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Acupuntura em cães

Definição A acupuntura veterinária é um tipo de terapia que submete os cães à aplicação de agulhas finas em pontos específicos do corpo, sendo uma prática de terapia chinesa utilizada para tratar diversas doenças e tem ganhado espaço desde que estudos científicos comprovaram sua eficácia. Atualmente, a acupuntura para cães é um excelente meio auxiliar os pacientes acometidos por doenças ortopédicas, especialmente no auxílio do controle da dor. Indicação A acupuntura veterinária é uma terapia que apresenta excelente benefícios para o alívio da dor em pacientes em recuperação de cirurgias ortopédicas, assim como reduz a dor de cães acometidos por doenças articulares, como a osteoartrite, e também auxilia na analgesia de pacientes acometidos com problemas de coluna como as hérnias de disco. Os resultados da aplicação das agulhas finas em pontos específicos incluem a liberação de endorfinas para ajudar no bloqueio da dor, melhora da função nervosa, na circulação sanguínea e no desempenho do sistema imunológico. Na Ortho for Pets, clínica especializada em ortopedia, as sessões de acupuntura duram cerca de 30 minutos, e é bem aceita pela maioria dos pacientes, alguns pacientes chegam até a dormir durante as sessões. O número de sessões são determinadas por nossa veterinária acupunturista e variam de acordo com a necessidade de redução da dor em cada caso, mas geralmente variam entre 8 e 10 sessões. Lesões agudas geralmente exigem um programa de tratamento mais curto, enquanto um plano mais longo e menos intensivo pode ser mais adequado para animais de estimação com problemas crônicos. Em caso de interesse no tratamento com acupuntura, entre em contato com nossa equipe pelo whatsapp (11)91258-5102 para consultar e estabelecer um plano de tratamento para o seu pet. Referências bibliográficas Dias, Mirella & Barbosa, Mirian & Silva, Vanessa & Sá, Fabrício & Lima, Evilda. (2015). Clinical effect of acupuncture in dogs with neurological disorders. Revista Neurociências. 23. 562-566. 10.4181/RNC.2015.23.04.1054.05p. Habacher, Gabriele & Pittler, Max & Ernst, Edzard. (2006). Effectiveness of Acupuncture in Veterinary Medicine: Systematic Review. Journal of veterinary internal medicine / American College of Veterinary Internal Medicine. 20. 480-8. 10.1892/0891-6640(2006)20[480:EOAIVM]2.0.CO;2. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Alzheimer em cães: a síndrome da disfunção cognitiva

Síndrome da disfunção cognitiva canina Definição A síndrome da disfunção cognitiva canina é o equivalente canino da doença de Alzheimer em humanos. Nessa doença, o cérebro do cão degenera gradualmente, levando a comportamentos anormais e senis que refletem o declínio da função cognitiva (percepção, atenção, compreensão e aprendizado). Predisposição O Alzheimer canino ocorre em cães mais velhos, geralmente após os 8 ou 9 anos de idade, e pode acometer cães de qualquer raça e sexo. Etiologia (causa) Nesses animais há o acúmulo de uma substância tóxica para o cérebro chamada proteína beta-amilóide. Essa substância vem de uma proteína maior encontrada na membrana gordurosa que envolve as células nervosas. A beta-amilóide é quimicamente "pegajosa" e se junta aos poucos formando placas. Nessa doença, ocorrem também outras mudanças no cérebro, tais como redução do fluxo sanguíneo e disfunção dos neurônios. Sinais clínicos (sintomas) Os sinais clínicos mais comuns em cães com essa doença são: desorientação, interações anormais, perturbações do ciclo vigília (sono), urinar e defecar em locais anormais, menos interação com os tutores, e diminuição do interesse em comer. Diagnóstico Para diagnosticar o Alzheimer canino, além dos sinais clínicos, histórico e avaliação física, a ressonância magnética permite avaliar anormalidades no cérebro do cão, tais como a atrofia de hipocampo (região importante para aprendizagem, memória, etc). Tratamento Existem vários tratamentos que podem retardar a progressão da doença e aliviar alguns dos sintomas do cão. A mudança na dieta pode auxiliar com antioxidantes, gorduras e ácidos graxos que podem proteger e promover células saudáveis. Os triglicerídeos de cadeia média fornecem energia para o cérebro do cão, uma vez que o cérebro é menos capaz de usar a glicose nessa doença. Alguns medicamentos que aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro também podem ajudar cães com Alzheimer. O enriquecimento cognitivo também pode ser utilizado para o tratamento e consiste em exercícios, interações sociais, fornecer novos brinquedos e ensinar novos comandos ao seu cão. Prognóstico Infelizmente cães com Alzheimer tem a progressão da doença, no entanto, caso ela seja detectada precocemente e tratada de forma eficaz, o cão poderá viver uma vida com qualidade. Alguns casos graves de Alzheimer podem ter um prognóstico pior e um avanço mais rápido. Referências bibliográficas 1. Posadas, Laura & Hançerlioğlu, Sadık & Fountouki, Antigoni & Theofanidis, Dimitrios. (2019). Dog therapy for people with dementia: a systematic review. Health & Research Journal. 5. 99. 10.12681/healthresj.21000. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91152-4321 ou (11)91258-5102.

