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Miopatia fibrótica em cães

Atualizado: 23 de jan.

A miopatia fibrótica é uma condição muscular hereditária rara em cães, que é caracterizada por um acúmulo de tecido fibroso no músculo esquelético.

Essa fibrose pode levar a uma diminuição da função muscular, fraqueza e dificuldade para se mover.


A miopatia fibrótica é uma condição rara em cães que afeta principalmente a raça Golden Retriever. É uma doença genética autossômica recessiva, o que significa que um cão deve herdar duas cópias do gene mutante - uma do pai e outra da mãe - para desenvolver a condição.


A doença é caracterizada pelo depósito excessivo de tecido conjuntivo (fibrose) nos músculos, o que leva a uma progressiva perda da função muscular.


Os primeiros sinais clínicos geralmente são notados em cães com cerca de 2 a 4 meses de idade, e podem incluir fraqueza muscular, falta de coordenação e dificuldade para se levantar. Conforme a doença progride, os músculos ficam cada vez mais fracos, o que pode levar à atrofia muscular.

Os sintomas da miopatia fibrótica em cães podem incluir atrofia muscular, perda de peso, dificuldade para se levantar ou caminhar, dor muscular e rigidez.


Esses sintomas geralmente se tornam mais graves com o tempo e podem levar à incapacidade do cão de se mover adequadamente.

O diagnóstico da miopatia fibrótica em cães é feito através de uma combinação de exames físicos, testes genéticos e biópsias musculares.


Infelizmente, não há cura para a miopatia fibrótica em cães, e o tratamento é direcionado para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do animal.

O tratamento pode incluir o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para aliviar a dor e reduzir a inflamação muscular.


A fisioterapia também pode ser útil para melhorar a força muscular e a mobilidade. Em casos graves, pode ser necessário o uso de dispositivos de suporte, como cadeiras de rodas, para ajudar o cão a se movimentar.

Além disso, é importante que os cães com miopatia fibrótica sejam mantidos em uma dieta saudável e exercitados com moderação para evitar o estresse excessivo dos músculos.


O acompanhamento veterinário regular também é fundamental para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.


Referências bibliográficas


Bush, W. W. (2012). Muscle disorders. In Ettinger & Feldman: Textbook of Veterinary Internal Medicine (7th ed., pp. 1369-1381). Elsevier Health Sciences.


Fischetti, A. J., & Snyder, J. M. (2019). Inherited myopathies of dogs and cats. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, 49(5), 867-881.


Fraser, A. R., & Bollen, A. W. (2017). A Review of Inherited Myopathies in Companion Animals: Muscular Dystrophy, Episodic Muscle Diseases, and Myopathies of Unknown Pathogenesis. Veterinary Pathology, 54(1), 7-20.


Sobre o autor

Felipe Garofallo é médico-veterinário (CRMV/SP 39.972), especializado em ortopedia e neurocirurgia de cães e gatos e proprietário da empresa Ortho for Pets: Ortopedia Veterinária e Especialidades. Agende uma consulta pelo whatsapp (11)91258-5102.

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