crescimento ósseo podem contribuir para isso.
Fraturas ósseas: Fraturas e lesões ósseas podem levar ao aumento da fosfatase alcalina durante o processo de cicatrização. Doenças ósseas metabólicas: Algumas condições ortopédicas, como doenças ósseas metabólicas, podem influenciar os níveis de fosfatase alcalina. Doenças hepáticas: É importante observar que o fígado é outra fonte significativa de fosfatase alcalina. Problemas hepáticos podem contribuir para o aumento dessa enzima. Prenhez : Níveis mais altos de FA são esperados devido à atividade placentária. Embora o aumento da fosfatase alcalina possa estar associado a problemas ortopédicos, é essencial considerar outros fatores, como a idade do animal, histórico médico completo e possíveis condições hepáticas. Um exame clínico abrangente, testes laboratoriais adicionais e, possivelmente, exames de imagem podem ser necessários para determinar a causa subjacente do aumento da fosfatase alcalina em um cão com problemas ortopédicos. A interpretação dos resultados e o plano de tratamento devem ser realizados por um veterinário, que poderá oferecer orientações específicas para a saúde do seu animal de estimação. Referências bibliográficas Komnenou, Anastasia & Karayannopoulou, Maria & Polizopoulou, Zoe & Constantinidis, Theodoros & Dessiris, A. (2005). Correlation of serum alkaline phosphatase activity with the healing process of long bone fractures in dogs. Veterinary clinical pathology / American Society for Veterinary Clinical Pathology. 34. 35-8. 10.1111/j.1939-165X.2005.tb00006.x. Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Avulsão da tuberosidade da tíbia em cães: etiologia, diagnóstico e tratamento

Definição A tuberosidade da tíbia é uma apófise (saliência), onde localiza-se a inserção da musculatura do quadríceps, através do tendão patelar.
Etiologia (causa)
Quando o joelho é flexionado com força excessiva, o resultado pode ser a avulsão dessa tuberosidade. O deslocamento pode ser mínimo ou grave, resultando em descolamento da tuberosidade e deslocamento proximal da patela. Raças predispostas Essa é uma fratura comum em filhotes, uma vez que as placas de crescimento estão abertas, e a região está em um período de menor resistência. Cães de raça grande e com musculatura bastante desenvolvida, também podem fazer avulsão da tuberosidade mais facilmente. Diagnóstico
Os pacientes com avulsão costumam não conseguir apoiar o membro acometido devido a força exercida pela musculatura do quadríceps na região. A palpação da tuberosidade costuma ser dolorosa. Além disso, radiografias da tíbia acometida e da contralateral podem ser úteis para confirmar o diagnóstico e determinar o grau de deslocamento do lado afetado, uma vez que a placa de crescimento pode se apresentar larga normalmente na tíbia imatura.
Tratamento O manejo conservador usando uma coaptação externa com uma tala ou gesso pode ser o tratamento eleito nos casos em que haja um mínimo deslocamento e claudicação leve.
A coaptação externa também pode ser escolhida nos casos mais crônicos devido ao diagnóstico tardio, uma vez que a redução aberta pode ser um desafio se a cirurgia for atrasada por longos períodos. Nos casos cirúrgicos, onde há deslocamento grave, em pacientes pequenos é possível realizar a fixação com dois fios de kirschner, pinos de steinmann ou com parafuso compressivo. Na maioria dos casos, um pino e banda de tensão é a técnica recomendada. Pós-operatório

A restrição de exercícios deve ser recomendada até a primeira radiografia, e o acompanhamento radiográfico deverá ser realizado novamente em 3-4 semanas. Em animais com potencial de maior crescimento, os implantes devem ser removidos, uma vez que a cura radiográfica é evidente normalmente em 3-6 semanas.
Prognóstico
O prognóstico para o retorno total à função é bom.
Possíveis complicações Entre as principais complicações estão: migração dos pinos; falha dos pinos, fios de kirschner ou parafuso, além de lesões induzidas pelos implantes. Referências bibliográficas FOSSUM, T.W. Cirurgia de pequenos animais, 4a ed. Elsevier, 2014. Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades . Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

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