Artrite imunomediada em cães e gatos: causas, sintomas e tratamento

Etiologia Os fatores que iniciam a reação imunológica causando a artrite imunomediada são infecções, como por exemplo é visto em cães portadores de leishmaniose visceral canina ou com erliquiose. A artrite imunomediada é causada pela deposição de imunocomplexos nas articulações (devido a uma reação de hipersensibilidade tipo III), ativação do complemento e atração de um grande número de neutrófilos para as articulações. Esse processo gera uma sinovite crônica, que pode ser pouco ou muito grave, com ou sem destruição da cartilagem e do tecido ósseo, além de presença de derrame sinovial. Geralmente, esse grupo de doenças afeta várias articulações, embora não seja descartada a presença de acometimento em uma única articulação. Raças predispostas Há relatos que cães da raça Setter, Pastor Alemão e Spaniels adultos jovens tem maior predisposição para a doença. Classificação A artrite imunomediada por ser distinguida em dois grupos de acordo com as lesões líticas na cartilagem e/ou osso: a artrite imunomediada erosiva e não erosiva. Entre as artrites erosivas mediadas por imunocomplexos, está a artrite reumatóide, uma doença rara em cães e extremamente rara em gatos. Esse tipo de artrite causa sinovite em várias articulações, sendo o principal fator causador o vírus da cinomose, embora a etiologia seja multifatorial. Outro tipo de artrite erosiva é a poliartrite periosteal (poliartrite progressiva crônica felina), e afeta as articulações do tarso e do carpo com uma reação periosteal acentuada. Esse tipo de artrite é mais frequente em adultos jovens e machos castrados. A FeLV está relacionada na apresentação desta doença, pois induz a formação de imunocomplexos. Existe também uma segunda variedade que afeta gatos mais velhos, causando deformidades articulares graves. Enquanto isso, a artrite imunomediada não erosiva, pode estar relacionada com o lúpus eritematoso sistêmico: a poliartrite é mais uma condição de todas as que podem ocorrer nesta doença (anemia imunomediada, trombocitopenia, leucopenia, glomerulonefrite, dermatite e polimiosite). Nesses casos, não há lesões na superfície da cartilagem ou no osso. Sinais clínicos Os sinais clínicos mais comuns são claudicação intermitente, podendo afetar várias extremidades, rigidez generalizada, edema articular, deformidade, crepitação, atrofia muscular, ligamentos rompidos. Sinais sistêmicos como depressão, febre e anorexia podem ocorrer ocasionalmente. Prognóstico Na maioria dos casos, o prognóstico é reservado, sendo o tratamento limitado a controlar os sinais de do, mas é medicação é sempre necessária. Tratamento Para a artrite reumatoide e poliartrite perióstica, nos estágios iniciais, elas podem ser tratadas com AINEs, mas o tratamento mais eficaz é prednisona/olona em doses imunossupressoras com ou sem ciclofosfamida. Para casos de artrite idiopática, o tratamento é realizado com prednisona/olona, ciclofosfamida ou azatioprina. Referências Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Kimura, Tohru. (2017). Canine rheumatoid arthritis characterized by hyperprolactinemia. Veterinary Science Development. 7. 10.4081/vsd.2017.6463. Kerwin, Sharon. (2010). Osteoarthritis in Cats. Topics in companion animal medicine. 25. 218-23. 10.1053/j.tcam.2010.09.004. Perry, Karen. (2017). Inflammatory Joint Disease in Cats. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91152-4321 ou (11)91258-5102.

Artrite reumatóide em cães e gatos

Confira nosso artigo completo sobre artropatias clicando aqui. Definição A artrite reumatóide é um doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico do animal produz anticorpos que atacam diretamente suas articulações. Esse tipo de artrite é do tipo erosiva, causando erosões na superfície articular (destruição da cartilagem e do osso subcondral). Nessa doença, o sistema autoimune lesa principalmente a articulação rádio-cárpica (punho) em ambos os lados. Etiologia (causa) Não se sabe ao certo o que leva um cão a ter artrite reumatóide, entretanto, fatores hereditários tem sido considerados como a causa base da doença. Raças predispostas A artrite reumatóide é rara em cães e extremamente rara em gatos e não há predisposição racial, embora tenha sido mais relatada em Poodles e Greyhounds. O início da doença costuma ocorrer entre 2 e 4 anos de idade e não há predisposição por sexo. Sinais clínicos Os sinais clínicos de pacientes com artrite reumatóide são variáveis, e incluem: Dor articular Edema articular Febre Anorexia Frouxidão articular Claudicação Diagnóstico O diagnóstico da artrite reumatóide pode ser feito através da avaliação do fator reumatóide. Além das alterações em exame físico, na radiografia é possível observar edema periarticular, derrame, colapso articular e destruição do osso subcondral. A biópsia da articulação e análise de líquido sinovial também podem ser realizados. Tratamento Para o tratamento da artrite reumatóide o médico veterinário poderá indicar medicamentos como corticóides e quimioterápicos (como ciclofosfamida e azatioprina). Prognóstico Infelizmente o prognóstico da artrite reumatóide é reservado, entretanto, é possível trabalhar na qualidade de vida dos pacientes. Referências bibliográficas Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Kimura, Tohru. (2017). Canine rheumatoid arthritis characterized by hyperprolactinemia. Veterinary Science Development. 7. 10.4081/vsd.2017.6463. Kerwin, Sharon. (2010). Osteoarthritis in Cats. Topics in companion animal medicine. 25. 218-23. 10.1053/j.tcam.2010.09.004. Perry, Karen. (2017). Inflammatory Joint Disease in Cats. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Artrose em cães e gatos

Doença articular degenerativa, osteoartrose A osteoartrose, também conhecida como doença articular degenerativa, é uma doença crônica, muito dolorosa, degenerativa e inflamatória que afeta as articulações sinoviais e acaba causando perda de mobilidade. É muito comum em cães mais velhos e ainda não há cura definitiva. Pode originar-se de instabilidade, inflamação crônica, incongruência na articulação. No cão, muitas vezes se origina de desgastes mecânicos de diferentes causas. Em seguida, começa uma ruptura física da superfície da cartilagem, que por sua vez causará o início de alterações bioquímicas que afetarão toda a articulação, degradando os tecidos articulares. O tratamento pode ser feito por meio de cirurgia veterinária, mas existem outras alternativas. A abordagem terapêutica terá como objetivo melhorar a qualidade de vida do cão, eliminando ou reduzindo a dor e a inflamação, conforme o ganho de mobilidade. Tendo em conta que a doença é degenerativa e progressiva, é aconselhável iniciar o tratamento o mais cedo possível. O tratamento não cirúrgico deve ser a primeira escolha, pois em muitos casos é bem sucedido. Qualquer tratamento deve ser abordado na perspectiva integral dos componentes da articulação: cartilagem, osso e cápsula sinovial. O primeiro ponto é o uso de anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) para reduzir a inflamação e para o alívio da dor sintomática. Estes irão inibir a via inflamatória da cicloxigenase (COX I e COX II), e os inibidores seletivos da COX II. O alívio da dor deve ser feito também com analgésicos. O segundo passo é a restrição da ingestão alimentar para diminuir o início e a progressão da artrose. Em cães com excesso de peso, a redução de peso como único tratamento demonstrou aliviar a dor e melhorar a função dos membros com dor nas articulações. Nestes pacientes, caminhadas diárias com guia são recomendadas. Exercícios leves e de curta duração (natação, caminhadas) são ideais para promover a saúde física e o controle do peso do cão. Como consequência de tudo isso, os membros vão suportar uma carga menor, facilitando a mobilidade da articulação. Ao mesmo tempo essa terapia contribui para a manutenção do peso corporal, reverte a atrofia muscular presente. Uma boa abordagem nutricional pode ajudar a reduzir a carga de medicamentos no tratamento da artrose, ao reduzir os efeitos adversos que acarretam. As evidências existentes suportam que a prescrição de dietas com grandes quantidades de ácidos graxos ômega-3 são eficazes nessa doença. São suplementos amplamente utilizados na medicina humana, que também apresentam evidências na medicina veterinária. O uso de condroprotetores: a combinação de glucosamina e sulfato de condroitina estimula o metabolismo da cartilagem , inibindo sua degradação, reduzindo os sintomas clínicos, tanto em pacientes com OA como em condições pós-cirúrgicas veterinárias. O ácido hialurônico administrado por via oral é absorvido no intestino e depositado nas articulações. Sua suplementação melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes com sintomas de artrose. Além disso, a ingestão de vitamina K evita a perda óssea, o risco de fraturas e a incidência de osteoartrite por meio do aumento da mineralização óssea, formação de osso/cartilagem e inibição da calcificação da cartilagem. Portanto, com a dieta, é possível combinar nutrientes que visam modificar as diferentes estruturas articulares (osso, cartilagem, o líquido sinovial), que são afetados pela artrose e modificar suas vias bioquímicas patológicas (anti-inflamatórias e antioxidantes) para ajudar a retardar a progressão da doença e aliviar o quadro clínico. Esse tratamento, em combinação com a redução de peso e a fisioterapia veterinária (para alívio da dor e fortalecimento muscular), tem apresentado bons resultados no tratamento não cirúrgico de pacientes com a doença articular degenerativa (artrose). Referências Clark, Stephanie. (2015). Canine Osteoarthritis and Treatments: A Review. Veterinary Science Development. 5. 10.4081/vsd.2015.5931. Pettitt, Rob & German, Alexander. (2015). Investigation and management of canine osteoarthritis. In Practice. 37. 1-8. 10.1136/inp.h5763. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp ou (11)91258-5102.

Avulsão da tuberosidade da tíbia em cães: etiologia, diagnóstico e tratamento

Definição A tuberosidade da tíbia é uma apófise (saliência), onde localiza-se a inserção da musculatura do quadríceps, através do tendão patelar. Etiologia (causa) Quando o joelho é flexionado com força excessiva, o resultado pode ser a avulsão dessa tuberosidade. O deslocamento pode ser mínimo ou grave, resultando em descolamento da tuberosidade e deslocamento proximal da patela. Raças predispostas Essa é uma fratura comum em filhotes, uma vez que as placas de crescimento estão abertas, e a região está em um período de menor resistência. Cães de raça grande e com musculatura bastante desenvolvida, também podem fazer avulsão da tuberosidade mais facilmente. Diagnóstico Os pacientes com avulsão costumam não conseguir apoiar o membro acometido devido a força exercida pela musculatura do quadríceps na região. A palpação da tuberosidade costuma ser dolorosa. Além disso, radiografias da tíbia acometida e da contralateral podem ser úteis para confirmar o diagnóstico e determinar o grau de deslocamento do lado afetado, uma vez que a placa de crescimento pode se apresentar larga normalmente na tíbia imatura. Tratamento O manejo conservador usando uma coaptação externa com uma tala ou gesso pode ser o tratamento eleito nos casos em que haja um mínimo deslocamento e claudicação leve. A coaptação externa também pode ser escolhida nos casos mais crônicos devido ao diagnóstico tardio, uma vez que a redução aberta pode ser um desafio se a cirurgia for atrasada por longos períodos. Nos casos cirúrgicos, onde há deslocamento grave, em pacientes pequenos é possível realizar a fixação com dois fios de kirschner, pinos de steinmann ou com parafuso compressivo. Na maioria dos casos, um pino e banda de tensão é a técnica recomendada. Pós-operatório

A restrição de exercícios deve ser recomendada até a primeira radiografia, e o acompanhamento radiográfico deverá ser realizado novamente em 3-4 semanas. Em animais com potencial de maior crescimento, os implantes devem ser removidos, uma vez que a cura radiográfica é evidente normalmente em 3-6 semanas. Prognóstico O prognóstico para o retorno total à função é bom. Possíveis complicações Entre as principais complicações estão: migração dos pinos; falha dos pinos, fios de kirschner ou parafuso, além de lesões induzidas pelos implantes. Referências bibliográficas FOSSUM, T.W. Cirurgia de pequenos animais, 4a ed. Elsevier, 2014. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91152-4321 ou (11)91258-5102.

Biomecânica de fraturas em cães e gatos

Em sequência ao tema de classificação de fraturas (você consegue acessar a postagem clicando aqui), hoje falaremos sobre a biomecânica de fraturas, e como elas são originadas de acordo com a força de trauma atuante. Quando um osso quebra, isso ocorre devido a alguma força em excesso realizada sobre ele, que supera sua capacidade de deformação. Na figura abaixo é possível observar os vários tipos de forças que podem atuar em um osso. A fratura geralmente está associada com quedas, chutes, pisões e atropelamentos.

Nessas ocasiões, o osso não aguenta a carga que é aplicada sobre ele, e quebra. Conheça abaixo as forças que podem atuar sobre os ossos: Forças que podem atuar no osso no momento do trauma As forças atuantes no osso longo no momento de um trauma podem ser de: compressão axial, dobramento (flexão), torção, tração, cisalhamento ou tensão. Força de compressão axial As forças de compressão axial são aplicadas no eixo central do osso, e resultam em fraturas oblíquas. Força de dobramento As forças de dobramento atuam realizando a flexão do osso. No lado de tensão, a força de dobramento tende a criar uma fratura transversa, e dependendo da intensidade, cria pequenas fraturas oblíquas no lado onde há compressão. Força de compressão axial + dobramento Em fraturas em que há forças de compressão axial e dobramento atuando em conjunto, geralmente temos duas fraturas obliquas resultando em um fragmento borboleta, ou seja, uma fratura cominutiva redutível. Forças de rotação Em casos onde há forças de rotação, podem ocorrer fraturas do tipo espiral. Forças de tensão e tração Casos onde há forças de tensão, há fraturas por avulsão. Em locais geralmente onde há tendões, como no caso de fraturas por avulsão da tuberosidade da tíbia. Forças de cisalhamento A força de cizalhamento envolve um tipo de tensão gerada por forças aplicadas em sentidos iguais ou opostos, em direções semelhantes, mas com intensidades diferentes, e geram fraturas transversas. Importância A principal razão é que a biomecânica da fratura influencia na escolha da fixação que será realizada, uma vez que, a fixação de escolha deverá ser capaz de neutralizar essas forças. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91152-4321 ou (11)91258-5102.

Botulismo em cães

Definição O botulismo é uma doença rara em cães e que ocorre pelo contágio da bactéria Clostridium botulinum. Etiologia (causa) A contaminação pela bactéria Clostridium botulinum pode ocorrer em cães através da ingestão de animais mortos, tecidos em decomposição ou material vegetal onde a bactéria realizou a produção da toxina botulínica. Existem sete tipos de Clostriudium botulinum, sendo: A, B, C1, D, E, F, G, sendo o tipo C o mais comum em cães. Sinais clínicos Os sinais clínicos costumam ocorrer após 12 horas da ingestão toxina botulínica, afetando o sistema neurológico do animal. Nesses pacientes, ocorre uma paralisia flácida pode causar o óbito do pacientes por insuficiência respiratória devido à paralisação da musculatura do diafragma. Um cão que ingeriu a toxina botulínica pode desenvolver sinais clínicos diversos, tais como vômito, diarréia, sialorréia (salivação excessiva), dor no abdômen, fraqueza, paralisia flácida bilateral com início nos membros pélvicos (posteriores), dificuldade em deglutir e respirar. Paralisia facial, constipação e incapacidade de urinar e pneumonia aspirativa também podem ocorrer. Nos cães afetados pelo botulismo, não há alteração do nível de consciência. Diagnóstico O diagnóstico de botulismo em cães é difícil, uma vez que é uma doença rara e os sinais clínicos podem facilmente ser confundidos com outras doenças. A suspeita deve ser baseada no histórico de ingestão de material em decomposição, assim como o sinal clínico de paralisia flácida, inicialmente nos membros pélvicos, com piora progressiva para os membros torácicos. Amostras de sangue, fezes e vômito podem ser testadas para a toxina botulínica, porém, a análise é pouco realizada na rotina clínica veterinária. Doenças como a miastenia gravis, acidente vascular cerebral (AVC) ou outras intoxicações devem ser consideradas como diagnósticos diferenciais. Tratamento O tratamento do botulismo é baseado em suporte ao paciente acometido, sendo imprescindível a ventilação mecânica para os cães acometidos. A perda da capacidade de esvaziar a bexiga pode estar presente, sendo o esvaziamento manual necessário. Antibióticos para infecções secundárias também podem ser administrados, assim como colírios para lubrificação dos olhos. Nos casos de botulismo, os pacientes também devem receber fluidoterapia, sondagem nasogástrica ou esofágica, troca constante de decúbito e devem permanecer em local macio para evitar escaras de decúbito. A fisioterapia em animais com botulismo é indicada, através da amplitude de movimento passiva (PROM) e massagem terapêutica. Prognóstico O prognóstico para o botulismo em cães é reservado, entretanto, pacientes que recebem o suporte adequado podem conseguir se recuperar em cerca de três semanas. Referências bibliográficas Nemath, E & Sterczer, Agnes & Máthé, Akos & Voros, K & Sztojkov, V & Biksi, Imre. (2003). Clinical case of botulism in three dogs. Magyar Allatorvosok Lapja. 125. 608-616. Jeyaraja, K & Saikrishna, KS & Kumar, E & R., Ramprabhu. (2021). Botulism in dogs: A clinical case study. Journal of Entomology and Zoology Studies. 9. 346-347. 10.22271/j.ento.2021.v9.i3e.8726. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Cinomose em cães

Definição A cinomose é uma doença viral causada por um vírus chamado paramixovírus. Etiologia (causa) A cinomose ocorre através do contato com animais ou locais infectados pelo paramixovírus, pelo contato com a urina, saliva, tosse, espirros, sangue ou fômites (como potes de água e de ração). A doença também pode afetar outras espécies como coiotes, lobos, raposas, gambás e gatos selvagens. Predisposição racial Não há predisposição racial para o vírus da cinomose, entretanto, a infecção ocorre com maior frequência em animais jovens não vacinados, adultos não vacinados, animais imunossuprimidos e idosos. O vírus da cinomose é resistente ao frio, e os casos tendem a aumentar no inverno. Sinais clínicos (sintomas) O início dos sinais clínicos podem se apresentar em até 14 dias após a exposição viral, afetando diversos sistemas, tais como: respiratório, gastrointestinal, imunológico, cutâneo e sistema nervoso central. Os sinais respiratórios podem incluir: tosse, espirros, dispneia, pneumonia, e secreção nasal, enquanto sinais do sistema gastrointestinal podem se apresentar como: vômito, diarréia, perda de apetite e sialorréia (salivação excessiva). No sistema nervoso, os sinais ocorrem principalmente em decorrência do tropismo do vírus pelo cerebelo e nervos, causando sinais sinais clínicos como mioclonias (espasmos musculares involuntários), head-tilt (inclinação da cabeça), andar em círculos, incoordenação motora, convulsões, e paralisia total ou parcial dos membros. O sistema cutâneo também pode ser afetado, hiperqueratose dos coxins e focinho, além de feridas na pele. Os cães podem ainda ter febre, dor e secreção ocular e desgaste do esmalte dentário. Diagnóstico No hemograma de animais com cinomose, a linfopenia (diminuição dos linfócitos) é uma alteração encontrada com frequência. Podem ocorrer também leucocitose por neutrofilia devido à infecções bacterianas secundárias ou pelo processo inflamatório crônico instalado. O diagnóstico da cinomose pode ser realizado através de testes rápidos de imunocromatografia por amostras de secreções do nariz, olhos e urina, além de sorologia e PCR. Tratamento A cinomose é uma doença sem cura e não existe tratamento direito para o paramixovírus, entretanto, o tratamento suporte poderá ser realizado e alguns animais podem conseguir sobreviver. Na maioria dos pacientes sobreviventes, os animais podem apresentar sequelas que podem melhorar com o uso de células-tronco e tratamentos de fisioterapia e acupuntura. O tratamento suporte poderá ser realizado com antibióticos para infecções secundárias, analgésicos, anticonvulsivantes, nutrição endovenosa, e antipiréticos. Em caso de suspeita de um cão com cinomose, consulte um médico-veterinário para que seu pet receba o tratamento adequado. Prevenção A cinomose pode ser prevenida através da vacinação, por isso, filhotes não devem sair para passear ou ter exposição a outros cães antes do término do protocolo de vacinação. Referências bibliográficas Maurey, Christelle & Boucraut, Corine & Blanchot, D. & Bongrand, V. & Boulouis, H.-J & Gilles, Bourdoiseau & Chabanne, Luc & Dahan, J. & Gallay-Lepoutre, J. & Hernandez, Juan & Lecoindre, Patrick & Peyron, C. & Reynolds, Brendan. (2014). Canine distemper. Pratique Vet. 34-35. Yilmaz, Volkan & coşkun, Nüvit & Timurkan, Mehmet Ozkan & Karakurt, Emin & Nuhoğlu, Hilmi & ERKILIC, Ekin & Kirmizigul, Ali & Sezer, Mert. (2022). The Investigation of Canine Distemper Virus in Different Diagnosis Materials of Dogs using Molecular and Pathological Methods, Northeastern Turkey. Indian Journal of Animal Research. 56. 1-7. 10.18805/IJAR.B-1389. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

Cirurgia de TPLO: Osteotomia de Nivelamento do Platô Tibial

Confira nosso artigo completo sobre ruptura do ligamento cruzado cranial em cães clicando aqui. A ruptura do ligamento cruzado cranial Entre as lesões mais comuns do membro pélvico do cão, está a ruptura do ligamento cruzado cranial, atualmente mais conhecida como insuficiência do ligamento cruzado cranial. Quando o ligamento está nessas condições, o cão claudica (manca), uma vez que a articulação torna-se instável e a tíbia desliza cranialmente em relação fêmur e realiza uma rotação interna excessiva. Muitos cães com ruptura de ligamento apresentam impotência funcional do membro, pisam em "pinça" ou "andam em ovos". Como diagnosticar O diagnóstico da ruptura de ligamento cruzado cranial pode ser realizado pelo teste de gaveta cranial (clique aqui e confira nosso artigo sobre o tema) ou pelo teste de compressão tibial. Em alguns casos, também é possível obter o diagnóstico radiográfico, no qual a tíbia apresenta deslocamento excessivo em relação ao fêmur. Nesses casos, a estabilização cirúrgica da articulação do joelho é necessária para retornar o membro à função, reduzindo assim a dor, desconforto e reduzindo a evolução do processo degenerativo da articulação. A técnica de TPLO Existem inúmeras técnicas para a estabilização da articulação, entretanto, hoje falaremos sobre um pouco sobre a TPLO. De uma forma simplificada, a TPLO muda o ângulo da tíbia em relação ao fêmur. O objetivo da cirurgia é reduzir o deslocamento da tíbia cranialmente durante o andar do cão. Para a cirurgia de TPLO, é feito um cálculo prévio do ângulo do platô tibial através da avaliação radiográfica em um posicionamento adequado. Após a osteotomia (corte semicircular do osso), giro e fixação da placa na nova posição, esse permanecerá em uma nova angulação, que deverá ser em torno de 5 graus. Confira no vídeo abaixo uma cirurgia animada de TPLO. O realinhamento das superfícies ósseas ajuda a fornecer estabilidade durante o andar do cão, reduzindo assim a inflamação articular e um processo precoce de artrose, que ocorrerá cedo sem nenhum tipo de cirurgia. Complicações Entre as possíveis complicações da TPLO, estão: infecção, fraturas por avulsão da tuberosidade da tíbia, falha do implante e não união óssea. Embora essas complicações sejam possíveis e descritas, as taxas de complicação são baixas. Recuperação e pós-operatório Depois da cirurgia, o controle de dor (analgesia) e a administração dos medicamentos é fundamental para uma boa recuperação, assim como o repouso (restrição de espaço e de exercícios físicos) por parte do tutor. A fisioterapia no período pós-operatório permite ao cão uma recuperação mais rápida. Radiografias serão realizadas para avaliar a cicatrização/consolidação óssea na nova posição durante o período pós-operatório. Após o procedimento, os cães tendem a ter um retorno precoce da função do membro. Cerca de 24 horas após a cirurgia, metade dos pacientes começa a apoiar o membro que antes não utilizava. Além disso, após 6 meses de cirurgia, a maioria dos cães consegue retornar a atividade física normal. Referências bibliográficas Lee, Jae & Kim, Joong-Hyun & Lee, Won-Guk & Han, Tae & Cho, Kirae & Han, Hyun-Jung & Kang, Seong & Kim, Gonhyung & Choi, Sang-Hoon. (2007). Scintigraphic evaluation of TPLO and CTWO in canine osteoarthritis. In vivo (Athens, Greece). 21. 855-9. Palmer, Ross. (2005). Understanding tibial plateau leveling osteotomies in dogs. Veterinary Medicine -Bonner Springs then Edwardsville-. 100. 426-+. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91152-4321 ou (11)91258-5102.

Cirurgia de TTA em cães

Cirurgia para cães com insuficiência ou ruptura do ligamento cruzado cranial. Antes de começarmos nosso texto, você pode aprender um pouco mais sobre a ruptura do ligamento cruzado cranial clicando aqui. Definição Na cirurgia de TTA é realizado um corte na crista da tíbia, com o objetivo de alterar o ângulo das forças que percorrem os músculos do quadríceps (grande grupo de músculos que constitui os músculos da coxa). O alinhamento do tendão patelar após a osteotomia e nova fixação elimina a necessidade do ligamento cruzado cranial e resulta em uma articulação estável. Planejamento Para realizar uma TTA, é preciso calcular o avanço que será necessário da inserção do ligamento patelar na tuberosidade tibial. Para isso, uma radiografia do joelho em extensão deverá ser realizada. Técnica cirúrgica TTA Ao realizar uma osteotomia (corte ósseo), a tuberosidade da tíbia é avançada e mantida em posição por um cage que transfere o componente de compressão da força do ligamento patelar da tuberosidade para a tíbia proximal. Nesse processo, uma placa também é adicionada para transferir a força do ligamento patelar para a diáfise proximal da tíbia. A osteotomia aberta, distal ao cage, é enxertada com osso esponjoso autólogo ou outro material de enxerto, como aloenxerto ou hidroxiapatita (HA) para acelerar a cicatrização. Existem modificações da TTA, como a TTA-2 e a TTA Rapid, confira nos vídeos abaixo: TTA - 2 TTA Rapid Cuidados pós-operatórios O repouso rigoroso é essencial após a cirurgia de TTA para permitir a cicatrização adequada da osteotomia da tíbia. Após o primeiro mês de repouso rigoroso, a atividade controlada pode ser introduzida gradualmente após três meses da cirurgia. A fisioterapia é recomendada para melhorar a velocidade de cicatrização no pós-operatório. Nas semanas seguintes à cirurgia, radiografias são feitas para avaliar a cicatrização da tíbia e o acompanhamento. Complicações As complicações pós-operatórias após a cirurgia de avanço da tuberosidade tibial são semelhantes às da cirurgia de osteotomia de nivelamento do platô tibial (TPLO), e incluem infecção, fraturas por avulsão da tuberosidade da tíbia, falha do implante e não união óssea. Embora essas complicações sejam possíveis e descritas, as taxas de complicação são baixas. A maioria das complicações menores são facilmente tratadas ou resolvidas por si mesmas, e as complicações maiores que requerem cirurgia adicional são raras e geralmente aparecem após confinamento inadequado ou trauma. Referência bibliográfica Arican, Mustafa & Parlak, Kurtuluş & Şahin, Hüseyin. (2017). Evaluation and application of the TTA-rapid method in dogs with cranial cruciate ligament rupture. Acta veterinaria. 67. 238-253. 10.1515/acve-2017-0020. Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91152-4321 ou (11)91258-5102.

Cirurgias para luxação de patela em cães

A luxação de patela é uma das principais causas que fazem com que os cães manquem (claudiquem) dos membros traseiros (pélvicos). Os tratamentos cirúrgicos são recomendados para cães com claudicação intermitente ou permanente como resultado da luxação de patela. Existem diversas técnicas cirúrgicas para a luxação de patela, sendo o objetivo principal restaurar o alinhamento normal do músculo quadríceps em relação a todo o membro. Isso requer remodelagem dos ossos e reconstrução dos tecidos moles. Trocleoplastia em cunha ou trocleoplastia em bloco Quando o sulco por onde a patela normalmente desliza é muito raso, é realizada uma cirurgia para aprofundar o sulco. Isso envolve a remoção de uma cunha ou bloco de cartilagem e osso. Transposição da tuberosidade tibial O componente mais importante do reparo é realinhar a inserção do tendão entre a patela (rótula) e a tíbia. Como os ossos cicatrizam com muito mais eficiência do que os tendões, o osso ao qual esse tendão está preso é cortado e movido para uma posição mais apropriada. Ele é colocado de volta no lugar e o osso cicatriza gradualmente ao longo das 4-8 semanas seguintes. Imbricação lateral da cápsula articular e da fáscia lata Na maioria dos cães afetados pela luxação de patela, a sutura de imbricação lateral da cápsula articular e da fáscia lata faz parte da cirurgia de correção para ajudar a patela a permanecer na posição correta. Sutura anti-rotacional A sutura anti-rotacional, técnica similar a sutura realizada para estabilizar o joelho em lesões de ligamento cruzado cranial, é utilizada quando a causa da luxação da patela está relacionada com a rotação interna da tíbia. Osteotomia corretiva do fêmur Em alguns cães com uma curvatura acentuada no fêmur (osso da coxa), é realizada a correção do fêmur. Para realizar essa correção, é feita a retirada de uma cunha do osso, e o fêmur é reparado com uma placa óssea e parafusos. A osteotomia em varo femoral é mais comumente realizada em cães maiores e cães com graus mais elevados de luxação de patela. As tomografias são importantes no planejamento de tais correções. Referências Di Dona, Francesco & Valle, Giovanni & Fatone, Gerardo. (2018). Patellar luxation in dogs. Veterinary Medicine: Research and Reports. Volume 9. 23-32. 10.2147/VMRR.S142545. Bosio F, Bufalari A, Peirone B, Petazzoni M, Vezzoni A. Prevalence, treatment and outcome of patellar luxation in dogs in Italy. A retrospective multicentric study (2009–2014). Vet Comp Orthop Traumatol. 2017;30(5):364–370 Sobre o autor Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

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